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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Oficina de Jogos Africanos movimenta cotidiano escolar nas Comunidades Quilombolas de Passagem e Murumuru

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Alunos (as) da EMEFM Dom Pedro II na Comunidade Quilombola de Passagem em Monte Alegre
De 05 a 09 de novembro aconteceu nos Municípios de Monte Alegre e Santarém, nas comunidades de Passagem e Murumuru, respectivamente, a 2ª fase do Projeto Educação, Etnicidade e Desenvolvimento: Fortalecimento de Negros e Negras Quilombolas na Educação Básica.
Nesta fase a meta do Projeto seria envolver nas Oficinas Técnicas diretamente 50 alunos (as) em cada Comunidade, contudo em cada Comunidade acredita-se termos alcançado mais de 100 à 150 alunos (as) a partir do 4º ano dos ensinos fundamental e médio.
As Oficinas de Jogos Africanos ministradas pelo Prof. Guilherme Piedade, da EEEFM Padre Francisco Berton, agitaram o ambiente Escolar e a Comunidade ao entorno, contribuindo para integração entre a Escola e a Comunidade envolvida no Projeto. "Em Monte Alegre na Comunidade Quilombola de Passagem o interesse dos alunos foi tão grande que encerrada a Oficina na Escola logo se formava um pequeno grupo para treinar os jogos na casa em que eu estava hospedado", conta o Prof. Guilherme. 
 
 
  

A dinâmica e complexidade dos jogos africanos de tabuleiro despertaram a curiosidade e o interesse dos alunos(as) quilombolas que por meio da ludicidade tiveram aproximação com a cultura afro-brasileira e africana. As variações didaticamente divididas em kalah 1, kalah 2 e oware da família mancala, yoté na versão adaptada pelo MEC, jogo da onça de origem indígena dentre outros foram trabalhados nas oficinas.
O jogo da onça construído com materiais reciclados
Torneio de Mancala na EMEFM Dom Pedro II
YOTÉ na versão do MEC

As oficinas atingiram o objetivo proposto pelo Projeto quanto ao fortalecimento curricular e elevação da auto-estima dos alunos(as) valorizando a sua representação social enquanto quilombola, proporcionando subsídios de reconhecimento de sua identidade étnica, apontando para (re)construção de laços de afetividade coletiva e cooperando para elevação do sentimento de pertença à comunidade e de comprometimento com sua historicidade.
Para a realização das Oficinas a Equipe Técnica da COPIR contou com o apoio da Gestora da URE-PA, as Secretarias Municipais de Educação dos Municípios, responsáveis técnicas das escolas EMEFM DOM PEDRO II e EMEFM AFRO-AMAZÔNIDAS, bem como, lideranças das Associações das Comunidades Quilombolas de Passagem e Murumuru.

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