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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tela Negra no Museu Goeldi

Culturas afro-amazônicas na Primavera do Museu Goeldi

Ações gratuitas evidenciam a riqueza das tradições africanas. Programação faz parte da temporada cultural “Primavera dos Museus”

Agência Museu Goeldi – As histórias e tradições dos povos africanos que chegaram escravizados são uma das bases fortes da formação da identidade da população brasileira. Na contramão de seu valor, esse grande patrimônio é pouco valorizado nas ruas, na mídia e nas escolas. O preconceito que cerca várias das tradições afro-brasileiras tem sido mais forte.
A Lei. 10.639, de 2003, torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas do país, mas, uma campanha agressiva quer mudar essa história e defende o veto de alguns artigos desta lei, que busca promover a autoestima da cultura afro-brasileira.
Em sintonia com a legislação vigente, a edição 2016 da “Primavera dos Museus”, no Museu Paraense Emílio Goeldi, dedica parte da sua programação para divulgar a herança das culturas africanas e sua relação com a natureza amazônica. As atividades acontecerão a partir da próxima semana e têm entrada gratuita. Confira:
Tela Negra – Na próxima segunda-feira, 19, acontecerá a exibição do projeto “Tela Negra”. A atividade é uma parceria do Museu Goeldi com a Secretaria da Educação do Pará para discutir produções audiovisuais sobre as culturas africanas no Brasil. Neste dia, haverá a projeção do vídeo “Afroamazônico e seus símbolos”. O audiovisual faz parte de um material educativo organizado pela bolsista de educação do Museu Goeldi, Tainah Coutinho Jorge, e está integrado a uma trilha que pontua as relações entre culturas afro religiosas e as plantas e cenários encontrados na coleção florística do Parque Zoobotânico do Goeldi. Após a sessão, os participantes farão o percurso da trilha.
Oficina “Patrimônio, Memória e Imagem” – A atividade acontecerá entre os dias 28 e 30 de setembro, de 9h às 12h. O objetivo da oficina é propor aos participantes a reflexão acerca do passado e da compreensão da representatividade da memória, do reconhecimento e pertencimento do patrimônio.
A oficina mostrará como usar recursos de imagem para desenvolver tais questões, revisitando a cultura afrodescendente nos espaços públicos, buscando uma valorização de sua presença e estudando a historicidade social da cultura negra.
As inscrições para uma das 10 vagas da oficina são presenciais e devem ser feitas no Serviço de Educação (SEC) do Museu Goeldi, localizado no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. A entrada para inscrições será realizada pela lateral do parque, na Avenida 9 de Janeiro.
Trilha “Afro Amazônicos e seus símbolos” – A “10ª Primavera dos Museus” despede-se do Museu Goeldi junto com o mês de setembro, no dia 30. Às 9h, no Parque Zoobotânico, será realizada uma edição especial da trilha “Afro Amazônicos e seus símbolos”. Os interessados deverão agendar a visita pelo Núcleo de Visitas Orientadas (NUVOP) por meio do número (91) 31823249.

Serviço
Tela Negra
Exibição do vídeo 'Afroamazônicos e Seus Símbolos'
Palestrante: Tainah Coutinho Jorge e Simone Araújo
Dia: 19 de Setembro
Hora: 9h às 12h
Local: Auditório Alexandre Ferreira, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (Avenida Magalhães Barata, nº 376, bairro São Braz)

Oficina “Memória, Patrimônio e Imagem”
Oficineiras: Tainah Coutinho Jorge e Simone Araújo
Dias: 28 a 30 de Setembro
Hora: 9h às 12h
Local: Auditório Alexandre Ferreira, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (Avenida Magalhães Barata, nº 376, bairro São Braz)
Vagas limitadas
Inscrições: Serviço de Educação do Museu Goeldi (Avenida Magalhães Barata, nº 376, bairro São Braz)

Trilha “Afro Amazônicos e seus símbolos”
Dia: 30 de Setembro
Hora: 9h
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (Avenida Magalhães Barata, nº 376, bairro São Braz)

Texto: João Cunha
Galeria de Imagens: 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

SEDUC atua na implementação da Educação Escolar Quilombola

Projeto Educação e Etnicidade desenvolve formação de professores/as, técnicos/as e gestores/as e estudantes quilombolas em 7 municípios do Pará

Seminário de Educação Quilombola em Oriximiná
Visando contribuir para elevação do rendimento escolar de estudantes quilombolas, a Coordenadoria de Educação para Promoção da Igualdade Racial - COPIR, da Secretaria Adjunta de Ensino - SAEN, promoverá o Projeto Educação, Etnicidade e Desenvolvimento: Fortalecimento de Alunos e Alunas Quilombolas da Educação Básica.
O Estado do Pará possui mais de 400 comunidades remanescentes de quilombos presentes em um terço dos seus 144 municípios. O Pará é o terceiro estado brasileiro em número de comunidades quilombolas, ficando atrás apenas da Bahia e Maranhão. Considerando as mesorregiões do estado, há presença quilombola no em pelo menos quatro: Baixo Amazonas, Marajó, Nordeste e Metropolitana de Belém.
Em 20 de novembro de 2012 foi sancionada a Resolução nº 08 do Conselho Nacional de Educação - CNE - que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, fundamentando e direcionando a concepção de educação escolar quilombola a ser ofertada em todas as modalidades de ensino da educação básica destinado ao atendimento das populações quilombolas rurais e urbanas em suas mais variadas formas de produção cultural, social, política e econômica.
O Projeto Educação, Etnicidade e Desenvolvimento Quilombola consiste em formação continuada de profissionais da educação quilombolas ou que atuam em comunidades quilombolas, além de oficinas para estudantes abordando questões sobre identidade e fortalecimento de sua autoestima. Ressalta-se ainda, que em maio deste ano a COPIR desenvolveu em parceria com diversas Secretarias de Estado e movimentos sociais quilombolas o primeiro Seminário de Integração de Educação e Políticas Públicas em Comunidades Quilombolas, quando foram definidas diversas estratégias para a melhoria do atendimento educacional das comunidades remanescentes.
A COPIR tem apoiado os municípios que buscam atender as Diretrizes Nacionais da Educação Quilombola, como o de Oriximiná, que já organizou Seminário de Elaboração de Material Didático-Pedagógico para Educação Escolar Quilombola. Outra ação permanente da COPIR é a participação em Audiências Públicas para atendimento às comunidades, como a ocorrida na Câmara de Vereadores em São Miguel do Guamá e no barracão comunitário de Abacatal, em Ananindeua .
Neste ano de 2016, a COPIR  atenderá 07 (sete) municípios, em quatro Regiões, atendendo a 6ª, 8ª, 11ª e 20ª Unidade Regional de Educação - URE, conforme quadro abaixo: 

REGIÃO DE INTEGRAÇÃO / MUNICÍPIOS (URE's) / PERÍODO DO 1º MÓDULO 

Região do Baixo Amazonas: Almeirim (6ª URE) - 12 a 16 de setembro de setembro de 2016; 

Região Guamá: Santa Isabel do Pará (11ª URE) - 26 a 30 de setembro de 2016 / São Domingos do Capim (8ª URE) - 10 a 14 de outubro de 2016 / São Miguel do Guamá (8ª URE) - 28 de novembro a 02 de dezembro de 2016;

Região do Marajó: Cachoeira do Arari (20ª URE) - 17 a 21 de outubro de 2016 e Curralinho (13ª URE) - 17 a 21 de outubro de 2016;

Região do Rio Capim: Concórdia do Pará (11ª URE) - 26 a 30 de setembro de 2016.