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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Trilha Afro-Amazônica no Museu Goeldi

COPIR realiza trilha que faz referência aos saberes das religiões de matriz africana

Apresentação do Lago dos Tambaquis

No dia 09 de junho, a COPIR, em parceria com o Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), realizou a "Trilha Afro-Amazônica" no Parque Zoobotânico, em Belém do Pará. Na ocasião, estudantes do curso técnico de Meio Ambiente do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Pará (IFPA), campus de Abaetetuba, foram atendidos pelo projeto. A professora Sueli Pereira, do IFPA/Abaetetuba, foi quem acompanhou a turma.
A equipe da COPIR foi composta pelos/as técnicos/as Cilene Melo, Deusilene Lisboa, Luís Brito, Simone Araújo e Tony Vilhena. Na programação, primeiro foi exibido o curta "Disque Quilombola", que trás diálogos entre crianças de um quilombo e de um morro de Vitória/ES realizados por um "telefone" feito de latas e fio barbante. Depois foi exibido o filme educativo da "Trilha", onde sacerdotes e sacerdotisas afrorreligiosos/as apresentam os elementos da natureza encontrados no Parque Zoobotânico e relacionam seus significados sagrados com os saberes herdados da África que usamos no nosso dia a dia sem saber a origem.
Estudante Meiriane Miranda
Em seguida, a caminhada começou. Para muitos, essa experiência era a primeira oportunidade de conhecer o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. Para a estudante Meiriane Miranda, 24 anos, que revelou que tem familiares que são de "terreiro", fazer a "Trilha" foi gratificante porque abordou "uma realidade diferente para muitos". A estudante chamou a atenção de que "muitos, por desconhecimento, chamam essas religiões [de matriz africana] de forma preconceituosa de macumba, mas, parando para pensar, é de onde vem nossas raízes".
Já para a professora Sueli Pereira, que monitorava a visita de seus alunos, o "objetivo da atividade, além de estar relacionada com a Semana do Meio Ambiente, é contribuir para a percepção da relação da natureza, do meio ambiente, com o sagrado, a partir das religiões de matriz africana, pois seus rituais se relacionam com a flora e a fauna, trazendo enriquecimento de conhecimentos técnicos, social e cultural, promovendo respeito".
Conforme o projeto elaborado pelo Serviço de Educação do Museu, "a realização do roteiro possibilita o acesso ao conteúdo afro-brasileiro, criando um espaço de informação, educação e conscientização. Uma ferramenta de necessidade pública".
As escolas públicas que tenham interesse em participar podem ligar para a COPIR a agendar sua "Trilha".




sexta-feira, 2 de junho de 2017

Em Castanhal, COPIR participa de reunião de monitoramento da Lei 10.639

No dia 1º de junho de 2017, no Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB) da Universidade Federal do Pará, campus de Castanhal, aconteceu a reunião de avaliação dos questionários sobre as providências tomadas do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana respondidos por instituições educacionais de Castanhal e de Inhangapi.
Participaram da reunião representantes da Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CONEPPIR), Associação de Consciência Negra Quilombo de Castanhal (ASCONQ), Ministério Público do Pará, Comissão de Igualdade Racial e Etnias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), NEAB/UFPA/Castanhal, Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA), Núcleo de Educação para as Relações Etnicorraciais e Diversidade da Secretaria Municipal de Educação de Castanhal (NERED/SEMED) e Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de estado de Educação (COPIR/SEDUC).
Agora os encaminhamentos apontam para a sistematização das informações que estão sendo prestadas e, posteriormente, formalização do pedido de tomada de providências aos órgãos competentes.

Comissão Legislativa apresenta relatório sobre intolerância contra povos de matriz africana

 
Um relatório foi apresentado, nesta quarta-feira (31/05), pela Comissão de Direitos Humanos e Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) sobre intolerância religiosa contra os povos de matriz africana. De 2015 a 2017, foram assassinadas sete lideranças afro-religiosas no Pará, o que resultou na criação de um grupo de trabalho para acompanhar as investigações dos casos e em vários  encaminhamentos para tentar combater o racismo institucional e religioso no Estado. A apresentação do relatório foi feita durante Audiência Pública que debateu a intolerância religiosa e que foi realizada a partir de requerimento do deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT). A reunião foi a segunda atividade realizada na programação da entrega da Comenda Mãe Doca, que será entregue nesta quinta-feira (1/06). A abertura da programação foi realizada nesta terça-feira (30/05), no hall do prédio da Alepa, com a abertura da exposição "Imagem do Sagrado", que colocou à mostra parte dos símbolos religiosos dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana.

Cultura afro e a importância da leitura são destaques no estande da Seduc


Durante a tarde desta quarta-feira (31), no estande da Seduc, foram apresentados projetos desenvolvidos e executados pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir), da Secretaria, em parceria com diferentes órgãos, como o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

Segundo a chefe do serviço educativo do MPEG, Lúcia Santana, desde o ano passado, a Seduc e o Museu estão realizando um projeto de consciência negra que consiste na realização de uma trilha afro, dentro do Parque Zoobotânico do Goeldi, direcionado para alunos de escolas da rede.

Concebida com a participação de pais e mães de santos, a trilha nasceu a partir da identificação e contextualização de determinadas árvores existentes no interior do parque com importante valor simbólico para o candomblé africano. “A trilha serve, portanto, para discutir com os estudantes a questão da matriz africana e a importância negra para a nossa formação como brasileiros e como grupo de resistência cultural”, explicou Lúcia.

Apenas no ano passado, a trilha africana atendeu 30 escolas e, neste ano, o projeto deve continuar, apenas com o aperfeiçoamento de alguns elementos pedagógicos, como a inclusão de banners. “Como, até então, o debate era feito mais de modo oral, achamos que seria interessante incluir banners e fotografias, no intuito de fazer as crianças e jovens compreenderem com mais facilidade esse conteúdo, já que se trata de um tema ainda um pouco distante da maioria deles”, avaliou.

Para ela, a parceria com a Seduc é fundamental na medida em que, junto com os técnicos da Secretaria, são desenvolvidos projetos para a discussão de temas como o direito a ter memória, seja ela africana, indígena, de mulheres ou de idosos. “Historicamente, esses são grupos esquecidos ou colocados ainda à margem da sociedade. Queremos trabalhar com as crianças e jovens a lógica da inclusão em vez da exclusão”, frisou.

Leitura – Na ocasião, também foi apresentado o projeto “Bairro de Leitores”, desenvolvido pelo professor de História Raimundo Oliveira, das Escolas Estaduais Frei Daniel e Barão de Igarapé-Miri, do bairro do Guamá, em Belém.  Raimundo, que também é coordenador do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, uma referência em leitura no bairro com cerca de 40 anos de história, conta que a ideia é ligar a história do bairro e os aspectos que ele ganhou ao longo do tempo com o desenvolvimento da leitura entre os alunos. “A leitura é um instrumento fundamental porque provoca a capacidade de transformar. E o ser humano é exatamente isso, um ser transformador. Estamos desenvolvendo o processo de aprofundamento da discussão do ler e ressignificar isso dentro das escolas, para que a escola também seja um centro de alegria, pois a leitura traz essa alegria”, observou.

Por Elck Oliveira
Fotos: Fernando Nobre
Ascom/Seduc