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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Saúde da População Negra corre o risco de permanecer negligenciada no Ministério da Saúde


 por Ana Flávia Magalhães Pinto

Foi ampla a repercussão do anúncio do projeto de lei de cotas para negros no serviço público feito pela presidenta Dilma Rousseff na abertura da III Conapir, em 5 de novembro. Ocorre que outra medida não menos esperada também foi apresentada, sem, entretanto, receber muita atenção: “Nós vamos criar, no Ministério da Saúde, inclusive por grande demanda da Seppir [Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial], uma instância específica para coordenar as ações voltadas para a população negra”, afirmou a presidenta.

Desde que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 2006, e oficializada pelo Ministério da Saúde (MS), em 2009, por meio da Portaria n. 992/09, ativistas e especialistas da área têm lutado e dialogado com o MS para que a implementação aconteça. Os resultados, porém, praticamente inexistem; e boa parte da explicação repousa no fato de que essa agenda nunca foi incorporada como prioridade pelo Ministério. Apesar de 70% dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) serem negros (pretos e pardos), a PNSIPN não tem sido tratada como uma ação estratégica pelas secretarias do Ministério e algo indispensável para que a missão do SUS se concretize. Em vez disso, a quase totalidade das ações que tratam da saúde da população negra está sob a responsabilidade do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa (DAGEP), parte da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP). 
Organograma MS

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Seminário Educação Escolar Quilombola: Conquistas e Desafios

Convite

 O Cedenpa tem a honra de convidar a todos os interessados para o Seminário Educação Escolar Quilombola. O evento realizar-se-á  nos dias 12 e 13 de dezembro, na CNBB/Regional Norte II.
Esperando poder contar com a presença de todos. As inscrições podem ser enviadas para o email educacaoquilombola@cedenpa.org.br

  Ficha de Inscrição - Seminário Educação Escolar Quilombola



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Psicologia e Relações Raciais


MANDELA - um exemplo para todas as gerações de todos os países



Data: 06/12/2013

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da
República (SEPPIR/PR) lamenta o falecimento de Nelson Mandela, ocorrido
ontem, 05 de dezembro, aos 95 anos completados em junho, na cidade de
Pretória (África do Sul).

Madiba - apelido de Nelson Mandela, um homem à frente do seu tempo e da história
Mandela é reconhecidamente uma das mais importantes lideranças na luta contra o
apartheid em seu país, onde se tornou o primeiro presidente negro, nas eleições de 1994. A
luta contra o racismo está para sempre vinculada à militância antiapartheid do primeiro
presidente negro da África do Sul.

Sequelas - Desde dezembro de 2012, Mandela havia sido internado em quatro ocasiões,
vítima das recorrentes infecções pulmonares que sofria há muitos anos, relacionadas às
sequelas da tuberculose contraída durante o tempo em que esteve encarcerado na ilha de
Robben, onde passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid. Nascido
numa pequena vila chamada ‘Qunu’ e formado em Direito, “Madiba” se tornou não só um
importante líder político, mas verdadeiramente um heroi em seu país.

Tragetória - Ainda estudante, ele se opôs fortemente ao regime de segregação racial que existiu na África do Sul e obrigava os negros a viverem separados dos brancos (este é o significado da palavra apartheid, “vidas separadas”) – sendo que os políticos brancos não só controlavam o poder, como negavam ao restante da população vários direitos políticos, econômicos e sociais. Em 1942, aos 24 anos, Mandela ingressou no Congresso Nacional Africano (CNA), movimento que fazia oposição ao apartheid. Dois anos depois, participou da fundação da Liga Jovem do CNA.

O Massacre de Sharpeville - Nos anos 50, ele participou da divulgação da famosa Carta
da Liberdade, documento que propunha um programa para o fim do regime
segregacionista. Mandela defendeu a luta pacífica contra o apartheid até 21 de março de
1960, data do episódio que ficou para sempre conhecido como “O Massacre de
Sharpeville”, quando policiais sul-africanos mataram 69 pessoas negras que faziam
manifestação pacífica contra a chamada Lei do Passe, que obrigava os negros a portarem
uma caderneta na qual estava escrito onde eles podiam transitar. Depois do massacre,
passou a defender a luta armada.

Mandela e a SEPPIR - 21 de março - acabou se tornando uma data importante para o mundo inteiro, um marco na luta contra o racismo, e não por acaso foi a data escolhida para a criação da SEPPIR, em 2003. Também foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar anualmente o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

Cárcere - Em 1961, um ano após o massacre, Mandela se tornou comandante do braço
armado do CNA, conhecido como Lança da Nação, sendo preso em 1962 e condenado a
cinco anos por motivos como “incentivo a greves” e “viagem ao exterior sem autorização”.
Em 1964, foi julgado novamente e condenado à prisão perpétua por planejar ações
armadas. Mandela viveu encarcerado de 1964 até 1990, tempo em que consolidou sua
imagem como símbolo da luta antiapartheid na África do Sul.

Pressão internacional - Sua prisão não impediu que ele estimulasse a luta pelo fim da
segregação racial e, mesmo na cadeia, Mandela passou a receber ainda mais apoio de vários
segmentos sociais e governos do mundo todo. Com a pressão internacional, o então
presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, sua
libertação e a retirada da ilegalidade do CNA. Os dois viriam a dividir o Prêmio Nobel da
Paz, em 1993, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Mandela’s Day - Desde 2010, celebra-se em seu aniversário, 18 de julho, o Dia
Internacional de Nelson Mandela (Mandela’s Day). A data foi definida pela Assembleia
Geral da ONU como homenagem por sua luta. Entre outros trabalhos, Nelson Mandela
deixou publicados os livros Nelson Mandela - A Luta da minha vida (1989),
Conversas que tive comigo (2010) e Vencer é Possível (1998).

Coordenação de Comunicação da SEPPIR

II SEMINÁRIO NEGRITUDE EM MOVIMENTO


II SEMINÁRIO PSICOLOGIA E RELAÇÕES RACIAIS


COPIR promove o dia da Consciência Negra na Pç. da República em Belém.


  Em decorrência a comemoração ao dia da Consciência Negra a COPIR/SEDUC, Tacape Reggae, FUMBEL e CEDENPA promoveram evento na Praça da República, no dia 24 (domingo) de 2014, para celebrar o dia 20 de novembro. A programação efetivou-se com Ato-show com atrações da cultura reggae e afro-brasileira e a oficina de jogos africanos. As atividades ocorreram no horário das 09h às 14h com a participação do público em geral.
Com o tema: Consciência Negra (Amplie) a Sua, o Profº. Amilton Gonçalves Sá Barretto - Coordenação da COPIR/SEDUC iniciou a programação do dia, convidando a todos os presentes que transitavam pela praça a participarem do evento para mais um momento de confraternização, partilha e reflexão de nossas ações no que concerne as relações étnico-raciais.
Amilton Barretto coord. da COPIR
        

O primeiro instante do evento contou com a apresentação da Escola de Samba Bole-Bole, com a bateria da escola empolgando o público presente com músicas de antigos carnavais proporcionando um espetáculo marcante repleto de alegria e descontração.
Escola de Samba Bole-bole.
Logo na seqüência houve a participação do Grupo de Hip-Hop – Conexão Feminina, do Mc Everton, ambos do Coletivo Senzala Urbana, do DJ Ras Fido e do Mc Bruno B O as músicas apresentadas referenciam a luta pela abolição de toda e qualquer forma de preconceito, seja ele racial, social ou sexual, mostrando a realidade cantada nas letras de rap e na expressão dos elementos que compõe o hip-hop.
Mc Everton
Conexão Feminina

Mc Bruno B O
  Em prosseguimento tivemos as contribuições das expressões afro-descendentes com a Roda de Ogans (representada por várias casas afro-religiosas de Belém), a Banda Axé Dudu do CEDENPA, o Grupo de Carimbó Senta Peia e Tambor de Crioula Filhos amigos de Cururupu do Maranhão, com o som forte dos tambores e cânticos marcando a ancestralidade africana na cultura brasileira.

 







  
Em paralelo houve a Oficina de Jogos Africanos com os alunos da Universidade Federal de Castanhal – GESCED- Grupo de Estudo Sociedade, Cultura e Educação – Programa Universidade no Quilombo, convidados especialmente para interagir com o público infantil presente na praça.
Prof. Assunção Amaral e alunos do GESCED






 O evento foi um sucesso, contagiando o público presente independente da raça, cor ou nacionalidade com muito swing. O encerramento contou com a Banda de Reggae Cana Roots embalando a todos com os clássicos da música regueira.












Fotos de Sanches, Simone, Carla Reis e Maura Fonseca.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A temática das relações étnicorraciais no calendário escolar da ESCOLA E.E.F.M. PROFª ESTHER BANDEIRA GOMES




 No início de 2013 a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial – COPIR realizou em conjunto com USE'S e URE'S Mobilização pela Implantação da Lei 10.639/03 nas Escolas Estaduais do Pará.


A ESCOLA E.E.F.M. PROFª ESTHER BANDEIRA GOMES da USE 01 aderiu a mobilização incluindo a temática das relações étnicorraciais no calendário escolar e durante todo o ano letivo de 2013 as atividades desenvolvidas na Escola tiveram o objetivo de ampliar o conhecimento dos alunos sobre a história e cultura afro-brasileira, racismo, preconceito racial e discriminação racial.


Segundo o Projeto apresentado pela Escola a esta COPIR/SEDUC os eventos foram os seguintes:

  • Em Abril de 2013: palestra sobre Racismo e Comemoração do Dia Mundial do Livro Infantil com o Tema: “Identidade, Cultura e a História Étnicorracial”.
  • Em Maio de 2013: Segunda- feira Cívica com o Tema: “Escola Cidadã Contra o Preconceito Racial” e Um debate no entorno da luta contra a Discriminação Racial.
  • Em Junho de 2013: Feira de Exposição com o Tema: Escola Cidadã Contra o Preconceito Racial e Festa Junina com o Tema: Brasil em Cores: Riquezas Étnicorraciais.
  • Em Setembro de 2013: Jogos Internos com o Tema: O Étnico como elo de união e solidariedades entre os povos.
  • Em Novembro de 2013: Dia Nacional da Consciência Negra com o Tema: Semana Interdisciplinar de Valorização do Negro.


    Na culminância do Projeto, em 20 de novembro de 2013, dia Nacional da Consciência Negra as técnicas Carla Reis, Deusilene Lisboa e Maura Fonseca representando a COPIR/SEDUC inicialmente realizaram uma breve conversa com os alunos do ensino fundamental sobre a diáspora africana, valores civilizatórios afro-brasileiros, racismo, discriminação racial e preconceito racial.
     
     Dando prosseguimento a programação, os alunos do “Projeto Capoeira para Todos” realizaram uma demonstração de roda de capoeira. Os alunos do 5º ano apresentaram uma dramatização da obra de Ana Maria Machado a “Menina bonita do laço de fita”. Nas salas de aula os alunos do 1º ao 5º ano socializaram os resultados de estudos e pesquisas na área da culinária, dança e cultura afro-brasileira.






 









O evento envolveu toda a comunidade escolar: alunos, professores, corpo técnico e alguns pais de alunos. A dedicação e empenho dos alunos no desenvolvimento das atividades contagiaram o público que ali assistiu a programação.


Esta Coordenadoria parabeniza e apoia a ESCOLA E.E.F.M. PROFª ESTHER BANDEIRA GOMES pela iniciativa na adesão desta Escola quanto a inclusão da temática das relações étnicorraciais no calendário escolar durante o ano letivo de 2013.