EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Campanha "Mês da Consciência Negra 2016"



A Secretaria de Estado de Educação - SEDUC, por meio da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial, lança a Campanha do Mês da Consciência Negra 2016, com o tema: Consciência Negra: Uma Atitude Diária”, no sentido, de viabilizar ações/projetos e atividades que as Escolas Estaduais da Rede Pública de Educação veem programando para as comemorações do Dia 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra. 
Assim, solicitamos aos Senhores/as Gestores/as, Diretores/as, Técnicos/as e Professores/as que seja enviada para esta Coordenadoria, a programação que será desenvolvida nas escolas neste período através do e-mail: copirseduc@gmail.com, para que possamos elaborar um calendário estadual das atividades, no intuito de que haja a publicização desse momento e valorização das ações que serão desenvolvidas.

Vem aí o Mês da Consciência Negra
Diga o que sua escola vai fazer

A fim de ampliar a visibilidade e repercussão das ações relacionadas ao tema da Consciência Negra promovidas pelas escolas do Pará, a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial - Copir - solicita que as Unidades Regionais de Educação (URE's), Unidades Seduc na Escola (USE's) e Escolas encaminhem as suas atividades agendadas do Mês da Consciência Negra para o e-mail copirseduc@gmail.com.  
Propomos que respondam os seguintes itens: local (cidade e nome da escola), data do evento, nome do projeto/atividade, o que é a ação, responsáveis e contatos (telefone e e-mail).

Local (Cidade / Nome da escola)
Data / Período
Nome do Projeto / Atividade
O que é a ação
Responsáveis
Contatos







Informamos que as escolas terão até o dia 14 de outubro de 2016 para enviarem o calendário estadual.
20 de Novembro – DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, data de morte de Zumbi dos Palmares (1695) - é referência histórica de auto-organização e resistência à escravidão no Brasil, fazendo parte do calendário escolar (conforme LDB e Resolução 01/2010 do Conselho Estadual de Educação do Pará).
O objetivo da ação é fomentar a discussão das questões relacionadas à valorização da população negra, possibilitando uma reflexão da prática pedagógica frente à diversidade étnico-racial e superação das desigualdades sócio-raciais no ambiente escolar.
Aguardamos a sua colaboração!!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ensaio Fotográfico da Comunidade de ancestralidade negra - Cachoeira Porteira

 Por Kátia Simone Alves de Araújo
Especialista em Educação COPIR/SEDUC
Mestranda em Antropologia UFPA 

Este registro fotográfico procura retratar o espaço comunitário de Cachoeira Porteira. É decorrente de um período de trabalho voltado a formação continuada para professores atuantes em escolas quilombolas, em janeiro do corrente ano, sob a coordenação da Coordenadoria para Educação da Promoção da Igualdade Racial - COPIR/SEDUC, no município de Oriximiná, no Estado do Pará.
É possível registrar diferentes expressões de ancestralidade negra ao longo das margens do rio Trombetas, embora estas pareçam não compor a diversidade étnica, racial e cultural da região amazônica. Há certa invisibilidade em torno dessas comunidades, por serem ofuscadas e silenciadas por pressões econômicas, fundiárias, processos de discriminação e exclusão social.
Entretanto, a presença negra ao longo da calha do Rio Trombetas é documentada desde o começo do século XIX. A existência de “mocambos” as margens do rio se constituiu em decorrência de estratégias de resistência por homens e mulheres que viviam na condição de escravizados no período da economia colonial na região, fugitivos das fazendas de Santarém e Óbidos.
O território remanescente de quilombo de Cachoeira Porteira, está situado no alto curso do Trombetas, é composto por uma rede de parentesco e amizade com cerca de 85 famílias, que vivem da pesca, da caça, das roças, da produção de farinha de subsistência, e da extração comercial da castanha . Durante o período das águas baixas é possível visualizar as rochas dispersas em alguns trechos do rio.   
            A área é tradicionalmente ocupada e organizada ao longo de ambos os lados de uma estrada de terra batida empoeirada, com singelas edificações como: as casas de moradia, a igreja, a escola de ensino fundamental, um alojamento para os professores que não residem na comunidade e provavelmente, também, aos povos indígenas da região. 
A Cachoeira chamada Porteira aparece nos meses do verão na confluência dos rios Trombetas e Mapuera. A Porteira era um lugar estratégico para os quilombolas, e significou o primeiro “obstáculo para as expedições de captura e punição”. Assim, para romperam com sua condição social procuravam refugio nas florestas, fugiam dos cacoais, das fazendas de criar, das propriedades dos senhores estabelecidos nesta área em busca da liberdade negada pelo sistema escravista.
O futuro das populações tradicionais que vivem nessa região está atualmente ameaçado pelos projetos de construções de hidrelétricas na área da bacia do rio Trombetas. Temerosos em perderem suas terras para as barragens, lideranças de 35 comunidades quilombolas vem promovendo encontros no sentido de fortalecer e garantir seus direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais. Se insere nessa pauta o respeito e valorização de suas identidades, suas formas de organização e de suas diferentes instituições como a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (ARQMO).















quarta-feira, 27 de julho de 2016

A mulher negra é a maior vítima de violência no Brasil

* Por Ana Carla Franco e Júlia Gabriela Monteiro

Segundo dados do último mapa da violência, elaborado em 2015 pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos, enquanto que o de brancas reduziu 10% no mesmo período, além de evidenciar que a mulher negra também é a maior vítima de estupro. Mas por que as negras são as maiores vítimas?

Assim como os demais países latino-americanos, o Brasil ainda sofre com o racismo estrutural e estruturante em nossa sociedade, fruto de uma cultura escravocrata e colonialista. A população negra não recebeu nenhum tipo de atenção ou política de integração com o fim da escravidão, sendo jogados à margem da sociedade. Para as mulheres negras a situação é pior, pois além de serem vítimas de racismo, sofrem com a violência sexista, sendo utilizadas como objeto sexual por séculos, formando uma cultura que se arrasta até os dias atuais. Em resumo, a camada social mais pobre e marginalizada é a que mais sofre com a violência.

Em face desta situação, uma forte articulação de mulheres nas áreas de comunicação, cultura, acadêmica e afins na América Latina e Caribe organizou o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas em 1992 na República Dominicana, que resultou na criação de uma Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a celebração do dia 25 de Julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, internacionalizando assim o debate do feminismo negro, que surgiu a partir da década de 70, impondo a necessidade de interseccionalidade de gênero, raça, classe, etnia, orientação sexual e religiosidade, significando assim uma ruptura com um feminismo que não nos contempla, que historicamente foi hegemonizado por mulheres brancas e de classe alta.

Neste dia, pretendemos dar visibilidade à vulnerabilidade da mulher negra em nossa sociedade marcada pelo racismo patriarcal heteronormativo, que vitimiza de forma desproporcional a população de mulheres negras e pobres, além de lutar para o fomento de políticas que venham a atender esta camada e possamos diminuir os índices de violência apontados. As mulheres negras seguem em marcha neste dia pois precisamos dialogar sobre esta problemática.

O protagonismo das mulheres negras no movimento feminista é outro ponto que temos que dialogar. Cadê elas no movimento? E quando estão, quais os papeis delegados às companheiras das quebradas, das periferias, as nossas irmãs negras? Precisamos das vozes das negras, das suas pautas, que são violadas cotidianamente nesse sistema. Até quando, irmã branca, tu vais querer monopolizar a fala? Não é pra diluir o movimento, mas temos que ser diversas em nossas vozes, em nossas lutas, em nossos olhares. Todas são bem vindas pra chegar e construir o movimento feminista, precisamos muito unir forças, mas jamais monopolizar as pautas. Somos muitas e diversas! Não podemos esquecer que temos que passar o bastão do movimento para todas, e nesta luta seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

*Ana Carla Franco é mulher negra, militante da Marcha Mundial das Mulheres-PA, servidora pública e estudante de Ciências Sociais na UFPA.

*Júlia Gabriela Monteiro é mulher negra, militante da Marcha Mundial das Mulheres-PA, Mestra em Ciências da Religião e professora em Manaus.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mulheres negras marcham em Belém

Pronunciamento da professora Zélia Amador
O dia 25 de julho celebra o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.
No Brasil, a data também é nacional, foi instituída por uma Lei de 2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Em Belém, após intensa mobilização pelas redes sociais organizada pelo Cedenpa - Centro de Estudo, mulheres de diversos movimentos sociais protagonizaram a primeira Marcha das Mulheres Negras, em alusão ao 25 de julho, garantindo grande visibilidade para suas reivindicações e marcando a data na agenda de lutas.
A passeata saiu da Escadinha do Ver-o-Peso rumo à Praça da República, subindo pela Av. Presidente Vargas. Na Praça, o Cedenpa mantém um quiosque denominado Quilombo da República, que é ponto de referência de produção e compartilhamento de cultura negra.
Durante todo o trajeto, mulheres se revezaram no microfone denunciando o machismo e as diferentes formas violência contra as mulheres que se reproduzem diariamente na sociedade, além de entoarem músicas e palavras de ordem sobre seu empoderamento. A doutora Zélia Amador de Deus em seu pronunciamento afirmou que "a luta e resistência tem sido a marca das mulheres negras latino-americanas e caribenhas", considerando que diante do contexto atual a "resistência" tem que ser redobrada para garantir que as mulheres continuem "em marcha sempre".

Veja também o artigo "A mulher negra é a maior vítima de violência no Brasil" 

Texto e foto: Tony Vilhena
Com informações da EBC Radioagência Nacional

quarta-feira, 13 de julho de 2016

COPIR participa de audiência pública em Abacatal



Neste 12 de julho, na Comunidade Remanescente de Quilombo de Abacatal, área rural do município de Ananindeua, na confluência do Bairro do Aurá, ocorreu uma Audiência Pública para tratar de temas diversos, visando a melhoria das condições de vida daquela população.

A mobilização para o evento foi responsabilidade da Comissão de Defesa da Igualdade Racial e Direitos dos Quilombolas da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA), presidida pelo Dr. Jorge Farias. A audiência contou com forte participação dos moradores da comunidade, além de representações de partidos políticos, diversas autoridades governamentais e lideranças de movimentos sociais.

A pauta principal era a segurança pública. Pois há uma tensão gerada por ameaças e tentativa de homicídio por pessoas supostamente ligadas com a criminalidade aos moradores de Abacatal. As Polícias Civil e Militar têm acompanhado o caso e assistido as famílias.

Nilma Bentes, do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), que acompanha a luta da Comunidade de Abacatal desde a década de 1980, contatou que o cenário de dificuldades pouco mudou, sobretudo na questão de trafegabilidade da estrada que liga a comunidade ao centro urbano da cidade de Ananindeua. O tema relativo a estrada foi muito debatido, gerando encaminhamentos junto aos representantes da prefeitura. Pois, como denunciou o senhor Alonso dos Santos e Silva, uma das lideranças quilombolas, "as péssimas condições das estradas prejudicam o escoamento da produção da agricultura familiar, o acesso da segurança e saúde pública e o transporte escolar". Outro problema muito citado foi o da implantação próxima ao quilombo de uma empresa que deveria fazer o tratamento de resíduos sólidos, mas que tem causado sérios problemas ambientais. 

A Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) esteve representada pela professora Hilda Ribeiro e pelos professores Amilton Gonçalves Sá Barretto e Tony Vilhena. Em seu pronunciamento, Amilton Barretto fez menção à notícia de falecimento, nesta manhã, da intelectual e ativista negra Luiza Bairros, doutora em Sociologia (Universidade de Michigan – USA), articulista do Movimento Negro Unificado – MNU e Ministra da Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial do Brasil, de 2011 a 2014. Em seguida, Barretto apresentou o Projeto Educação, Etnicidade e Desenvolvimento: Fortalecimento de Negros e Negras Quilombolas na Educação Básica, que está voltado para o fortalecimento educacional de alunos e alunas quilombolas e implementação da Resolução nº 8/2012, do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica.

O Dr. Jorge Farias reiterou que os encaminhamentos da Audiência serão executados conforme as demandas, sugestões e poder de reivindicação da Comunidade. Nesta perspectiva, dona Santana exclamou no encerramento que "os quilombolas não são coitadinhos pedindo favor aos governos, mas sim, cidadãos e cidadãs exigindo seus direitos, já que cumprem com todos os seus deveres". 

Texto e foto: Tony Vilhena

terça-feira, 12 de julho de 2016

Pesar por Luiza Bairros

É com grande pesar que informamos que Luiza Helena Bairros faleceu esta manhã em Porto Alegre vitima de câncer no pulmão contra o qual lutava há meses.
Natural de Porto Alegre, era graduada em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul além de possuir títulos de Mestre em Ciências Sociais (UFBA) e de Doutora em Sociologia (Universidade de Michigan – USA). Morava em Salvador desde 1979, onde atuou em diversos movimentos sociais, com destaque para o Movimento Negro Unificado – MNU.  Trabalhou em programas das Nações Unidas – ONU contra o racismo em 2001 e em 2005. Foi titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Social da Bahia e Ministra-chefe da Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial do Brasil, de 2011 a 2014. Trabalhava e militava politicamente nas áreas de raça e gênero.
Para os movimentos sociais sobretudo os de mulheres e negros Luiza Bairros deixa reflexões fundamentais para compreensão e acão politica pela igualdade de gênero e raça.
Para a administração publica Luiza Bairros deixa ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) uma ferramenta que segundo ela inaugura a possibilidade de um novo ciclo das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil visando o fortalecimento e a institucionalização de órgãos, conselhos, ouvidorias permanentes e fóruns voltados para a temática nos estados e municípios.
Luiza Bairros considerava que o Sinapir exige um esforço especial de gestores e gestoras no sentido da institucionalização dos órgãos de Promoção da Igualdade Racial (PIR). Segundo ela: “Não existe qualquer possibilidade de uma política pública ser bem-sucedida se o trabalho não for desenvolvido com os entes federados, porque é dessa maneira que se consegue que a política chegue às pessoas. Os resultados desse esforço vão depender também do empenho de governadores e prefeitos na compreensão da política de PIR.”
Para saber mais sobre Luiza Bairros click aqui 
O sepultamento de Luiza Bairros será na próxima 5a. feira  dia 14 de julho as 15 horas na capela 9 do Cemitério João XXIII situado na Avenida Natal, 60 – Medianeira, Porto Alegre. O velório tem inicio hoje às 20 horas no mesmo local.

Fonte: Geledés 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Seduc certifica professores para a Igualdade Étnicorracial


Professores da Unidade Seduc na Escola 10 que reúne 22 escolas estaduais dos bairros do Bengui, Tapanã, e parte de Icoaraci concluíram o curso do Projeto Afro - Pará : Educação para a Igualdade Racial, História e Cultura Afro-brasileira e Amazônica.
Esta iniciativa é uma parceria desta Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial – COPIR, Centro de Formação de Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará – CEFOR e Unidade Seduc na Escola – USE 10.
O curso Afro-Pará é executado desde 2011, na modalidade presencial promovendo a formação inicial e continuada de professores da Rede Pública com carga horária de 120 horas sendo 40 presencias e 80 à distância. Desde 2011  já atendeu 437 profissionais da educação em 11 municípios. Para este ano projeta-se atender 600 educadores/as em mais 20 municípios.


“Valorizar devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos, que se repetem há cinco séculos, à sua identidade e a seus direitos. A relevância do estudo de temas decorrentes das produções sócio-históricas afro-brasileiras e africanas não se restringe à população negra, ao contrário, diz respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade multicultural”, explica a professora Creusa Santos , coordenadora da Copir.


Para o secretário adjunto de Ensino da Seduc, Roberto Silva, são iniciativas como esta que fazem acreditar na melhora da educação no Pará  e incentiva todas as Uses para que procurem a formação. “ Para disseminar o tema da igualdade étnicorracial nas salas de aula e em toda a sociedade”, comenta.


Segundo a coordenadora, a lei orienta que o ensino seja realizado preferencialmente nas disciplinas de arte, literatura e história. “Mas o nosso objetivo é ir além e contribuir para que esse conteúdo seja trabalhado em todas as disciplinas e conteúdos curricular da rede”, explica.





Autor: Márcio Flexa
Secretaria de Estado de Educação

terça-feira, 21 de junho de 2016

Breves acolhe o I Simpósio Internacional de Educação Integral e Inclusiva

Plenária de abertura
De 16 a 18 de junho de 2016, na cidade de Breves/PA, aconteceu o I Simpósio Internacional de Educação Integral e Inclusiva. Segundo o coordenador do evento e presidente da Associação de Pesquisadores do Estado do Pará - APESPA, professor Raimundo Nonato Miranda Santos, "o Simpósio Internacional é uma experiência de interiorização da academia, garantindo a oportunidade para que estudantes de diversos níveis participem de um evento científico com pesquisadores de várias áreas do conhecimento".
A abertura do evento contou com a exposição de palestrante internacionais. O antropólogo norte-americano Dr. Richard Pace, da University of Tennessee - EUA, relatou as experiência obtidas na cidade de Gurupá/PA, onde pesquisa o protagonismo dos movimentos sociais as questões ambientais. Já o paquistanês Prof. Esp. Rachid Elahi Khan, formado pela University of Karachi – Paquistão, abordou os aspectos políticos e culturais do islamismo.
O Prof. Msc. Luiz André Malato, coordenador do Sistema Modular de Ensino - SOME - e representante da Secretaria de Estado de Educação do Pará - SEDUC, apresentou palestra muito concorrida sobre "Diversidade de Gênero: Prevenção e Combate a Homofobia". Para Malato, "as teorias sobre a diversidade humana contribuem para a aceitação desta realidade na prática de toda a sociedade". Na temática da diversidade, o sociólogo Tony Vilhena, representante da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial - COPIR/SEDUC, palestrou sobre "Relações Étnico-Raciais, História e Cultura Afro Brasileira e Africana: Um novo olhar para Educação no Pará".
O evento também contou com a participação do Prof. Dr. José Carlos Cardoso – UFPA, trabalhando sobre "Gestão Sistêmica de um Município Ribeirinho: o Plano de Ações Articuladas nos Municípios Paraenses"; Prof. Esp. Francisco José da Silva - SEMED de Gurupá, aprofundando a temática da "Educação Inclusiva: Aspectos Pedagógicos e Jurídicos. Outro aspecto relevante do Simpósio foi a exposição de banners científicos, que permitiu que vários/as pesquisadores/as compartilhassem suas pesquisas, divulgando seu trabalho acadêmico.

Mesa de abertura

Descerramento da placa comemorativa do evento

Apresentação do Grupo de Capoeira Inclusiva com o Prof. Msc. Mauro Silva

Exposição de banners

Mesa redonda sobre Multiculturalismo Religioso
Mais fotos do evento, aqui no Site da Apespa
Texto e fotos: Tony Vilhena

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Encerramento das atividades do Curso Afro-Pará

No dia 21 de junho de 2016, as 15h, no Auditório da Seduc/Sede, a Copir encerrará as atividades do Curso Afro-Pará: Educação para a Igualdade Racial, História e Cultura Afro-brasileira e Amazônica. Haverá socialização dos trabalhos desenvolvidos nas escolas e certificação de cursistas desta edição.
O Curso Afro-Pará é executado desde 2011, na modalidade presencial, pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), como uma proposta de formação continuada para que professores/as da rede estadual possam incluir no conteúdo programático da educação básica o ensino da história e cultura afro-brasileira.
Neste ano, a Unidade Seduc na Escola (USE 10) tomou a iniciativa de demandar a formação para as equipes técnicas e professores/as com o objetivo de trabalhar a temática dentro do plano político pedagógico das escolas.
O Centro de Formação de Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor) foi um grande parceiro nesta experiência exitosa, na capacitação de tutores/as e cursistas, além da garantia do ambiente virtual de aprendizagem.

Fórum Intermunicipal de Políticas e Direitos de Igualdade Racial será em Castanhal


1º Fórum Intermunicipal de Políticas e Direitos de Igualdade Racial
23 e 24 de junho de 2016
Castanhal/PA