II Edital Gestão Escolar para a Equidade – Juventude Negra

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EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números – e-Book

Geledés apresenta a pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números, realizada com apoio do edital Fundo Fale Sem Medo 2016, uma iniciativa do Instituto Avon e ELAS Fundo de Investimento Social. É uma produção que se une às reivindicações das mulheres negras por políticas públicas que revertam sua primazia nos dados estatísticos sobre homicídio de mulheres.

Os relatos de mulheres negras e não negras que utilizam Centros de Defesa e de Convivência da Mulher – CDCMs revelaram as dinâmicas já demonstradas em outros estudos sobre a violência doméstica: machismo, violências física e sexual; conflitos intrafamiliares, questões socioeconômicas, disputas patrimoniais etc. Porém contribuiu para desnudar as dinâmicas diferenciadas da violência psicológica, onde a cor da pele é um importante instrumento simbólico utilizado para a submissão, humilhação, desumanização e preservação do controle e do poder sobre os corpos e mentes de mulheres negras. Suas contribuições também salientaram as diversas restrições para o acesso e a utilização dos equipamentos voltados para o enfrentamento da violência contra a mulher.


Fonte: Geledés 

terça-feira, 21 de março de 2017

Em dia internacional, ONU pede que países combatam discursos de ódio

Estudantes da escola estadual "Ademar de Vasconcelos", em Salvaterra/PA
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o chefe de direitos humanos das Nações Unidas disse que governos do mundo todo têm a obrigação legal de acabar com o discurso e os crimes de ódio, e pediu que pessoas de todos os lugares “defendam os direitos de alguém”.
“Políticas de divisão e retórica de intolerância estão tendo como alvo minorias raciais, étnicas, linguísticas e religiosas, além de migrantes e refugiados. As palavras que incitam medo e ódio podem, e conseguem, ter consequências reais”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o chefe de direitos humanos das Nações Unidas disse que governos do mundo todo têm a obrigação legal de acabar com o discurso e os crimes de ódio, e pediu que pessoas de todos os lugares “defendam os direitos de alguém”.
“Políticas de divisão e retórica de intolerância estão tendo como alvo minorias raciais, étnicas, linguísticas e religiosas, além de migrantes e refugiados. As palavras que incitam medo e ódio podem, e conseguem, ter consequências reais”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
O comentário foi feito na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, lembrado anualmente em 21 de março. O tema deste ano é o fim do “perfilamento racial” e o incitamento ao ódio, incluindo as atitudes das pessoas em relação à migração.
Na Cúpula para Migrantes e Refugiados em setembro de 2016, Estados-membros adotaram uma declaração que condenava fortemente atos e manifestações de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância.
A cúpula também lançou uma campanha para mudar percepções e atitudes negativas em relação a migrantes e refugiados.
Em comunicado, Zeid disse que os Estados não podem autorizar a disseminação do racismo e da xenofobia, tendo a “obrigação legal de proibir e eliminar a discriminação racial, para garantir o direito de todos, não importa a raça, cor, nacionalidade ou origem étnica, a serem tratados igualmente perante a lei”.
Ele pediu que os governos adotassem legislação que proíba expressamente o racismo e o discurso de ódio, incluindo a disseminação de ideias baseadas na superioridade racial ou no ódio, no incitamento à discriminação racial e ameaças ou incitamento à violência.
“Não se trata de um ataque à liberdade de expressão ou de silenciar ideias controvérsias ou críticas, mas de um reconhecimento de que o direito à liberdade de expressão carrega consigo deveres e responsabilidades especiais”, disse Zeid.

Discriminação racial perpetua desigualdades

Em comunicado, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse que a discriminação racial é um veneno que enfraquece os indivíduos e as sociedades, perpetua a desigualdade e alimenta a raiva, a amargura e a violência.
“A luta contra o racismo e todas as formas de discriminação é um pilar da paz e da coesão social, especialmente nas nossas sociedades cada vez mais diversas”, declarou Bokova.
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a UNESCO convidou todos os Estados-membros e parceiros a intensificarem seus esforços para construir um mundo mais inclusivo, generoso e justo.
“Um dos baluartes contra a discriminação racial é educação, consciência acerca da debilidade das pseudoteorias raciais e o conhecimento dos crimes cometidos em nome desses preconceitos ao longo da história. Nesse espírito, a UNESCO trabalha com professores, museus e editoras para buscar combater estereótipos que estigmatizam indivíduos e povos por causa da sua cor de pele, origem ou filiação.”
Segundo Bokova, não basta reconhecer os efeitos nocivos do racismo. “Nós também precisamos das ferramentas e instintos para combatê-lo e condená-lo onde quer que ele ocorra, sob qualquer forma, desde a mais mesquinha e cotidiana humilhação até a violência agravada”, declarou.
“Essa luta começa na mente de cada um de nós e deve ser transmitida de todas as formas possíveis.”

Fone: ONU

Estudantes discutem a questão racial em projeto da Seduc



Alunos do ensino fundamental menor, com crianças de 6 a 10 anos, da Escola Estadual Rui Barata, receberam nesta segunda-feira (20) o projeto Tela Negra, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nas escolas da região metropolitana de Belém. Com o uso de filmes e documentários, a iniciativa leva para instituições de ensino discussões sobre as relações étnicas e raciais, objetivando fomentar o estudo da cultura africana e a promoção da igualdade racial.

Após assistirem aos filmes, os alunos têm um momento de reflexão e discussão, liderados por especialistas em educação da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir). Para Hilda Cristina Ribeiro, da Copir, o projeto tem papel importante na luta contra o racismo e o preconceito, pois as crianças passam a entender desde cedo que não devem tratar os colegas de forma diferente em função da cor.

"O maior objetivo é combater o racismo. Trabalhar a história africana com essas crianças é muito importante. Conhecer a sua identidade e cultura é primordial para esses pequenos, pois a maioria do povo brasileiro não conhece a própria história, então os estudantes precisam aprender e disseminar sua cultura", enfatizou Hilda Ribeiro.

Os estudantes assistiram ao filme "Pode me chamar de Nadir e vista a minha pele", que retrata o preconceito contra crianças negras e a forma como são tratadas na sociedade, e ao documentário "Disque Quilombola", que aborda a história do povo quilombola, as diferenças e realidades de um grupo que foi morar na cidade e outro que permaneceu no quilombo. A história é contada por crianças que se comunicam por meio de um telefone feito de lata e barbante. A aluna Izabel Ferreira, 9 anos, assistia a tudo com muita atenção. "Estou gostando muito", disse.

Formação – O ensino de História e Cultura Africanas e Afro-Brasileiras, obrigatório nas escolas do país, foi instituído em 2013 pela Lei 10.639. O Conselho Nacional de Educação aprovou as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas a serem executadas pelos estabelecimentos de ensino de diferentes níveis e modalidades, cabendo aos sistemas de ensino orientar e promover a formação de professores e supervisionar o cumprimento das diretrizes.

A Copir, da Seduc, tem promovido a formação inicial e continuada de professores da rede pública, além de trabalhar diretamente com o aluno, em projetos como o Tela Negra. As principais ações voltadas para a formação de professores são a Afro-Pará, que trabalha a formação inicial e continuada de professores da rede pública de ensino da capital e interior, e a Etnicidade, que foca na formação de professores e alunos quilombolas em diversos municípios do Estado. O projeto Tela Negra ocorre durante o ano e culmina no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Por Eliane Cardoso - Ascom/Seduc
Fotos: Paulo Lobo - Ascom/Seduc

quinta-feira, 9 de março de 2017

EQUIDADE RACIAL: educação quilombola em perspectiva.



Filmado em Tracuateua/PA,. Vencedor do Premio "Melhor Filme" pelo Júri Popular, Festival Internacional de Cinema do Caeté (FICCA), 2016, em Bragança/PA.

Uma produção com direção do professor Danilo Gustavo Aps

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

COPIR REALIZA FORMAÇÃO PARA ELABORAÇÃO CURRICULAR QUILOMBOLA EM SALVATERRA




 
Em Salvaterra , Marajó, Pará a Copir se fez presente para a construção da II Etapa do Processo de Elaboração do Conteúdos para Educação Escolar Quilombola, ocorrido no período de 31 de janeiro a 02 de fevereiro de 2017, no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição. Na ocasião estiveram presentes, professores, gestores, representantes de comunidades quilombola, um representante da Malungo, Sr. Aurélio, além dos Técnicos da SEMED local e das Especialistas em Educação da COPIR, Professoras Kátia Simone Araújo e Márcia Helena Alves.

Inicialmente no primeiro dia do encontro ocorreu a reunião nas dependências da Secretária de Educação local, com as Especialista da COPIR e os Técnicos da Semed de Salvaterra - Pa, com a participação do Secretário de Educação, Profº. Naudir Modesto de Assis e a Coordenadora da Educação Quilombola, Profª. Joélia Silva. Neste encontro foram discutidos estratégias para a construção da elaboração da Estrutura Curricular e do Plano de Ação que subdsiaríam os trabalhos dos educaçãores da disciplina Educação Escolar Quilombola, instituída pelo munícipio, para atender alunos de escolas localizadas em comunidades quilombolas do referido munícipio. 

A partir do segundo dia, já no Salão Paroquial da Igreja Matriz, foi traçado um plano de estratégia de encaminhamento dos primeiros trabalhos realizados para composição da estrutura e do plano de ação. Neste momento foi apresentado a todos os presentes, os projetos executados pela COPIR no munícipios paraenses, bem como, as atividades que ocorreriam no dia. Posteriormente, iniciou-se com a projeção do Tela Negra, com os seguintes curtas: Trilha Afro amazônica e seus símbolos (Museu Paraense emílio Goeldi) e Educação anti-racista e Idendidaes Afro brasileira, seguindo da Roda de conversa, onde foram debatidos temas gerados a partir da exposição dos filmes assistidos.

Posteriormente deu-se a apresentação do Projeto “Semana Integrada de Combate ao Racismo”, executado em sua 7ª edição. O projeto foi apresentado pelo seu coordenador, professor Vinicíus Darlan Silva Andrade. Na oportunidade o professor fez um relato de sua experiência exitosa, onde ele pode apresentar de forma dialógica e dimâmica os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores das Escolas Estaduais dos munícipios de Salvaterra e Soure, Ademar Nunes de Vasconcelos e Gasparino Batista, e sua experiência em receber a prêmiação nacional pelo projeto do CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade.

Por fim, os participantes reunidos em GTs, dialogaram sobre a elaboração de planos de ação envolvendo 4 temáticas a saber: Sabere e Tecnológias, Relações Ambientais, Memória e Cultura e Promoção da Igualdade Racial e Renêro. Em seguida houve exposição dos grupos com sugestões para ações futuras. 
































Fotos: Simone Araújo e Alan Canel
Texto: Márcia do Carmo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Publicada Resolução do CONANDA - Crianças e Adolescentes de Povos Tradicionais


No dia 26 de dezembro/16, foi publicado, no Diário Oficial da União, a Resolução nº. 181 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que trata dos "parâmetros para interpretação dos direitos e adequação dos serviços relacionados ao atendimento de Crianças e Adolescentes pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil.

Leia aqui a Resolução 181 e aqui a publicação no Diário Oficial da União.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Caderno de Debates – Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana

http://www.seppir.gov.br/central-de-conteudos/publicacoes/pub-seppir/caderno_de_debates.pdf/view
Este Caderno de Debates foi produzido a partir da compilação e sistematização de materiais resultantes de encontros de promoção de diálogo e participação social, cujo marco temporal insere-se no período entre 2011 e 2014. Tais encontros, resultantes de reuniões, seminários e oficinas, tiveram como cerne dos debates o conceito de Povos Tradicionais de Matriz Africana e a relação dessa população com o Estado brasileiro na perspectiva do acesso às políticas públicas e da promoção da igualdade racial. Pretende-se, com esta publicação, que sejam lidas as vozes das lideranças tradicionais de matriz africana que discutiram e refletiram sobre o conceito em voga.



 Fonte: SEPPIR

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Estudantes do Tapanã descobrem cultura dos povos em jogos africanos e indígenas

 Trezentos estudantes do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Padre Francisco Berton, do bairro do Tapanã, participaram neste sábado(21) do I Torneio de Jogos Africanos e Indígenas, organizado pelo professor Guilherme Piedade. A atividade correspondeu à quarta avaliação de Educação Física na escola e serviu para que meninos e meninas conhecessem um pouco mais da função social e das características do jogo Mancala (Kalah) e do Jogo da Onça.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Semana da Consciência Negra na EEEM Pedro Amazonas Pedroso

O projeto pensado e coordenado pelas professoras Flora Scantlebury, Madalena Correa e Socorro César teve como objetivo mostrar aos alunos da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, a importância de saber combater o racismo.
Através de rodas de conversas, oficinas de turbante, de leitura e produção de texto e de etnicomatemática, os alunos puderam ter melhor entendimento de sua ancestralidade. 
O Evento que teve inicio no dia 12 de dezembro se encerra na próxima quinta feira, dia 15 com um bate papo em alusão aos 100 anos do samba.