Meu grito de revolta ecoou pelos vales da Terra,
Atravessou os mares e os oceanos...
Não respeitou fronteiras
E fez vibrar meu peito...
Amilcar Cabral
Prof. Elzeman foi "abraçado" pela África |
Como o grito descrito acima na poesia de Amilcar Cabral, escritor e articulista político das lutas anti-coloniais de Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola, as histórias entre o Brasil e o continente africano estão vindo à tona nestes encontros do Projeto Afro-Pará, ação da Seduc que proporciona formação continuada em "educação para as relações étnico-raciais e o ensino da história da África" para 360 educadores/as, em seis municípios paraenses (Afuá, Almerim, Chaves, Itaituba, Novo Progresso e Prainha).
Neste projeto desenvolvido pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial - Copir, abre-se espaço para as experiências de técnicos e professores em relação ao que sabem sobre o continente africano. Em Afuá, chamou atenção o relato do professor Elzeman Oliveira, que leciona química na Escola Estadual de Ensino Médio Leopoldina Guerreiro.
Pois, no período de dezembro de 1978 a julho de 1979, o professor paraense Elzeman atuou na qualidade de voluntário contratado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD - no Liceu Nacional Kwame N'Krumah, em Bissau, capital da República da Guiné-Bissau.
Ele contou como acompanhou e buscou contribuir no processo de organização social do país africano que se auto-proclamou independente de Portugal em 24 de setembro de 1973. Entre vários aprendizados, Elzeman destaca que a delegação brasileira estranhou em Guiné-Bissau que os homens, até mesmo os militares fardados, andavam de braços dados. Ao perguntar o porquê disso, a população local respondeu que aquilo sinalizava que um era capaz de morrer pela vida do outro. "Aprendi, assim, algo mais sobre amizade verdadeira", conclui.
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Professores "Baiano" e Alzeman entre crianças da etnia bijagós |
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Professores brasileiros na Embaixada do Brasil em Guiné-Bissau |
VEJA NO BLOG DA COPIR A EXPOSIÇÃO
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