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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

COMBATE AO RACISMO É VALORIZADO NO MARAJÓ


O historiador Vinicius Darlan
O historiador Vinicius Darlan

Já não é mais novidade o compromisso de escolas escolas “Ademar de Vasconcelos” de Salvaterra e “Gasparino Batista” de Soure com uma Educação voltada para as Relações Étnico-Raciais na ilha do Marajó. As duas instituições uniram forças com o propósito de mudar o olhar e o agir dos jovens sobre as diferenças de cor de pele, gênero, religiosa e ideológica.
O ano de 2012 foi tão produtivo para estas duas escolas, que o reconhecimento da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), para o ano de 2013, virá em recurso financeiro para a continuidade do projeto pedagógico que virou referência, e visa promover a superação do racismo no ambiente escolar.
ÁFRICA BRASIL LOGOMARCAOutro importante reconhecimento foi a escolha do Prof. Esp. Vinícius Darlan, coordenador do projeto nestas duas escolas, para contribuir com a equipe de facilitadores da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) no Programa de Formação Continuada de Professores, o “AFROPARÁ” idealizado pelo Prof. Amilton Sá Barretto, coordenador da COPIR, com suporte pedagógico do Professor Tony Vilhena.
Vinícius Darlan, que é historiador, também foi convocado para participar do processo de validação do material de apoio pedagógico integrante do Projeto Brasil/África: Histórias Cruzadas da UNESCO – Ensino Fundamental II, com apoio do MEC/SECADI e coordenado pelo Programa Ações Afirmativas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Esse processo contribuirá para análise crítica e aperfeiçoamento do material que em breve estará nas escolas de todo o Brasil, e tem como principal fonte os 08 volumes da coleção História Geral da África, financiada pela UNESCO, e com tradução para o português financiada pelo MEC. As obras visam ampliar o universo sociocultural, e a partir daí promover o exercício da tolerância e eliminar toda e qualquer forma de perseguição sócio-política.
“A educação das relações étnico-raciais deverá ser um dos eixos estruturantes do projeto político pedagógico e do currículo das escolas, e isto além de um dever de lei, é um dever moral.” afirma Vinícius Darlan. Os caminhos para as ações de educação para as relações étnico-raciais, em 2013, já começam a ser trilhados com uma tendência natural e necessária à interdisciplinaridade, e envolvimento cada vez maior da comunidade, nestas escolas. A culminância da validação ocorrerá nesta terça feira, 05 de fevereiro, numa tele-conferência com a participação de professores de outros estados e representantes da UNESCO e do MEC.

Fonte: Dário Pedrosa

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