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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Educadores da rede estadual recebem formação de combate ao trabalho escravo


O Pará é o campeão de ocorrência de trabalho escravo: de 1995 a 2015, 12.799 pessoas foram libertadas em um total de 1076 casos. O Estado é o terceiro em origem de trabalhadores resgatados no país, atrás de Maranhão e da Baia. Para prevenir e educar a população quanto a este tipo de trabalho, 60 gestores e técnicos em educação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciaram, nesta terça-feira (25) a Formação de gestores públicos de educação do estado do Pará sobre o trabalho escravo.
O objetivo da formação e difundir o conhecimento a respeito do tráfico de pessoas e de trabalho escravo contemporâneo e promover o engajamento de comunidades vulneráveis na luta contra o problema. A secretária estadual de Educação, Ana Cláudia Hage ressaltou a importância da parceria entre as diferentes instituições de combate ao trabalho escravo. “Os educadores irão adquirir o conhecimento e levá-lo para a sala de aula formando assim uma rede de cidadãos em combate a escravidão de pessoas para o trabalho”, afirmou

O projeto funciona em cascata. Primeiramente, a equipe de educadores do “Escravo, nem pensar!” forma os agentes multiplicadores (gestores), que posteriormente capacitam os professores e monitores. Estes, por sua vez, abordam o tema com os alunos. A meta é beneficiar aproximadamente 366 mil alunos de 630 escolas de 68 municípios.

A formação é coordenada pela ONG Repórter Brasil em Parceria com a Seduc, Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria Extraordinária de Estado de Integração de Políticas Sociais (SEIPS), Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Comissão Pastoral da Terra e Conselho Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (Coetrae).

O projeto “Escravo, nem pensar!” foi criado pela ONG Repórter Brasil em 2004, por meio de uma parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Sua criação foi motivada pelas demandas do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, documento elaborado por representantes do Poder Público, de entidades sociais e órgãos internacionais. Nos últimos 12 anos, o programa se incorporou às políticas públicas nas esferas municipal, estadual, regional e nacional.

Para a Coordenadora do projeto, Natália Sayuri, todo combate ao trabalho escravo tem que necessariamente passar pelo processo de sensibilização dos agentes de educação. “Para que eles levem o conhecimento aos alunos e sejam responsáveis pela multiplicação da mensagem na sociedade.”, considerou.

Ela ainda considerou que esta ação de prevenção no sistema de educação público do Pará é relevante para se criar uma rede de mobilização contra o trabalho escravo em comunidades vulneráveis acometidas pelo aliciamento e pela exploração.

A gestora da Unidade Regional da Seduc 03, Dulcecléia Barbosa, comenta que é de fundamental importância a formação para que os técnicos em educação possam aperfeiçoar a mensagem de combate ao trabalho escravo que já é uma realidade nas escolas de sua URE. “ Nós sempre buscamos ter um diálogo com os alunos e a comunidade escolar sobre a importância deste combate e aqui uniremos nossas forças com os agentes da educação de todas as Unidades do Estado”, comentou. A URE conta com 59 escolas em seis municípios da região do Baixo Tocantins.
Por Márcio Flexa
Fotos: Eliseu Dias
Ascom/Seduc

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