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Curso Afro-Pará

EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Cultura afro e a importância da leitura são destaques no estande da Seduc


Durante a tarde desta quarta-feira (31), no estande da Seduc, foram apresentados projetos desenvolvidos e executados pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir), da Secretaria, em parceria com diferentes órgãos, como o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

Segundo a chefe do serviço educativo do MPEG, Lúcia Santana, desde o ano passado, a Seduc e o Museu estão realizando um projeto de consciência negra que consiste na realização de uma trilha afro, dentro do Parque Zoobotânico do Goeldi, direcionado para alunos de escolas da rede.

Concebida com a participação de pais e mães de santos, a trilha nasceu a partir da identificação e contextualização de determinadas árvores existentes no interior do parque com importante valor simbólico para o candomblé africano. “A trilha serve, portanto, para discutir com os estudantes a questão da matriz africana e a importância negra para a nossa formação como brasileiros e como grupo de resistência cultural”, explicou Lúcia.

Apenas no ano passado, a trilha africana atendeu 30 escolas e, neste ano, o projeto deve continuar, apenas com o aperfeiçoamento de alguns elementos pedagógicos, como a inclusão de banners. “Como, até então, o debate era feito mais de modo oral, achamos que seria interessante incluir banners e fotografias, no intuito de fazer as crianças e jovens compreenderem com mais facilidade esse conteúdo, já que se trata de um tema ainda um pouco distante da maioria deles”, avaliou.

Para ela, a parceria com a Seduc é fundamental na medida em que, junto com os técnicos da Secretaria, são desenvolvidos projetos para a discussão de temas como o direito a ter memória, seja ela africana, indígena, de mulheres ou de idosos. “Historicamente, esses são grupos esquecidos ou colocados ainda à margem da sociedade. Queremos trabalhar com as crianças e jovens a lógica da inclusão em vez da exclusão”, frisou.

Leitura – Na ocasião, também foi apresentado o projeto “Bairro de Leitores”, desenvolvido pelo professor de História Raimundo Oliveira, das Escolas Estaduais Frei Daniel e Barão de Igarapé-Miri, do bairro do Guamá, em Belém.  Raimundo, que também é coordenador do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, uma referência em leitura no bairro com cerca de 40 anos de história, conta que a ideia é ligar a história do bairro e os aspectos que ele ganhou ao longo do tempo com o desenvolvimento da leitura entre os alunos. “A leitura é um instrumento fundamental porque provoca a capacidade de transformar. E o ser humano é exatamente isso, um ser transformador. Estamos desenvolvendo o processo de aprofundamento da discussão do ler e ressignificar isso dentro das escolas, para que a escola também seja um centro de alegria, pois a leitura traz essa alegria”, observou.

Por Elck Oliveira
Fotos: Fernando Nobre
Ascom/Seduc 







 

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