EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crianças da escola estadual João XXIII participam de várias atividades da Consciência Negra


O dia 29 de novembro foi marcado como o de culminância das diversas atividades pedagógicas do Mês da Consciência Negra da EEEF João XXIII, situada no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua.
Além da exposição sobre africanidades e religiões de matriz africana, ainda pode-se conhecer a história de personalidades negras, jogos africanos e culinária afro-brasileira com direito a degustação.
A escola ficou bem colorida com os cartazes e a produção artística dos/as estudantes. Usando garrafas plásticas de produtos de limpeza recicladas, foram produzidas máscaras com turbantes, chamando a atenção pela beleza e criatividade.
O sociólogo da COPIR Tony Vilhena atuou numa roda de conversa com turmas diversas. Foi uma excelente oportunidade para partilha de experiências de vida, com testemunhos sobre ocorrências de racismo em diferentes contextos. Mas, os/as estudantes também listaram várias compromissos que cada um/a pode assumir contra o racismo como: usar as redes sociais para combater o racismo, não compartilhando conteúdos com "brincadeiras" ou "piadas" racistas; garantir o direito de fala de todas as pessoas; ser forte e não se abater com pessoas tentam ofender; etc.







Texto e fotos: Tony Vilhena

Professora da periferia de Belém ganha prêmio do MEC

Ela criou o projeto 'Juventude negra periférica - do extermínio ao protagonismo', que incentiva a produção de conteúdos audiovisuais pelos próprios alunos, onde eles relatam o que vivem no bairro da Terra Firme.


"Juventude negra periférica - do extermínio ao protagonismo" é o nome do projeto criado pela professora Lilia Melo, que tem transformado a vida de dezenas de jovens do bairro da Terra Firme, na periferia de Belém. Na semana passada, ela conquistou o prêmio nacional 'Professores do Brasil', do Ministério da Educação (MEC), que reconhece o trabalho de professores de escolas públicas que fazem a diferença nas salas de aula.
O projeto é desenvolvido na Escola Brigadeiro Fontenele, na Terra Firme. Ele foi lançado em janeiro de 2015, meses depois de uma chacina onde 11 pessoas foram assassinadas em Belém, sendo a maioria que a maioria das execuções foi na Terra Firme. O projeto ajudou esses jovens a entenderem a violência, tão presente na rotina deles, como exercício de reflexão, e principalmente como impulso para que eles formassem a própria história.
Além da produção audiovisual, o projeto tem dança inspirada no movimento hip-hop, teatro e cinema. A professora fez questão que os alunos assistissem ao filme "Pantera Negra", para refletir sobre o papel do negro na sociedade e fez uma campanha para levar os estudantes ao cinema.
“Através dessa parceria, trazer o reconhecimento e valorização da identidade afro, indígena e ribeirinha pra que esses meninos e essas meninas, que são pretas, em sua maioria, periféricas, possa protagonizar a sua própria história", afirmou a vencedora do prêmio. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Convite: VI Seminário Negritude em Movimento - Conhecendo os intelectuais negros e negras

 O Grupo de Estudos Afro-Amazônico tem a honra de convidar todxs para o VI Seminário Negritude em Movimento - Conhecendo os intelectuais negros e negras. O apagamento do protagonismo negro na produção do conhecimento.
Em tempos de recrudescimento da política brasileira continuamos nossa caminhada de resistência. É preciso conhecer as grandes estrelas negras que contribuíram e ainda contribuem com a produção de conhecimento cotidiano.
O seminário tem por objetivo visibilizar a produção acadêmica e não acadêmica pessoas que lutam pela valorização, divulgação e respeito pela população  negra em nosso pais. Luis Gama, Abdias do Nascimento, Clóvis Moura, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Jurema Wernwck, Regina Nogueira, Sueli Carneiro,  Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Nei Lopes, Djamila Ribeiro, André Rebouças, Teodoro Sampaio, Alberto Guerreiro Ramos, Oracy Nogueira, Neusa Santos, Milton Santos, Joel Rufino, Zélia Amador de Deus, Nilma Bentes, Wilma Baia Coelho, Cristina Oshai, Wilson Mattos, Carolina de Jesus, Rosa Acevedo, Henrique Cunha, ... são apenas alguns nomes da extensa lista de intelectuais negros brasileiros.
Não é incomum, entretanto, que um estudante deixe o ensino superior sem conhecer e sem ter lido nada desses pensadores. Para pesquisadores, falta à academia e à educação de forma geral um conhecimento maior sobre a intelectualidade negra, não apenas brasileira. É preciso também ter acesso a obras de pensadores negros traduzidas.

Nesse sentido, convidamos para um encontro, um bate-papo, uma roda de conversa com pessoas que fazem a negritude no Pará. 
Local: Auditório do IFCH
Data: 12 e 13 de dezembro de 2018
Horário: 09:00- 18:00

Programação:
12/12 - Quarta-feira
Manhã
09:00/ 09: 30: Mesa de abertura Abdias do Nascimento: convidados
10:00/ 11:30 Painel Nei Lopes - Nas ruas, nas esquinas e nas casas todos têm uma história para contar. Expositores: Preto Michel, Shaira Mana Josy e Mônica Conrado
11:30: Apresentação Painéis alunos Seminários Temáticos - Intelectuais Negros no Pensamento Social Brasileiro/Coquetel

Tarde
Oficinas
13:30: Oficina 1: Estética Negra o cuidar do cabelo e da identidade - Ingrid Amaral
13:30: Oficina 2: Fanzine- Alef Monteiro

15:30 - 17:00: Painel 2 Beatriz Nascimento - Mulheres Negras da Amazônia - Maria Luiza Nunes (NPINC), Eneida Albuquerque (CEDENPA), Maria Zeneide (SEDUC)

13/12 - Quinta-feira
Manhã
09:00 - 10:30: Painel 3 Luis Gama: Do quilombo para o quilombo - caminhos e perspectivas quilombolas no Pará. Associação Discentes Quilombolas, Assunção Amaral e Luis Cardoso
10:30 - 12:00: Painel 4 Zélia Amador de Deus - Políticas de ação afirmativa para a população negra. Raimundo Jorge, Edson Catendê, Domingos Conceição, Dionísio Poey Baró

Tarde
14:00 - 15:30: Painel 5 Nilma Lino Gomes - Valores culturais afro-brasileiros e educação. Joana Carmem Nascimento Machado, Ilka Joseane Oliveira, Angelo Imbiriba
15:30 - 17:00: Painel 6 Makota Valdina - Na roda das Iyas: valores afro-religiosos e cosmovisão de mundo. Mametu Nangetu, e Jucilene Carvalho e  Iyalorixá Mãe Nalva de Oxum.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Escola de Vila Forquilha, em Tomé-Açu, promove diversidade étnico-racial

No dia 20 de novembro, no Brasil, comemora-se o Dia da Consciência Negra que marca o dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder negro. Sua morte que  ocorreu em 1695, após anos defendendo o Quilombo de Palmares de expedições que pretendiam escravizar, novamente, os negros que conseguiram fugir.
Ninguém nasce preconceituoso, as pessoas se tornam preconceituosas e a escola, que é um lugar privilegiado de aprendizado, tem que “desconstruir” os preconceitos, entre eles, o racial. No dia 28 de novembro de 2118 a comunidade, professores e alunos da Escola Francisco Portilho, na Vila Forquilha em Tomé-Açu/Pa, debateram a temática  diversidade cultural e o preconceito racial com uma didática diferente e bastante interessante.
Ao logo da semana alunos e professores em forma de puxirum (mutirão) transformaram algumas salas de aula retirando azulejos quebrados, lixando as paredes,  pintando e lavando as mesma com água e sabão ( limpando também a intolerância). Depois de tudo isso, começou processo de pintura (arte) das paredes como a temática do preconceito racial. As pinturas ficaram a cargo exclusivamente dos alunos, eles deram asas às suas imaginações e extravasaram suas repulsas ao preconceito. Os trabalhos ficaram maravilhosos quer porque expressaram  seus sentimentos dizendo não ao racismo, quer pela beleza da arte. A educação naqueles dias tornou-se uma ação coletiva onde no ensinar também se aprende. Que lição seus alunos deram a nós, seus mestres!
Por um certo período nossos alunos deixaram seus terçados e suas enxadas (são alunos da zona rural) substituindo-os por pinceis e tintas. O labor (trabalho pesado) deu lugar a poiesis (poesia). Fica provado que um quadro, um pincel (ou giz), uma sala fechada (muitas vezes quente demais) não é o melhor local de aprendizagem
A culminância da discussão da temática racial deu-se na própria escola, à noite onde todo o corpo discente, docente e a comunidade se fez presente em massa. Houve palestra, danças com raízes africanas, desfiles, participação de povos indígenas e visitação às artes criadas pelos alunos. Depois dessa atividade a questão racial será vista de outra forma. Todos em um gesto simbólico e coletivo disseram não ao preconceito. Despertou também em todos (especialmente nos alunos) a ideia de pertencimento em relação a escola onde estudam, simbolizada numa frase que ouvir de um aluno: “Eu não vou deixar que ninguém risque esta sala que ficou tão bonita”.

Professor Valdivino Cunha da Silva



quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Escola Francisco Portilho realiza programação da Consciência Negra


A Vila de Forquilha, no município de Tomé-Açu foi contemplada com uma grande programação do Mês da Consciência Negra promovida pela Escola Municipal Francisco Portilho, onde funciona também uma turma do Sistema Modular de Ensino (SOME) da SEDUC, envolvida na atividade.
Toda a comunidade escolar foi mobilizada e participou ativamente das palestras, apresentações de danças, desfiles da beleza negra e exposições de pintura nas salas de aula. A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de Tomé-Açu levou o grupo de dança formado por jovens atendidos por seus projetos, chamando a atenção para as africanidades presentes na sociedade brasileira nas danças, músicas e corporeidades.
Contemplando a diversidade étnico-racial brasileira, a Aldeia Acará-Mirim (Tembé) esteve presente e fez uma belíssima apresentação de sua cultura, visão de mundo, culinária e luta por direitos.







O artista plástico Salvador e sua obra


"Augusto Meira" promove ação educativa contra intolerância religiosa

No dia 23 de outubro, na Escola Estadual Augusto Meira, foi realizada uma palestra da mobilização para o 20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra. O tema da palestra foi "enfrentamento à intolerância religiosa", pois, constata-se que uma das modalidades de racismo mais persistente na sociedade brasileira é a que marginaliza as religiões de matriz africana.
A palestra foi realizada pelas técnicas Cilene Melo e Hilda Ribeiro da COPIR; e os advogados Emerson Lima e Barbara Agrião da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA). Os/as estudantes participaram com muito entusiasmo, fazendo várias indagações sobre seus cotidianos nos contextos de convivência para a superação da intolerância religiosa, além de questões relacionadas às cotas nas universidades públicas.
As indagações foram respondidas pelos advogados e técnicas, sanando assim, as dúvidas para uma sociedade com mais respeito, amor e educação no contexto de tolerância e respeito ao Estado laico, conforme as leis do nosso país.

Texto: Profa. Hilda Ribeiro

PROJETO INTERDISCIPLINAR DA E.E.E.FRANCILÂNDIA DO MUNICÍPIO DE ELDORADO DOS CARAJÁS - PA.


Aconteceu no período de 16 de outubro a 20 de novembro do corrente ano, na Escola Estadual de Ensino Médio Francilândia, localizada no Sudeste do Pará, no município de Eldorado dos Carajás, o Projeto Pedagógico Interdisciplinar, com ações alusivas ao Mês da Consciência Negra, com o tema: Gênero textuais e africanos, linguagem e cultura.

Os trabalhos foram realizados pelos alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio e estiveram sob a coordenação da Professora Aline Lopes Barros (diretora da escola) e dos professores de História, Literatura, Língua Portuguesa e Artes da referida escola.

Segundo os coordenadores o referido projeto surgiu após a constatação das dificuldades de leitura e escrita dos discentes durante as intervenções pedagógicas feitas pelos coordenadores, por meio de observações e avaliações diagnosticadas realizadas, em que, percebeu-se a necessidade de ações que viessem viabilizar o desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos correspondente ao ano de estudo.

Tendo como objetivo central, despertar a sensibilidade para o processo de letramento, escrita, produção e interpretação com ênfase no contexto histórico e cultural Africano e Afro-brasileiro, promovendo o reconhecimento da influência e da cultura africana na formação histórica e cultural na sociedade brasileira.






 
Texto: Profa. Márcia Helena

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Casa da Criança Santa Inês desenvolve programação da Consciência Negra

Sob o tema "Minha escola contra o racismo", a EEEF Casa da Criança Santa Inês realizou extensa programação do Mês da Consciência Negra. Em reunião entre docentes e coordenação pedagógica, decidiu-se que cada série ficaria responsável por um assuntos específico das africanidades brasileiras.
Durante o mês, todos/as estudantes foram envolvidos/as na pesquisa e produção de materiais expositivos sobre cultura e história africana. O produto final foi a construção de um acervo muito diversificado, contando com "Personagens negros e histórias infantis", "Menina bonita do laço de fita", "Bruna e a galinha d'Angola", "Personagens negros, artesanatos e a música brasileira", "Cultura afro-brasileira", "Máscaras africanas", "Tapeçaria africana" e "Artefatos africanos confeccionados com jornal".
Desta forma, a escola garante a visibilidade da contribuição africana para a formação da sociedade brasileira.





Fonte: Informações e fotos da Direção da Escola.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Comunidades quilombolas de Moju celebram Consciência Negra


As Comunidades Quilombolas de Santo Cristo e Nossa Senhora da Conceição do Mirindeua, do Território de Jambuaçu, em Moju, celebraram a Consciência Negra com a visita técnica de estudantes do Curso de Filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA). A parceria foi possível graças a articulação das presidências das associações comunitárias de Santo Cristo e Conceição de Mirindeua, respectivamente, Raquel Santos e Edenil Batista, e o professor da disciplina Antropologia Social Tony Vilhena.
Na recepção as comunidades anfitriãs prepararam um farto e saboroso café da manhã. Posteriormente, fizeram as apresentações de sua história e dos desafios atuais de sua organização. "Seu" Laurito, liderança quilombola, demonstrou um acervo de bens e utensílios que estão relacionados a formação da comunidade, além de presentear a todos como os seus carimbós.
O diretor da Escola Municipal Nossa Sra. Conceição de Mirindeua, professor Batista, discorreu sobre a importância da educação para o fortalecimento da identidade quilombola e os diversos trabalhos executados para a melhoria do atendimento educacional.
A turma de filosofia se dividiu em quatro grupos para trabalhar com crianças até 06 anos, crianças de 07 a 12 anos, adolescentes e adultos. Em todos os grupos o objetivo era trabalhar conceitos de identidade, autoestima, autogestão e empoderamento popular.
Foi um dia de muito trabalho, interação, trocas de experiências e aprendizado.
















Estudantes de História da UEPA fazem Trilha Afro-Amazônica

No dia 22 de novembro, dentro das programações da Consciência Negra, estudantes do curso de Licenciatura de História da Universidade do Estado do Pará (UEPA) realizaram a Trilha Afro-Amazônica no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. A professora de Patrimônio Histórico Andrea Pastana foi quem propôs a atividade com o objetivo de fazer futuros/as professores/as conhecerem estratégias diferenciadas de inclusão de conteúdos de história e cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar.
A Trilha Afro-Amazônica é um projeto desenvolvido pela ex-estagiária do Museu Goeldi Tainah Coutinho. Além da exibição de vídeo-documentário com apresentações de sacerdotes e sacerdotisas de matriz africana narrando a diversidade da flora amazônica em relação às tradições e ancestralidades afro-brasileiras , a atividade oferece uma "passeio" no Parque Zoobotânco em contato direto com cinco elementos (Dendezeiro, Jaqueira, Mamorama, Lago e Samaumeira).
A estagiária Jéssica Silva e o sociólogo Tony Vilhena fizeram a monitoria da turma.