É essa a realidade vivida por mulheres negras cearenses, seguidoras de religiões de matriz africana, quando precisam buscar atendimento médico na rede pública de saúde. Situações que reforçam a discriminação de gênero e de raça, e a intolerância religiosa que ainda persistem no país, apesar de o Estado se declarar ‘laico’ e de tentar promover a igualdade racial.
EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Falta de preparo e discriminação prejudicam mulheres negras no acesso à saúde
É essa a realidade vivida por mulheres negras cearenses, seguidoras de religiões de matriz africana, quando precisam buscar atendimento médico na rede pública de saúde. Situações que reforçam a discriminação de gênero e de raça, e a intolerância religiosa que ainda persistem no país, apesar de o Estado se declarar ‘laico’ e de tentar promover a igualdade racial.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Quilombolas têm chance de se fortalecer com Chamada Pública da SEPPIR
Secretaria disponibiliza R$ 1,2 milhão para projetos voltados para consolidação institucional e desenvolvimento local das comunidades e de suas lideranças
A SEPPIR
- Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência
da República vai disponibilizar R$ 1,2 milhão para projetos de
instituições privadas, sem fins lucrativos, voltados para a capacitação de lideranças
quilombolas, com foco no fortalecimento institucional e desenvolvimento
local. Os convênios serão firmados com a SEPPIR depois da seleção das
propostas, que ocorrerá através da Chamada Pública 002/2012, aberta a
partir desta sexta-feira (27). Atualmente, 1.834 comunidades,
certificadas e / ou tituladas, são oficialmente reconhecidas pelo
Governo Federal.
terça-feira, 31 de julho de 2012
31 DE JULHO: DIA DA MULHER AFRICANA
Dia da Mulher é todos os dias. E o dia da Mulher Africana é celebrado devagar por cada nação por todo o continente. À sua medida, de Marrocos à África do Sul, passando nos extremos de Madagascar e Cabo Verde, o papel da mulher africana tem ganhado relevância.
No dia 31 de Julho de 1962 foi instituído o Dia da Mulher Africana em Das-Es-Salaam, na Tanzânia, por 14 países e oito Movimentos de Libertação Nacional na Conferência das Mulheres Africanas. A assinatura desta efeméride surgiu quando foi criada a organização Pan-africana das Mulheres, que tinha o objetivo de discutir o papel da mulher na reconstrução da África na educação, na garantia da paz e na democracia.
Ao
longo de todo o continente, a mulher continua a ser discriminada e
subjugada, mas ao mesmo tempo, tem conquistado espaços no mercado de
trabalho e de poder. Depois da descolonização da África na segunda
metade do séc. XX, muitas mulheres ganharam espaço no mercado e na
sociedade.
Alguns países com maior incidência, do que noutros, o trabalho feito pelas mulheres africanas tem ido ao encontro da luta contra os conceitos errados da sociedade quanto aos direitos femininos. Perante todas as dificuldades, todas elas, de Rosa Parks a Ellen Johnson-Sirleaf – presidente da Libéria – passando por Wangari Muta Maathai, vice-ministra do ambiente do Quénia.
Se em alguns momentos a relevância da mulher moçambicana aumentou porque foram as grandes mulheres por detrás de grandes homens, hoje em dia as coisas estão diferentes porque elas tomaram o papel principal.
Atualmente as mulheres moçambicanas assumiram um papel de relevo na sociedade. Na política a chefe do Parlamento, Verónica Macamo e Luísa Diogo ganham destaque. Ligadas à solidariedade estão Graça Machel, Maria da Luz Dai Guebuza e Glória Nkaima.
Nos meios de comunicação Anabela Adriano Poulos e Glória Muianga são duas grandes referências, enquanto que no mundo da música estão Mingas, Elsa Mangue, Neyma, Lizha James e Dama do Bling.
Alguns países com maior incidência, do que noutros, o trabalho feito pelas mulheres africanas tem ido ao encontro da luta contra os conceitos errados da sociedade quanto aos direitos femininos. Perante todas as dificuldades, todas elas, de Rosa Parks a Ellen Johnson-Sirleaf – presidente da Libéria – passando por Wangari Muta Maathai, vice-ministra do ambiente do Quénia.
Se em alguns momentos a relevância da mulher moçambicana aumentou porque foram as grandes mulheres por detrás de grandes homens, hoje em dia as coisas estão diferentes porque elas tomaram o papel principal.
Atualmente as mulheres moçambicanas assumiram um papel de relevo na sociedade. Na política a chefe do Parlamento, Verónica Macamo e Luísa Diogo ganham destaque. Ligadas à solidariedade estão Graça Machel, Maria da Luz Dai Guebuza e Glória Nkaima.
Nos meios de comunicação Anabela Adriano Poulos e Glória Muianga são duas grandes referências, enquanto que no mundo da música estão Mingas, Elsa Mangue, Neyma, Lizha James e Dama do Bling.
Fonte: Mulher Negra
Apresente sua experiência sobre ensino da história e da cultura africana!!!
III PENSANDO ÁFRICAS E SUAS DIÁSPORAS
I ENCONTRO DE ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO
Pensando o Patrimônio Cultural Afro-Diaspórico
MARIANA - OURO PRETO/ MINAS GERAIS
26, 27 e 28/09/2012
Maiores informações no www.neabufop@blogspot.com
e no email neab.ufop@gmail.com
Projeto faz cartografia de comunidades tradicionais brasileiras
Detalhe
do mapa elaborado por ribeirinhos e artesãos de comunidades que
margeiam o rio Jauaperi, em Roraima e no Amazonas. O material é feito
com a participação ativa das próprias comunidades mapeadas.
O que aconteceria se a população brasileira tivesse o poder de realizar o mapeamento de dados demográficos, econômicos e sociais de suas próprias comunidades, bairros, cidades e estados? É difícil imaginar que algo assim pudesse dar certo, entretanto, é exatamente isso que diversas comunidades tradicionais brasileiras têm feito.
O antropólogo Alfredo Wagner de Almeida,
da Universidade do Estado do Amazonas, apresentou aos participantes da
64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
(SBPC), realizada em São Luís-MA, o Projeto Nova Cartografia Social da
Amazônia (PNCSA), que oferece aos membros de comunidades tradicionais
brasileiras o direito de mapear seus territórios e de se transformar nos
protagonistas de sua própria identidade.
O projeto organiza uma cartografia
social do Brasil baseada no conhecimento das comunidades tradicionais, o
que resulta em mapas que refletem o entendimento dessas pessoas sobre o
próprio território e a relação de sua cultura com esse espaço.
Durante palestra, o pesquisador mostrou
alguns dos materiais produzidos pelo projeto, que já gerou cerca de 150
fascículos com mapas sobre diferentes comunidades, além de 15 filmes, 30
livros e 13 exposições. O trabalho é fruto da parceria com comunidades
tradicionais – quilombolas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de
coco babaçu, cipozeiros, entre outras – espalhadas pela maioria dos
estados brasileiros.
Para Almeida, a cartografia social é um
recurso que deve auxiliar e dar mais precisão ao discurso da etnografia e
da antropologia, contribuindo para a compreensão do patrimônio cultural
desses povos e permitindo o autoconhecimento de cada um. “É uma
valorização inédita do conhecimento e da cultura desses grupos e uma
prova de que é possível formar bons pesquisadores fora dos grandes
centros”.
Poder de decisão – De
acordo com o antropólogo, as comunidades mapeadas participam e decidem
sobre todo o material que será criado. Os pesquisadores do PNCSA
ensinam noções básicas de legislação ambiental e da utilização de GPS e
ArcGIS (programa de computador utilizado para produção de mapas). É
esse grupo de parceiros que decide o que será mapeado, de acordo com
aquilo que sua própria cultura e tradição considera relevante.
Apresentação
dos croquis de Barreira Branca por José Roberto, da Associação de
Artesãos do Rio Jauaperi. Os mapas são aprovados pelas comunidades, que
também decidem sobre os detalhes e cores que devem compôs-lo de acordo
com sua visão do território.
O mapeamento parte sempre de um convite da comunidade para entender melhor questões locais, nunca é imposto, por isso, todo o processo é realizado pelos membros, assim como a produção de fotos e vídeos. Após o processo de concepção, os mapas elaborados são aprovados pelas comunidades, que também escolhem as colorações e os ícones personalizados que melhor representem sua visão do território.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Pesquisador da UnB produz mapeamento inédito da diáspora africana
Educadores passam a contar com nova representação dos
deslocamentos africanos. Obra é resultado de 15 anos de pesquisa do
professor do Departamento de Geografia Rafael Sanzio
Luciana Barreto
Secretaria de Comunicação
Brasil, o país com a maior costa voltada para a África e a parte da
América mais influenciada pela presença africana, passa a contar agora
com um amplo e inédito mapeamento dos deslocamentos desses povos durante
quatro séculos de escravagismo e colonialismo. Quinze anos de pesquisa
do professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília,
Rafael Sanzio dos Anjos, resultaram no Mapa temático educacional:
geopolítica da diáspora África – América – Brasil – séculos XV – XVI –
XVII – XVIII – XIX: cartografia para educação. Seu grande objetivo é
instrumentalizar o educador brasileiro para a compreensão do papel do
tráfico negreiro, da escravidão e da diáspora africana na configuração
do mundo contemporâneo. O mapa foi lançado nesta semana, por ocasião do
colóquio de geopolítica ocorrido na Universidade.
O propósito desse mapeamento, segundo explica Rafael, é colaborar
efetivamente no processo de valorização do continente africano e de
explicação da formação territorial e populacional brasileira a partir
desses grandes deslocamentos, que atravessaram quatro séculos. “O
preconceito do brasileiro em relação aos africanos deriva, em grande
parte, do desconhecimento de sua própria matriz geradora”, avalia. “Os
brasileiros têm de conhecer – e reconhecer - a sua verdadeira origem. As
matrizes africanas em nosso país carecem de bases informacionais
diversas e variadas”, complementa.
EIXOS – O mapa temático, produto decorrente de
estudos e levantamentos realizados no Centro de Cartografia Aplicada e
Informação (CIGA) na UnB, traz a representação gráfica dos fluxos
migratórios, apontando as direções e rotas dos movimentos territoriais
que compreenderam diversos grupos humanos. “A cartografia reconstitui
espacialmente os principais componentes da dinâmica do sistema
escravista que provocou deslocamentos africanos seculares para várias
partes do mundo, principalmente a América, o chamado Novo Mundo”,
explica.
Os principais eixos que compõem o produto são os seguintes: as
grandes unidades étnicas dos povos africanos, os sentidos desses
deslocamentos para várias partes do mundo, referências dos principais
portos e cidades que se estruturaram e enriqueceram com o tráfico
negreiro. Integram ainda o mapa as representações dos movimentos de
produtos tropicais e mercadorias envolvidas no que chama de “capitalismo
brutal e primitivo”, as extensões dos espaços de importação forçada das
populações africanas e, por fim, as organizações quilombolas e
localidades com registro de resistência social ao sistema opressor.
TRÁFICO NEGREIRO - O tráfico de seres humanos para o
outro lado do Atlântico foi, por séculos, uma das mais rentáveis
atividades do mundo mercantilista, a ponto de se tornar impossível
precisar o número exato de africanos que foram arrancados de seu habitat
natural para servir de mão de obra forçada em outros continentes. Com
essa reflexão, Sanzio reitera a necessidade de se compreender a
realidade econômica, territorial e social brasileira a partir da matriz
africana, que trouxe inegáveis contribuições nos mais diversos campos,
como medicina, culinária, moda, arquitetura. “Por exemplo, de onde vem a
tecnologia do tijolo de adobe, recurso tão usado em todo país?”,
indaga.
O regresso de parcelas populacionais ao continente africano, após a
abolição da escravatura, também é registrado no mapa. Para o
pesquisador, “compor essa cartografia é importante para revelar aos
educadores e formadores de opinião, especialmente professores de
Geografia e História, a importância das nações africanas na formação do
Brasil”.
“Não podemos perder de vista que, entre os séculos 15 e 19, a África foi o centro do mundo nas articulações territoriais, econômicas e demográficas, e o Brasil, pela sua posição privilegiada no oceano Atlântico, detém os registros mais significativos em quase quatro séculos de dinâmica escravagista e colonial”, explica o professor.
“Não podemos perder de vista que, entre os séculos 15 e 19, a África foi o centro do mundo nas articulações territoriais, econômicas e demográficas, e o Brasil, pela sua posição privilegiada no oceano Atlântico, detém os registros mais significativos em quase quatro séculos de dinâmica escravagista e colonial”, explica o professor.
O pesquisador acredita que seu trabalho, apoiado pela equipe do
Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da UnB, irá
colaborar para “reverter a inferiorização que os africanos e
afrodescentes sofrem em praticamente todos os espaços de convívio
social”. Para ele, “é fundamental para a recomposição da identidade
nacional brasileira”.
LANÇAMENTO DO MAPA EDUCACIONAL
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O Programa de Cooperação Internacional Conexão Brasil-África, realizado por meio de Protocolo de Intenções
assinado entre a Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Brasileira
de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), tem como
objetivo principal utilizar a experiência brasileira na construção de
políticas públicas voltadas ao apoio e desenvolvimento de agentes da
economia criativa como base para a construção de capacidades de agentes
econômicos africanos e afrodescendentes.
Dessa forma, o edital ‘Conexão Brasil-África’ selecionará, até 30 de novembro de 2012,
propostas de projetos de cooperação técnica internacional com países
africanos, latino-americanos e caribenhos, para início de execução no
próximo ano.
Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha
O evento acontecerá no Complexo Cultural
da República - Brasília, de 23 a 29 de julho, no ponto de encontro do Festival de
Teatro Cena Contemporânea. As inscrições para participação nos
seminários devem ser realizadas pelo site: www.afrolatinas.com.br
Abertas as inscrições para o Seminário de Educação do Campo do Pará e Amapá
Estão abertas até o dia 10 de agosto as inscrições para o I Seminário da
Licenciatura em Educação do Campo do Pará e Amapá e para o III Encontro
de Pesquisa da Educação do Campo do Estado do Pará. Professores
licenciados em educação do campo e áreas afins podem se inscrever e/ou
inscrever seus trabalhos para apresentação. Para quem não desejar
apresentar trabalhos, as inscrições podem ser realizadas até o dia do
evento, que acontecerá de 29 a 31 de agosto, no auditório Profº José
Vicente Miranda Filho, na Universidade Federal do Pará (Ufpa). Quem
desejar uma vaga pode fazer sua inscrição no endereço: www.educampoparaense.org. As inscrições são totalmente gratuitas.
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