O objetivo deste espaço é
disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar
pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como
auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em
acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui
diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum
material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja
publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições
por direitos autorais. Alguns
destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação,
sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao
aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e
que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que
este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações
africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao
imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado
pelas feridas coloniais.
EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
quarta-feira, 28 de março de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
Trilha Afro-Amazônica no Museu Goeldi na luta contra a discriminação racial
Neste 21 de março, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, a COPIR e o Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi realizaram mais uma edição da Trilha Afro-Amazônica, no Parque Zoobotânico, com monitoria de Joubert Sabino. A Trilha é uma ação pedagógica proposta pela bolsista em educação do Goeldi Tainah Coutinho Jorge.
Foram recebidas as turmas de licenciatura de Ciências da Religião e Filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA), acompanhadas pela professora Rosilene Quaresma. No auditório, as turmas primeiro assistiram o documentário sobre a Trilha, com sacerdotisas e sacerdotes de povos tradicionais de matriz africana explicando a relação entre a natureza e suas religiões e culturas. Posteriormente, abordou-se a necessidade de implementação da Lei 10.639/2003 para enfrentamento de todas as formas de racismos, inclusive o racismo religioso que tem atacado sistematicamente as religiões de terreiro, com a demonização de suas crenças e perseguição aos seus adeptos e suas adeptas.
A Trilha percorreu pelo menos por cinco símbolos sagrados da natureza que fazem parte da flora do Parque: o dendezeiro, a jaqueira, a momurama, o lago e a samaumeira, sob orientação do sociólogo da COPIR Tony Vilhena. Para quem quiser saber o que representa cada elemento e a importância dos valores civilizatórios que eles expressam para toda a sociedade, fica o convite para que realize a Trilha.
Em breve estaremos disponibilizando no blog da Copir informações sobre como sua escola, grupo, entidade ou outra modalidade de organização pode agendar datas de visitação para o segundo semestre.
Texto: Tony Vilhena
Fotos: Giovana Ferreira
quinta-feira, 8 de março de 2018
Reunião técnica entre COPIR e Setor de Educação do Museu Goeldi
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| Ana Cláudia, Simone Araújo, Deusilene Melo, Lúcia Santana, Hilma Guedes, Creusa Trindade e Márcia do Carmo |
Na tarde deste 08 de março, Dia Internacional das Mulheres, as equipes técnicas da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) e do Setor de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi se reuniram para o planejamento de suas ações articuladas em 2018.
Entre diversos assuntos pautados destaca-se a busca de aproximação instituição entre a SEDUC e o Museu para garantir o atendimento mais acessível e inclusivo para a sociedade no Parque Zoobotânico, tendo em vista o Programa Nacional de Educação Museal, que tem como um dos princípios "assegurar, a partir do conceito de
Patrimônio Integral, que os museus sejam espaços de educação, de
promoção da cidadania e colaborem para o desenvolvimento regional e
local, de forma integrada com seus diversos setores".
Um projeto em especial mereceu avaliação demorada e levantamento de propostas das equipes, a Trilha Afro-Amazônica, que que visa apresentar cultura, religiosidade, história e
valores civilizatórios afro-brasileiros e africanos para a sociedade a
partir da relação com a natureza (biologia, botânica, ecologia, etc.). Haverá uma sistematização para que as comunidades escolares que pretendam realizar a Trilha Afro-Amazônica sejam melhores orientadas e atendidas.
Outro assunto definido foi a participação do Setor de Educação do Museu Goeldi no estande da COPIR na XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, no mês de junho, em Belém, repetindo a exitosa parceria do ano passado.
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| Lúcia Santana e Hilma Guedes do MPEG na apresentação de kit educativo |
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Eleição de representantes da sociedade civil na Coneppir/PA
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| Mesa de conferência dos documentos |
No dia 20 de fevereiro de 2018, no Auditório da Casa Civil, ocorreu o processo eleitoral para a composição do Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Coneppir). O processo foi conduzido por Gustavo Américo Pinto da Silva - coordenador do Programa Raízes, Mãe Nalva Almeida - gerente de Promoção de Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (GEPIR/SEJUDH), e Márcio Nascimento - representante do Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombolas (Nupinq).
Para Salomão da Costa Santos, representante da Malungu e da Comunidade Quilombola de Médio Itacuruçá, em Abaetetuba, "apesar do Conselho não ser deliberativo, mas passam por ele todas as propostas de políticas públicas relacionadas aos quilombolas, aos afros e a todos os outros povos que estão incluídos nesta política".
Já para a Mametu Nangetu Nzambi, do Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, a expectativa do conselho "é de fortalecimento na busca de políticas públicas para os povos tradicionais". "Este Conselho respalda os povos tradicionais que antigamente sofriam muita intolerância, e continuam sofrendo, mas agora temos o direito garantido de tocar nossos tambores e cultuar os nossos Deuses", analisou Mametu Nangetu.
A gerente de Promoção de Igualdade Racial da SEJUDH Mãe Nalva Almeida projetou que após estas eleições o Conselho deve cumprir todas as formalidades legais para seu funcionamento. "Agora com o Conselho composto no rigor do decreto, a expectativa é que a gente faça o trabalho social. Nós pretendemos que o Conselho seja ativo, procurando fortalecer a parceria com a Copir e a Seduc e outros organismos para que a gente consiga realizar as políticas para nosso povo", concluiu Mãe Nalva.
As entidades da sociedade civil que se fizeram representadas foram:
Aciyomi
Associação Afrodescendente, Africana e Cultural (Arfuojy)
Associação Afrorreligiosa Cultural e Social Iloyany
Associação Afrorreligiosa e Cultural Amigo do Marajó
Associação Afrorreligiosa e Cultural Morada de Oxóssi (Amorode)
Associação Cultural e Esportiva de Negros na Amazônia (Acena)
Associação de Consciência Negra Quilombola (Asconq)
Associação de Moradores e Produtores Quilombola do Abacatal
Associação dos Filhos e Amigos Ile Iya Omi Ase Ofa (Afaia)
Associação Movimento Cultural e Religioso de Ananindeua
Associação Religiosa Abassa Afrobrasileiro
Associação Religiosa Afro Cultural de São Benedito (Irmandade São Benedito)
Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa)
Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu)
Instituto Afrobrasileiras Imaculada Conceição (Iabic)
Instituto Bamburucema
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Inzo Ia Mukongo Ua Nzambe
Mocambo
Associação Afrodescendente, Africana e Cultural (Arfuojy)
Associação Afrorreligiosa Cultural e Social Iloyany
Associação Afrorreligiosa e Cultural Amigo do Marajó
Associação Afrorreligiosa e Cultural Morada de Oxóssi (Amorode)
Associação Cultural e Esportiva de Negros na Amazônia (Acena)
Associação de Consciência Negra Quilombola (Asconq)
Associação de Moradores e Produtores Quilombola do Abacatal
Associação dos Filhos e Amigos Ile Iya Omi Ase Ofa (Afaia)
Associação Movimento Cultural e Religioso de Ananindeua
Associação Religiosa Abassa Afrobrasileiro
Associação Religiosa Afro Cultural de São Benedito (Irmandade São Benedito)
Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa)
Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu)
Instituto Afrobrasileiras Imaculada Conceição (Iabic)
Instituto Bamburucema
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Inzo Ia Mukongo Ua Nzambe
Mocambo
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
VOLTA ÀS AULAS SEM RACISMO
Precisamos eliminar todas as formas de expressão racista da sociedade, começando pela nossa escola.
Então, convidamos você para somar força CONTRA O RACISMO:
- Vamos usar o calendário afro-brasileiro em nossas escolas. Consciência negra tem que ser uma atitude diária, não apenas ações concentradas em novembro (em “comemoração” ao 20 de Novembro: Dia da Consciência Negra).
- Estudantes podem criar Comitês/Grupos Contra o Racismo nas escolas;
- Professores/as, técnicos/as, gestores/as e equipes de apoio escolar devem implementar a Lei 10.639/2003, que institui a cultura africana e afro-brasileira no cotidiano escolar;
- Ninguém pode se omitir ao presenciar uma cena de racismo (ofensas, “brincadeiras” e violências motivadas por cor, raça, origem, religião, etc.). Tem que denunciar;
- Em caso de racismo na escola, procurar a Diretoria para as providências necessárias;
- A Diretoria deve se preocupar em atender as vítimas de racismo sem diminuir a relevância dos relatos e sem revitimar as pessoas que sofreram a violência. Os contatos da COPIR para orientação são: (91)3201-5157 e copirseduc@gmail.com.
Então, convidamos você para somar força CONTRA O RACISMO:
- Vamos usar o calendário afro-brasileiro em nossas escolas. Consciência negra tem que ser uma atitude diária, não apenas ações concentradas em novembro (em “comemoração” ao 20 de Novembro: Dia da Consciência Negra).
- Estudantes podem criar Comitês/Grupos Contra o Racismo nas escolas;
- Professores/as, técnicos/as, gestores/as e equipes de apoio escolar devem implementar a Lei 10.639/2003, que institui a cultura africana e afro-brasileira no cotidiano escolar;
- Ninguém pode se omitir ao presenciar uma cena de racismo (ofensas, “brincadeiras” e violências motivadas por cor, raça, origem, religião, etc.). Tem que denunciar;
- Em caso de racismo na escola, procurar a Diretoria para as providências necessárias;
- A Diretoria deve se preocupar em atender as vítimas de racismo sem diminuir a relevância dos relatos e sem revitimar as pessoas que sofreram a violência. Os contatos da COPIR para orientação são: (91)3201-5157 e copirseduc@gmail.com.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Ensino Médio para Comunidades Quilombolas do Pará
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza no período
de 10 de janeiro a 7 de fevereiro as matrículas para alunos/as
interessados/as em concluir o Ensino Médio por meio do Sistema Educacional
Interativo (SEI), alternativa metodológica, implantada este ano, que
ampliar a oferta do Ensino Médio regular no interior do Estado.
Destacamos que o SEI atenderá as comunidades quilombolas, conforme lista abaixo:
Destacamos que o SEI atenderá as comunidades quilombolas, conforme lista abaixo:
- Alenquer: Pacoval;
- Bagre: Balieiro;
- Cachoeira do Piriá: Camiranga;
- Óbidos: Arapucu, São José, Silêncio;
- Igarapé-Açu: Castanhaduba.
Chamamos a atenção que outras comunidades listadas pelo SEI podem, também, presumidamente, ter ascendência quilombola, apesar de ainda não serem reconhecidas e/ou certificadas pelas instituições responsáveis.
Chamamos a atenção que outras comunidades listadas pelo SEI podem, também, presumidamente, ter ascendência quilombola, apesar de ainda não serem reconhecidas e/ou certificadas pelas instituições responsáveis.
Acompanhem a lista e as informações de inscrição no link
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Escola Vasconcelos, de Salvaterra, avança na implementação da Educação Quilombola
De
08 a 10 de janeiro de 2018, na Escola Estadual de Ensino Médio Prof. Ademar
Nunes de Vasconcelos, em Salvaterra/PA, aconteceu a primeira formação interna
sobre Educação Escolar Quilombola, promovida pela Coordenadoria de Educação
para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará
(COPIR/SEDUC). Foram dias de estudos, leituras, compartilhamento de ideias e
levantamento de propostas para a implementação das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Pois a escola
Vasconcelos, como ela é carinhosamente chamada pela comunidade local, atende
estudantes de famílias quilombolas oriundos das 16 comunidades remanescentes de
quilombos da cidade.
Na
ocasião, os/as participantes da formação também celebraram o aniversário de 15
anos de promulgação da Lei 10.639, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva em 09 de janeiro de 2003, instituindo a obrigatoriedade do ensino de
história e cultura africana e afro-brasileira na Educação Básica.
A
escola Vasconcelos formalizou pedido de reconhecimento da SEDUC ao seu novo
Projeto Pedagógico que pretende atender a comunidade escolar com maior
qualidade no quesito que diz respeito à diversidade étnico-racial,
principalmente na valorização das culturas e tradições quilombolas, observando
o que determina a Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação, que
instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar
Quilombola na Educação Básica. Desta forma, há um compromisso da escola em
contribuir para o fortalecimento identitário de seus alunos e de suas alunas
quilombolas, potencializando seu senso critico e sua inserção social.
Durante
a formação, foi formulada a proposta de trabalho a partir do seguinte tema gerador:
Territorialidade e Empoderamento Quilombola. Visto que as comunidades
quilombolas têm sofrido severos ataques aos seus espaços de produção agrícola e
cultural, fator que incide prejudicialmente no rendimento escolar de alunos/as
das famílias atingidas, elegeu-se a territorialidade como ponto de partida para
as abordagens pedagógicas de projetos e conteúdos curriculares.
Currículo e quilombo
A partir da Territorialidade e do Empoderamento Quilombola, já se começou a construir planos de aula de todas as disciplinas. Língua Portuguesa prevê trabalhar com variações lingüísticas, coletando vocábulos considerados quilombolas. Literatura visa catalogar histórias contadas nas diferentes comunidades. Artes vai comparar os traços da arte clássica com os traçados e tessituras das produções de cestas, panelas de barro, alguidares, abanos, tipitis, vassouras, etc. Educação Física, que já desenvolve trabalho nas comunidades, vai reforçar a luta marajoara, a capoeira, os brinquedos cantados e a corporeidade.
A Matemática
Financeira irá aplicar as ferramentas estatísticas em pesquisas sobre a
produção da agricultura familiar e do comércio em áreas quilombolas. Biologia, por sua vez, propõe-se a
identificar as características dos biomas brasileiros, dando ênfase aos biomas
das comunidades quilombolas de Salvaterra.Física estudará a importância da
implantação da energia elétrica na comunidade, destacando os pontos positivos e
negativos dessa implantação. Química se
lançará no estudo da composição, propriedades de objetos produzidos nas comunidades
quilombolas, na manipulação de propriedades de ervas medicinais, nas técnicas
de pinturas e produção de corantes, pigmentos, no estudo da melanina e na
datação de objetos arqueológicos mais antigos.
Filosofia
abordará os valores civilizatórios africanos herdados. História abordará o resgate das heranças afro-brasileiras. Geografia
analisará os conflitos agrários, especificamente no caso da Fazenda Macário,
que tem provocado problemas diversos às famílias do entorno, e a dinâmica
populacional local. Já a Sociologia
enfocará os conceitos de território e territorialidade quilombola.
Expectativas
Expectativas
“Esperamos este ano de 2018 concluir os trâmites para a construção da
proposta e autorização do Conselho para implantação em 2019 com o objetivo de
atender nossos alunos que são oriundos de comunidade quilombolas em uma
perspectiva social contextualizada, fazendo valer a Lei 10.639, mas, também,
dinamizando o currículo no processo de vivência que o educando se insere para
compreensão do macro”, analisou o professor Jociel Góes, diretor da escola
Vasconcelos.
![]() |
| Profa. Esp. Eliana Alcântara |
Para
a professora de filosofia Eliana Alcântara, que é especialista em Educação para
as Relações Étnico-raciais e quilombola da Comunidade de Bacabal, “é muito importante o movimento que está
acontecendo na escola Vasconcelos, que tem uma considerável clientela vinda dos
quilombos, e isso vai contribuir na formação humana dos jovens quilombolas e
não-quilombolas, tornando-se agentes transformadores e críticos”.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Inscrições abertas para Concurso de Vídeos sobre comunidades afrodescendentes
O Programa IberCultura Viva e a
Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco no Brasil) lançam, no Dia
Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, o concurso de
curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e
Desenvolvimento”. As inscrições estão abertas até 15 de fevereiro de
2018. O edital está
destinado a pessoas maiores de 18 anos dos países membros do Programa
IberCultura Viva: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador,
Guatemala, El Salvador, Espanha, México, Peru e Uruguai.
O concurso tem como objetivo selecionar
vídeos que promovam uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e
a busca do pleno exercício de seus direitos culturais e/ou valorizem
sua contribuição para a constituição, a promoção e o desenvolvimento da
cultura ibero-americana. O valor total destinado ao edital é de 5 mil
dólares. Dez vídeos receberão prêmios de 500 dólares.
Os vídeos podem pertencer a qualquer
gênero audiovisual (documentário, ficção, animação, jornalístico etc.) e
devem ter duração de um a três minutos. Eles precisam ter
classificação indicativa livre e ser voltados ao público em geral.
Vídeos realizados por afrodescendentes e/ou por mulheres receberão maior
pontuação.
Este é o segundo concurso de vídeos
realizado pelo IberCultura Viva e, nesta edição, conta com a colaboração
da Unesco no Brasil, que, no mês de novembro, reforça as ações
promovidas pela Década Internacional dos Afrodescendentes, declarada na
ONU, em 2015, sob o lema “Povos afrodescendentes: reconhecimento,
justiça e desenvolvimento”.
Em 2016, o programa lançou o seu
primeiro concurso de vídeos, o Concurso de Videominuto “Mulheres:
culturas e comunidades”, que premiou 10 vídeos de realizadores de quatro
países (Brasil, Argentina, Peru e México). Este edital teve como
objetivo dar visibilidade ao papel fundamental das mulheres na cultura e
na organização comunitárias, enfrentando atitudes e estereótipos que
contribuem para a desigualdade de gênero e a violência.
Programa IberCultura Viva - Lançado
em 2014, IberCultura Viva é um programa intergovernamental de
cooperação técnica e financeira voltado para o fortalecimento das
políticas culturais de base comunitária dos países ibero-americanos.
Está vinculado à Secretaria Geral Ibero-Americana (Segib) e atualmente
conta com 11 países membros: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El
Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai.
IberCultura Viva busca articular as
iniciativas governamentais que vêm se desenvolvendo na Ibero-América com
o conceito de política pública pensada de baixo para cima, com base nas
dinâmicas culturais das comunidades. Um de seus principais objetivos é
promover a criação de redes e intercâmbios para a ação conjunta entre
governos e sociedade civil, propiciando o desenvolvimento de uma cultura
cooperativa, solidária e transformadora.
Serviço:
Concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”
Data: De 20/11/2017 a 15/02/2018
Saiba mais: Edital e Inscrições
Consultas: programa@iberculturaviva.org
Fonte: Portal da UFPA
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