EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Acessem a Revista da ABPN
Prezadas/os Leitoras/es,
Apresentamos o novo número da Revista da ABPN,
Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as, que pauta suas
produções pela qualidade das publicações que têm como foco a promoção
dos Direitos Humanos da população negra na América Latina e Caribe. Os
textos aqui apresentados nesta vigésima terceira edição contemplam as
áreas de história, educação, literatura, química e artes em suas
diferentes abordagens e múltiplas inter-relações. E tem uma contribuição
mais ampliada para as áreas de ensino e de educação superior, visto que
é composta pelo Dossiê Temático “Espaço, águas e territórios - uma
análise socioespacial”.
Agradecemos
aos/às colaboradores/as – pareceristas, autores/as, tradutores/as,
editores/as, Conselho Editorial, Conselho Consultivo, Diretoria e demais
membros da equipe e parcerias – que possibilitaram a publicação deste
número, e que tornaram factível sua continuidade. A partir da
consideração de todos esses esforços, convidamos as leitoras e os
leitores a navegar conosco nesse fervilhar de ideias. E, assim,
colaborarem com o fortalecimento das frentes de luta contra a
intercorrência racial e contra todas as práticas de discriminação.
Modupé!
Comitê Editorial
Nicea Quintino Amauro (UFU)
Luciana de Oliveira Dias (UFG)
Paulo Vinicius Baptista da Silva (UFPR)
Acesse o novo numero aqui: http://abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/issue/view/23
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Vidas Negras. Pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil
A campanha
Reafirmando o compromisso de implementação da Década Internacional de Afrodescendentes, o Sistema ONU Brasil lançou no Mês da Consciência Negra de 2017, a campanha nacional "Vidas Negras".
A iniciativa busca ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país. O objetivo é chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Lista de banners aprovados para apresentação no II Seminário de Educação para as Relações Étnico-raciais
A Coordenadoria de Educação para Promoção da Igualdade Racial - COPIR, no uso das atribuições que lhes são conferidas, divulga a lista de BANNERS INSCRITOS e APROVADOS, conforme as normas e condições estabelecidas para apresentação no II Seminário de Educação para as Relações Étnico-raciais: Enfrentamentos, Diálogos e Novas Práticas Pedagógicas para as Relações Raciais na Educação Básica, de 27 a 29 de novembro, em Belém/PA. Lista por ordem alfabética: autor/a (título).
ALESSANDRA PERREIRA DE CARVALHO VELOSO (VALORIZANDO A CULTURA AFRO-BRASILEIRA E COMBATENDO O PRECONCEITO NO CIFP-SENAI/SEDUC-CAMETÁ/PA)
ANA CLAUDIA DOS SANTOS LIMA, LÍVIA CRISTINNE ARRELIAS COSTA E SHIRLAINE DALVA FERREIRA DE LIMA (EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA SE FAZ NO DIA A DIA DA COMUNIDADE – EXPERIENCIA DE SANTARÉM)
EDIMILZA VIEIRA DE ANDRADE E VALDECI BATISTA FLORENZANO (A ORALIDADE DOS ANCIÕES E A PRESERVAÇÃO DA HISTORIA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS/ÓBIDOS-PA)
LAERCIO DAS SILVA FERREIRA (CADÊ A CULTURA AFRICANA NO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA)
Obs: A apresentação dos trabalhos será permanente durante os dias do evento (ver programação aqui).
Programação do II Seminário de Educação para as Relações Étnico-raciais, em Belém, de 27 a 29 de novembro
Tema: Enfrentamentos, Diálogos e Novas Práticas Pedagógicas para as Relações Raciais na Educação Básica
Dia 27/11/2017 - segunda-feira (1º dia)
16h: Inscrições e credenciamento
16h30: Acolhida e abertura
17h: Programação Cultural - Renato Lu (voz e violão)
18h: Conferência de Abertura
Tema: Enfrentamentos, Diálogos e Novas Práticas Pedagógicas para as Relações Raciais na Educação Básica
Palestrante: Raquel Nascimento Dias (Coordenadora-Geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais do Ministério da Educação)
Coordenação de Mesa: Profª Drª Creusa Barbosa dos Santos Trindade
20h: Lançamento da Rede Minha Escola Contra o Racismo
21h: Encerramento
Dia 28/11/2017 - terça-feira (2º dia)
Programação*
*Nos dias 28 e 29 haverá programação simultânea em dois Auditórios.
*Nos dias 28 e 29 haverá programação simultânea em dois Auditórios.
Dia 27/11/2017 - segunda-feira (1º dia)
16h: Inscrições e credenciamento
16h30: Acolhida e abertura
17h: Programação Cultural - Renato Lu (voz e violão)
18h: Conferência de Abertura
Tema: Enfrentamentos, Diálogos e Novas Práticas Pedagógicas para as Relações Raciais na Educação Básica
Palestrante: Raquel Nascimento Dias (Coordenadora-Geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais do Ministério da Educação)
Coordenação de Mesa: Profª Drª Creusa Barbosa dos Santos Trindade
20h: Lançamento da Rede Minha Escola Contra o Racismo
21h: Encerramento
Dia 28/11/2017 - terça-feira (2º dia)
Auditório I
8h15: Acolhida
Exibição de Curta: Trilha Afro-Amazônica – Produção Cultural: Museu Paraense Emílio Goeldi
Exibição de Curta: Pode me Chamar de Nadir
8h:30: Mesa Temática: Lei 10.639/03: Perspectivas e Desafios de Implementação nas Escolas da Rede Estadual de Ensino
Interlocutores:
- Patrick Meneses Colares - Procurador da República, Representante Estadual da 6ª Câmara (Índígena e Comunidades Tradicionais) - Ministério Público Federal (MPF)
- Profª. Joseane Oliveira Figueiredo - Diretoria de Ensino Médio (DEMP/SEDUC)
- Profª Msc. Maria de Fátima Cravo de Sousa - Diretoria de Educação Infantil e Fundamental (DEINF/SEDUC)
- Profº. Msc. Evandro dos Santos Paiva Feio - Sistema Paraense de Avaliação Educacional (SISPAE/SEDUC)
Mediação: Drª Creusa Barbosa dos Santos Trindade
10h: Intervalo
10h15: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS: Práticas Exitosas de Educação Escolar Quilombola no Estado do Pará
Expositores: Coordenadores de Educação para as Relações Étnico-Raciais dos Municípios de Santarém, Abaetetuba, Concórdia do Pará e Tomé-Açu
Mediação: Drª Creusa Barbosa dos Santos Trindade
12h: Almoço
14h - 17h: Grupos de Discussão (GDs)
- Tema: - Formação de Professores: Dizeres e Saberes da Década do Afro descendente
Mediadora: Profª Msc. Helena do Socorro Campos da Rocha - IFPA
- Tema: Caminho de afirmação de uma Cultura no Currículo Escolar em Relações Étnicorracial e Gênero
Mediadora: Kátia Simone Alves de Araújo- Mestranda de Antropologia - COPIR/SEDUC
- Tema: Religiosidade Afro Brasileira na Perspectiva da Educação para a Relação Étnico Racial na Educação Básica
Mediador: Amilton Gonçalves Sá Barretto- Especialista em Educação para as Relações Étnico-Racial - COPIR/SEDUC
Dia 28/11/2017 - terça-feira (2º dia)
Auditório II
8h15: Acolhida
Exibição de Curta: Trilha Afro-Amazônica – Produção Cultural: Museu Paraense Emílio Goeldi
Exibição de Curta: Pode me Chamar de Nadir
8h30: Mesa Temática: Relações Etnicorraciais e Saúde na Escola
Interlecutores:
- Profª Msc Jane Neves - Universidade do Estado do Pará
- Profº Dr. Hilton P. Silva - Coordenador da Casa Brasil Africa/IFCH/UFPA
Mediação: Kátia Simone Alves de Araújo
10h: Intervalo
10h15: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS: Práticas Exitosas Educação Escolar Quilombola no Estado do Pará
Expositores: Coordenadores de Educação para as Relações Étnico Racial dos Municípios de Castanhal, Inhangapi e Salvaterra
Mediação: Kátia Simone Alves de Araújo
12h: Almoço
14h - 17h: Grupos de Discussão (GDs)
- Tema:- Educação Intercultural e Antirracista
Mediadora: Profª. Drª. Denise Machado Cardoso - UFPA/IFCH/PPGS
- Tema: Escola Bom Pastor: um projeto de registro digital do material didático-pedagógico para intercâmbio com outra escola
Mediador: Profº. Pós-Drº Rodrigo Correa Diniz Peixoto- UFPA/IFCH/PPGS
Dia 29/11/2017 - quarta-feira (3º dia)
Auditório I
8h30 - 10h: Socialização dos GDs
10h: Intervalo
10h15 –12h: Oficina de Fanzine
Tema: O Enfrentamento do Racismo na Escola: a Interface entre o Jurídico e o Pedagógico
Facilitadores:
- Dr. Jorge Farias - Comissão de Defesa da Igualdade Racial e Étnica/OAB- SEÇÃO/PA
- Dra. Patricia Miralha Leandro - OUVIDORIA/SEDUC
12h: Almoço
14h: Continuação da Oficina: Construção de Fanzine
18h: Encerramento
Dia 29/11/2017 - quarta-feira (3º dia)
Auditório II
8h:30 - 10h: Socialização dos GDs
10h: Intervalo
10h15 -12h: Oficina de Fanzine
Tema: Políticas de Ações Afirmativas no Século XXI; desafios na Educação Básica
- Zélia Amador de Deus Profª Drª em Ciências Sociais - Fundadora do Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA)
12h: Almoço
14h: Continuação da Oficina: Construção de Fanzine
18h: Encerramento
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REUNIÃO DO FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL DO PARÁ - FOPEDER
Data: 28 de novembro de 2017
Início: 14h
Sala de reunião do IFPA
Início: 14h
Sala de reunião do IFPA
Participantes: Representações de instituições, grupos e/ou, movimentos que atuam na temática
“O racismo não implica apenas a exclusão de uma raça por outra, ele sempre pressupõe que a exclusão se faz para fins de dominação”
Steve Biko
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Às Comunidades Quilombolas de Salvaterra
Convite 04/2017 - COPIR/SAEN
Assunto: Reunião Técnica sobre Educação Escolar Quilombola no Pará: Pedido da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos.
Às Comunidades Quilombolas de Salvaterra
Prezados/as,
Recebemos o Ofício nº 062/2017 da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos solicitando “a implementação da educação escolar quilombola na Escola de Ensino Médio Professor Ademar Nunes de Vasconcelos, localizada no município de Salvaterra”. O documento foi assinado pelo Diretor JOCIEL DE SOUZA GÓES, Vice-diretor WALDECI PENA MIRANDA, Secretária Escolar DANIELE CONCEIÇÃO SARMENTO DE SOUSA, Presidente do Conselho Escolar ALINE RODRIGUES DE FREITAS, Representante dos/as Alunos/as VANESSA V. GONÇALVES e Representante dos Pais, Mães e Responsáveis ROSA HELENA S. DE SOUSA.
Considerando a Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Básica - CNE/CEB, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, que em seu Art. 21 orienta que “Cabe aos sistemas de ensino promover consulta prévia e informada sobre o tipo de Ensino Médio adequado às diversas comunidades quilombolas, por meio de ações colaborativas, realizando diagnóstico das demandas relativas a essa etapa da Educação Básica em cada realidade quilombola”.
Convidamos as representações das Comunidades Quilombolas de Salvaterra para tratar do pleito citado acima em reunião técnica a ser realizada no dia 29 de novembro de 2017, as 8h, no Auditório da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos, situada na Avenida Victor Engelhard, s/n, Bairro: Centro, Salvaterra/PA.
Desde já, agradecemos por vossa colaboração para a melhoria da Educação no Estado do Pará.
Atenciosamente,
Assunto: Reunião Técnica sobre Educação Escolar Quilombola no Pará: Pedido da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos.
Belém, 06 de novembro de 2017
Às Comunidades Quilombolas de Salvaterra
Prezados/as,
Recebemos o Ofício nº 062/2017 da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos solicitando “a implementação da educação escolar quilombola na Escola de Ensino Médio Professor Ademar Nunes de Vasconcelos, localizada no município de Salvaterra”. O documento foi assinado pelo Diretor JOCIEL DE SOUZA GÓES, Vice-diretor WALDECI PENA MIRANDA, Secretária Escolar DANIELE CONCEIÇÃO SARMENTO DE SOUSA, Presidente do Conselho Escolar ALINE RODRIGUES DE FREITAS, Representante dos/as Alunos/as VANESSA V. GONÇALVES e Representante dos Pais, Mães e Responsáveis ROSA HELENA S. DE SOUSA.
Considerando a Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Básica - CNE/CEB, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, que em seu Art. 21 orienta que “Cabe aos sistemas de ensino promover consulta prévia e informada sobre o tipo de Ensino Médio adequado às diversas comunidades quilombolas, por meio de ações colaborativas, realizando diagnóstico das demandas relativas a essa etapa da Educação Básica em cada realidade quilombola”.
Convidamos as representações das Comunidades Quilombolas de Salvaterra para tratar do pleito citado acima em reunião técnica a ser realizada no dia 29 de novembro de 2017, as 8h, no Auditório da EEEM Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos, situada na Avenida Victor Engelhard, s/n, Bairro: Centro, Salvaterra/PA.
Desde já, agradecemos por vossa colaboração para a melhoria da Educação no Estado do Pará.
Atenciosamente,
Creusa Barbosa dos Santos Trindade
Coordenadora da COPIR
Coordenadora da COPIR
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Convite para reunião do FOPEDER Pará
Participe da Reunião do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Pará - FOPEDER*.
Data: 28 de novembro de 2017
Hora: 14h
Local: Sala de Reunião do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Pará - IFPA.
Endereço: Av. Almirante Barroso, s/n , Marco, Belém/PA.
Esta reunião faz parte da programação do II Seminário de Educação para as Relações Étnico-raciais da COPIR.
Proposta de pauta:
- Confirmação de entidades que compõem o FOPEDER.
- Composição da Coordenação Colegiada (conforme Título II, Seção II, do Regimento do FOPEDER), que deve ter: Coordenador/a executivo/a, Secretaria geral, Comunicação e articulação, Estudos e pesquisas, Assuntos de quilombo e Coordenação pedagógica.
- Composição da Coordenação Colegiada (conforme Título II, Seção II, do Regimento do FOPEDER), que deve ter: Coordenador/a executivo/a, Secretaria geral, Comunicação e articulação, Estudos e pesquisas, Assuntos de quilombo e Coordenação pedagógica.
- Listagem de entidades para convite de participação no FOPEDER.
- Levantamento de propostas de ações imediatas.
*O FOPEDER é uma instância voltada para a articulação e definição de políticas públicas, comprometidas com a implementação das alterações da LDB pela Lei 10.639/03 e outros temas correlatos com a temática étnico-racial e de gênero, na área da educação e cultura em toda rede pública e privada do Estado do Pará.
“O racismo não implica apenas a exclusão de uma raça por outra, ele sempre pressupõe que a exclusão se faz para fins de dominação”
Steve Biko
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Grupo ACena apresenta: “Deixe-me ser tambor”
Espetáculo é encenado em duas sessões no Teatro Cláudio Barradas
A Associação Cultural e Esportiva de Negros e Afrodescendentes da
Amazônia – ACENA realiza o seu mais novo espetáculo, intitulado
“Deixe-me Ser Tambor”, uma ode em busca da liberdade plena, da
autoafirmação, e do empoderamento da raça negra, e da cultura de matriz
africana. A peça será encenada no sábado (28) e domingo (29), no Teatro
Cláudio Barradas, em duas sessões. A primeira, às 18h e a segunda, às
20h.
Com um texto e direção de Harles Oliveira, Deixa-me Ser Tambor traz
uma releitura, dramático-poética, que tem como base as obras de dois
escritores e poetas negros, Bruno de Menezes e José Craveirinha. De
Bruno de Menezes, principal representante da escola modernista no Pará,
abordar-se-á o universo afro amazônico, a cultura, e a religiosidade dos
negros escravizados na Belém de outrora, presentes no livro Batuque.
Da obra de José Craveirinha, natural de Moçambique, considerado como
um dos mais reconhecidos poetas da língua portuguesa, e um dos maiores
escritores africanos, far-se-á uma narrativa inspirada nos conflitos
existenciais, vivenciados pelos negros na sociedade universal
contemporânea, presente na poesia “Eu Quero Ser Tambor”.
Deixa-me Ser Tambor é um projeto premiado pelo 4º Prêmio Nacional de
Expressões Culturais Afro-Brasileiras, que é uma iniciativa realizada
pelo CADON – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos
Neves. Este projeto tem o patrocínio da Petrobrás, a produção é da
ACena, e tem parcerias da Fundação Cultural Palmares e do Governo
Federal. O ingresso para o espetáculo custa R$ 20 (com meia entrada para
estudantes).
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Afro-Pará certifica turma em Eldorado dos Carajás
Aconteceu nos dias 27 e 28 de setembro de 2017, no município de
Eldorado de Carajás, Pará, o terceiro e último módulo do Projeto Afro
Pará: Formação de Professores em História e Cultura Afro-brasileira e
Amazônica.
A formação, contou com a participação
de professores/as e gestores/as das escolas da Rede Estadual e
Municipal de Ensino. Durante a formação, foram promovidas discussões, que
serviram de base para a elaboração do Projeto Ação, que será
desenvolvido pelos professores participantes do curso,
em suas respectivas escolas de atuação.
Como proposta de trabalho do
encontro, foi realizado a dinâmica Teia da Diversidade, bem como
exibição de slides e vídeos. Ao final, os participantes foram
contemplados com o certificado de 120h de curso.
O Projeto Afro-Pará é desenvolvido pela Copir/Saen/Seduc e foi ministrado por Márcia Helena Alves do Carmo e
Maria Drusilene Lisboa Melo, Especialistas em Educação da Copir.
sábado, 7 de outubro de 2017
Portel tem formação em educação escolar quilombola
Aconteceu de 03 a 06 de outubro, na cidade de Portel, a execução do Projeto Educação, Etnicidade e Desenvolvimento: Fortalecimento de Alunos e Alunas Quilombolas na Educação Básica.
Nesta fase do projeto enfatiza-se a formação de profissionais da
educação que atuam em escolas quilombolas ou em escolas que recebem
estudantes oriundos das comunidades remanescentes, conforme determinam
as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola,
instituídas pela Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação.
Contando com a eficiente parceria entre a Coordenação de Educação Quilombola da Secretaria Municipal de Educação de Portel (SEMED) e a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará (COPIR/SEDUC), o projeto atendeu mais de 120 profissionais da educação, que vieram de comunidades quilombolas, ribeirinhas e da sede do município.
Na cerimonial de abertura do encontro, registrou-se na mesa a participação do secretário municipal Joaquim Queiroz (representando o prefeito), secretário de Cultura Maike David, professor Manoel Francisco (representando o secretário de Educação), professora Elizângela Vasconcelos (coordenadora de Educação Escolar Quilombola), professora Rita Oliveira (representante da gestão educacional), vereador Jucimar Situba (representante da Câmara dos Vereadores), professor Neirivaldo de Andrade (presidente da Associação Quilombola de Tauçu), professor Marcos Pinheiro e professor Tony Vilhena (ambos representando a COPIR).
Em seguida foram apresentadas as Diretrizes da Educação Escolar Quilombola pela equipe da COPIR, chamando a atenção para a necessidade de sua implementação na educação paraense. Para saber da realidade atual da educação quilombola em Portel, os/as participantes fizeram um diagnóstico a partir da metodologia que verificou suas Forças (ter uma Coordenação de Educação Quilombola instituída na SEMED, ter quilombos com reconhecimento e certificação, ter professores/as qualificados/as, etc.), Fraquezas (falta de maior auto-identificação quilombola, etc.), Oportunidades (legislações que garantem políticas públicas, lideranças políticas acessíveis para recebimento das reivindicações, etc.) e Ameaças (racismo, retrocessos na política nacional, etc.).
Após estudos de artigos sobre educação para as relações étnico-raciais, de orientações de inserção da temática da diversidade nos currículos e das referidas Diretrizes, foram elaboradas propostas de ação para o favorecimento da educação quilombola. Estas propostas serão sistematizadas pela SEMED, tendo em vista sua efetivação no ano letivo de 2018. Destacamos, entre as propostas:
- A construção de um portfólio das comunidades contendo relatos das histórias de vida, relatos de experiência e documentos históricos;
- A celebração do 13 de Maio como Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, reunindo a comunidade escolar num trabalho interdisciplinar de palestras, oficinas de dança e teatro, exibição de filmes e rodas de conversas;
- A utilização de jogos africanos como o Morabaraba e o Mancala, para a interação e disseminação de africanidades;
- A mobilização das comunidades para enfrentamento ao racismo, assédio e abuso sexual, com confecção de panfletos e cartazes para campanhas de conscientização.
Aproveitando a oportunidade da Câmara Municipal de Portel está elaborando o Plano Plurianual, os/as cursistas levantaram propostas para garantia de recursos ao atendimento das populações quilombolas. Após consultas e rodas de conversa, encaminharam um abaixo-assinado solicitando a construção de escolas nos territórios quilombolas, formação continuada de professores/as, aporte para a alimentação escolar, edição de materiais didáticos próprios e realização do I Encontro Municipal de Comunidades Quilombolas.
Para o professor Neirivaldo Andrade, que também é presidente da Associação Quilombola de Tauçu,no Rio Acoti Pereira, esta formação possibilitou “uma nova visão, fazendo com que a comunidade entenda a necessidade de buscar mais informações e conhecimentos”. Na sua avaliação, a educação quilombola “vai contribuir para o trabalho específico na temática para que a própria comunidade possa se auto-identificar e se valorizar”.
A coordenadora de Educação escolar Quilombola da SEMED, professora Elizângela Vasconcelos, avaliou a formação como “histórica, por ser o início de muitas outras conquistas que ainda virão”. “A formação despertou o interesse de muitos professores, fortalecendo a discussão, abrindo-se novos caminhos para o debate e para a pauta em evidência da educação escolar quilombola, pois dentro do currículo é necessário inserir a questão do racismo, a valorização das culturas presentes nas comunidades, a história da comunidade”, argumentou a coordenadora.
Contando com a eficiente parceria entre a Coordenação de Educação Quilombola da Secretaria Municipal de Educação de Portel (SEMED) e a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará (COPIR/SEDUC), o projeto atendeu mais de 120 profissionais da educação, que vieram de comunidades quilombolas, ribeirinhas e da sede do município.
Na cerimonial de abertura do encontro, registrou-se na mesa a participação do secretário municipal Joaquim Queiroz (representando o prefeito), secretário de Cultura Maike David, professor Manoel Francisco (representando o secretário de Educação), professora Elizângela Vasconcelos (coordenadora de Educação Escolar Quilombola), professora Rita Oliveira (representante da gestão educacional), vereador Jucimar Situba (representante da Câmara dos Vereadores), professor Neirivaldo de Andrade (presidente da Associação Quilombola de Tauçu), professor Marcos Pinheiro e professor Tony Vilhena (ambos representando a COPIR).
Em seguida foram apresentadas as Diretrizes da Educação Escolar Quilombola pela equipe da COPIR, chamando a atenção para a necessidade de sua implementação na educação paraense. Para saber da realidade atual da educação quilombola em Portel, os/as participantes fizeram um diagnóstico a partir da metodologia que verificou suas Forças (ter uma Coordenação de Educação Quilombola instituída na SEMED, ter quilombos com reconhecimento e certificação, ter professores/as qualificados/as, etc.), Fraquezas (falta de maior auto-identificação quilombola, etc.), Oportunidades (legislações que garantem políticas públicas, lideranças políticas acessíveis para recebimento das reivindicações, etc.) e Ameaças (racismo, retrocessos na política nacional, etc.).
Após estudos de artigos sobre educação para as relações étnico-raciais, de orientações de inserção da temática da diversidade nos currículos e das referidas Diretrizes, foram elaboradas propostas de ação para o favorecimento da educação quilombola. Estas propostas serão sistematizadas pela SEMED, tendo em vista sua efetivação no ano letivo de 2018. Destacamos, entre as propostas:
- A construção de um portfólio das comunidades contendo relatos das histórias de vida, relatos de experiência e documentos históricos;
- A celebração do 13 de Maio como Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, reunindo a comunidade escolar num trabalho interdisciplinar de palestras, oficinas de dança e teatro, exibição de filmes e rodas de conversas;
- A utilização de jogos africanos como o Morabaraba e o Mancala, para a interação e disseminação de africanidades;
- A mobilização das comunidades para enfrentamento ao racismo, assédio e abuso sexual, com confecção de panfletos e cartazes para campanhas de conscientização.
Aproveitando a oportunidade da Câmara Municipal de Portel está elaborando o Plano Plurianual, os/as cursistas levantaram propostas para garantia de recursos ao atendimento das populações quilombolas. Após consultas e rodas de conversa, encaminharam um abaixo-assinado solicitando a construção de escolas nos territórios quilombolas, formação continuada de professores/as, aporte para a alimentação escolar, edição de materiais didáticos próprios e realização do I Encontro Municipal de Comunidades Quilombolas.
Para o professor Neirivaldo Andrade, que também é presidente da Associação Quilombola de Tauçu,no Rio Acoti Pereira, esta formação possibilitou “uma nova visão, fazendo com que a comunidade entenda a necessidade de buscar mais informações e conhecimentos”. Na sua avaliação, a educação quilombola “vai contribuir para o trabalho específico na temática para que a própria comunidade possa se auto-identificar e se valorizar”.
A coordenadora de Educação escolar Quilombola da SEMED, professora Elizângela Vasconcelos, avaliou a formação como “histórica, por ser o início de muitas outras conquistas que ainda virão”. “A formação despertou o interesse de muitos professores, fortalecendo a discussão, abrindo-se novos caminhos para o debate e para a pauta em evidência da educação escolar quilombola, pois dentro do currículo é necessário inserir a questão do racismo, a valorização das culturas presentes nas comunidades, a história da comunidade”, argumentou a coordenadora.
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