EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Campanha de construção da biblioteca do Quilombo do Cigano, em Tracuateua/PA


A Comunidade Quilombola do Cigano, de Tracuateua/PA, está em campanha para construção de sua biblioteca e pede contribuição para a realização deste sonho.

Você pode ajudar fazendo depósito bancário na conta da Associação Remanescente Quilombola do Cigano - ARQUIC.
Banco do Brasil
Conta corrente: 34566-0
Agência: 0253-4

A coordenação da ARQUIC é da senhora Antônia do Socorro Pimentel e do senhor Oscimar Hermínio Ribeiro. Contatos para mais informações: (91) 984551556 / 984579026.

Imagens do atual estágio da obra.



quarta-feira, 28 de março de 2018

Interessantíssimo! Site disponibiliza textos de intelectuais africanos traduzidos para o português.

https://filosofia-africana.weebly.com/
O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. Alguns destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação, sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado pelas feridas coloniais. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Trilha Afro-Amazônica no Museu Goeldi na luta contra a discriminação racial

 
Neste 21 de março, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, a COPIR e o Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi realizaram mais uma edição da Trilha Afro-Amazônica, no Parque Zoobotânico, com monitoria de Joubert Sabino. A Trilha é uma ação pedagógica proposta pela bolsista em educação do Goeldi Tainah Coutinho Jorge.
Foram recebidas as turmas de licenciatura de Ciências da Religião e Filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA), acompanhadas pela professora Rosilene Quaresma. No auditório, as turmas primeiro assistiram o documentário sobre a Trilha, com sacerdotisas e sacerdotes de povos tradicionais de matriz africana explicando a relação entre a natureza e suas religiões e culturas. Posteriormente, abordou-se a necessidade de implementação da Lei 10.639/2003 para enfrentamento de todas as formas de racismos, inclusive o racismo religioso que tem atacado sistematicamente as religiões de terreiro, com a demonização de suas crenças e perseguição aos seus adeptos e suas adeptas.
A Trilha percorreu pelo menos por cinco símbolos sagrados da natureza que fazem parte da flora do Parque: o dendezeiro, a jaqueira, a momurama, o lago e a samaumeira, sob orientação do sociólogo da COPIR Tony Vilhena. Para quem quiser saber o que representa cada elemento e a importância dos valores civilizatórios que eles expressam para toda a sociedade, fica o convite para que realize a Trilha.
Em breve estaremos disponibilizando no blog da Copir informações sobre como sua escola, grupo, entidade ou outra modalidade de organização pode agendar datas de visitação para o segundo semestre.

Texto: Tony Vilhena
Fotos: Giovana Ferreira

quinta-feira, 8 de março de 2018

Reunião técnica entre COPIR e Setor de Educação do Museu Goeldi


Ana Cláudia, Simone Araújo, Deusilene Melo, Lúcia Santana, Hilma Guedes, Creusa Trindade e Márcia do Carmo
Na tarde deste 08 de março, Dia Internacional das Mulheres, as equipes técnicas da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) e do Setor de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi se reuniram para o planejamento de suas ações articuladas em 2018.
Entre diversos assuntos pautados destaca-se a busca de aproximação instituição entre a SEDUC e o Museu para garantir o atendimento mais acessível e inclusivo para a sociedade no Parque Zoobotânico, tendo em vista o Programa Nacional de Educação Museal, que tem como um dos princípios "assegurar, a partir do conceito de Patrimônio Integral, que os museus sejam espaços de educação, de promoção da cidadania e colaborem para o desenvolvimento regional e local, de forma integrada com seus diversos setores".
Um projeto em especial mereceu avaliação demorada e levantamento de propostas das equipes, a Trilha Afro-Amazônica, que que visa apresentar cultura, religiosidade, história e valores civilizatórios afro-brasileiros e africanos para a sociedade a partir da relação com a natureza (biologia, botânica, ecologia, etc.). Haverá uma sistematização para que as comunidades escolares que pretendam realizar a Trilha Afro-Amazônica sejam melhores orientadas e atendidas.
Outro assunto definido foi a participação do Setor de Educação do Museu Goeldi no estande da COPIR na XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, no mês de junho, em Belém, repetindo a exitosa parceria do ano passado.

Lúcia Santana e Hilma Guedes do MPEG na apresentação de kit educativo

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Convite Encontro Municipal de Educação Quilombola de Mocajuba


Eleição de representantes da sociedade civil na Coneppir/PA

Mesa de conferência dos documentos
No dia 20 de fevereiro de 2018, no Auditório da Casa Civil, ocorreu o processo eleitoral para a composição do Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Coneppir). O processo foi conduzido por Gustavo Américo Pinto da Silva - coordenador do Programa Raízes, Mãe Nalva Almeida - gerente de Promoção de Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (GEPIR/SEJUDH), e Márcio Nascimento - representante do Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombolas (Nupinq).
Para Salomão da Costa Santos, representante da Malungu e da Comunidade Quilombola de Médio Itacuruçá, em Abaetetuba, "apesar do Conselho não ser deliberativo, mas passam por ele todas as propostas de políticas públicas relacionadas aos quilombolas, aos afros e a todos os outros povos que estão incluídos nesta política".
Já para a Mametu Nangetu Nzambi, do Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, a expectativa do conselho "é de fortalecimento na busca de políticas públicas para os povos tradicionais". "Este Conselho respalda os povos tradicionais que antigamente sofriam muita intolerância, e continuam sofrendo, mas agora temos o direito garantido de tocar nossos tambores e cultuar os nossos Deuses", analisou Mametu Nangetu.
A gerente de Promoção de Igualdade Racial da SEJUDH Mãe Nalva Almeida projetou que após estas eleições o Conselho deve cumprir todas as formalidades legais para seu funcionamento. "Agora com o Conselho composto no rigor do decreto, a expectativa é que a gente faça o trabalho social. Nós pretendemos que o Conselho seja ativo, procurando fortalecer a parceria com a Copir e a Seduc e outros organismos para que a gente consiga realizar as políticas para nosso povo", concluiu Mãe Nalva.
As entidades da sociedade civil que se fizeram representadas foram:
Aciyomi
Associação Afrodescendente, Africana e Cultural (Arfuojy)
Associação Afrorreligiosa Cultural e Social Iloyany
Associação Afrorreligiosa e Cultural Amigo do Marajó
Associação Afrorreligiosa e Cultural Morada de Oxóssi (Amorode)
Associação Cultural e Esportiva de Negros na Amazônia (Acena)
Associação de Consciência Negra Quilombola (Asconq)
Associação de Moradores e Produtores Quilombola do Abacatal
Associação dos Filhos e Amigos Ile Iya Omi Ase Ofa (Afaia)
Associação Movimento Cultural e Religioso de Ananindeua
Associação Religiosa Abassa Afrobrasileiro
Associação Religiosa Afro Cultural de São Benedito (Irmandade São Benedito)
Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa)
Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu)
Instituto Afrobrasileiras Imaculada Conceição (Iabic)
Instituto Bamburucema
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Inzo Ia Mukongo Ua Nzambe
Mocambo



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

VOLTA ÀS AULAS SEM RACISMO

 
Precisamos eliminar todas as formas de expressão racista da sociedade, começando pela nossa escola.

Então, convidamos você para somar força CONTRA O RACISMO:

- Vamos usar o calendário afro-brasileiro em nossas escolas. Consciência negra tem que ser uma atitude diária, não apenas ações concentradas em novembro (em “comemoração” ao 20 de Novembro: Dia da Consciência Negra).

- Estudantes podem criar Comitês/Grupos Contra o Racismo nas escolas;

- Professores/as, técnicos/as, gestores/as e equipes de apoio escolar devem implementar a Lei 10.639/2003, que institui a cultura africana e afro-brasileira no cotidiano escolar;

- Ninguém pode se omitir ao presenciar uma cena de racismo (ofensas, “brincadeiras” e violências motivadas por cor, raça, origem, religião, etc.). Tem que denunciar;

- Em caso de racismo na escola, procurar a Diretoria para as providências necessárias;

- A Diretoria deve se preocupar em atender as vítimas de racismo sem diminuir a relevância dos relatos e sem revitimar as pessoas que sofreram a violência. Os contatos da COPIR para orientação são: (91)3201-5157 e copirseduc@gmail.com.
 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ensino Médio para Comunidades Quilombolas do Pará



A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza no período de 10 de janeiro a 7 de fevereiro as matrículas para alunos/as interessados/as em concluir o Ensino Médio  por meio do Sistema Educacional Interativo (SEI), alternativa metodológica, implantada este ano, que ampliar a oferta do Ensino Médio regular no interior do Estado.

Destacamos que o SEI atenderá as comunidades quilombolas, conforme lista abaixo:

- Alenquer: Pacoval;
- Bagre: Balieiro;
- Cachoeira do Piriá: Camiranga;
- Óbidos: Arapucu, São José, Silêncio;
- Igarapé-Açu: Castanhaduba.

Chamamos a atenção que outras comunidades listadas pelo SEI podem, também, presumidamente, ter ascendência quilombola, apesar de ainda não serem reconhecidas e/ou certificadas pelas instituições responsáveis.

Acompanhem a lista e as informações de inscrição no link 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Escola Vasconcelos, de Salvaterra, avança na implementação da Educação Quilombola



 
De 08 a 10 de janeiro de 2018, na Escola Estadual de Ensino Médio Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos, em Salvaterra/PA, aconteceu a primeira formação interna sobre Educação Escolar Quilombola, promovida pela Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará (COPIR/SEDUC). Foram dias de estudos, leituras, compartilhamento de ideias e levantamento de propostas para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Pois a escola Vasconcelos, como ela é carinhosamente chamada pela comunidade local, atende estudantes de famílias quilombolas oriundos das 16 comunidades remanescentes de quilombos da cidade.

Na ocasião, os/as participantes da formação também celebraram o aniversário de 15 anos de promulgação da Lei 10.639, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 09 de janeiro de 2003, instituindo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na Educação Básica.

A escola Vasconcelos formalizou pedido de reconhecimento da SEDUC ao seu novo Projeto Pedagógico que pretende atender a comunidade escolar com maior qualidade no quesito que diz respeito à diversidade étnico-racial, principalmente na valorização das culturas e tradições quilombolas, observando o que determina a Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Desta forma, há um compromisso da escola em contribuir para o fortalecimento identitário de seus alunos e de suas alunas quilombolas, potencializando seu senso critico e sua inserção social.

Durante a formação, foi formulada a proposta de trabalho a partir do seguinte tema gerador: Territorialidade e Empoderamento Quilombola. Visto que as comunidades quilombolas têm sofrido severos ataques aos seus espaços de produção agrícola e cultural, fator que incide prejudicialmente no rendimento escolar de alunos/as das famílias atingidas, elegeu-se a territorialidade como ponto de partida para as abordagens pedagógicas de projetos e conteúdos curriculares.


Currículo e quilombo
A partir da Territorialidade e do Empoderamento Quilombola, já se começou a construir planos de aula de todas as disciplinas. Língua Portuguesa prevê trabalhar com variações lingüísticas, coletando vocábulos considerados quilombolas. Literatura visa catalogar histórias contadas nas diferentes comunidades. Artes vai comparar os traços da arte clássica com os traçados e tessituras das produções de cestas, panelas de barro, alguidares, abanos, tipitis, vassouras, etc. Educação Física, que já desenvolve trabalho nas comunidades, vai reforçar a luta marajoara, a capoeira, os brinquedos cantados e a corporeidade.

A Matemática Financeira irá aplicar as ferramentas estatísticas em pesquisas sobre a produção da agricultura familiar e do comércio em áreas quilombolas.  Biologia, por sua vez, propõe-se a identificar as características dos biomas brasileiros, dando ênfase aos biomas das comunidades quilombolas de Salvaterra.Física estudará a importância da implantação da energia elétrica na comunidade, destacando os pontos positivos e negativos dessa implantação.  Química se lançará no estudo da composição, propriedades de objetos produzidos nas comunidades quilombolas, na manipulação de propriedades de ervas medicinais, nas técnicas de pinturas e produção de corantes, pigmentos, no estudo da melanina e na datação de objetos arqueológicos mais antigos.

Filosofia abordará os valores civilizatórios africanos herdados. História abordará o resgate das heranças afro-brasileiras. Geografia analisará os conflitos agrários, especificamente no caso da Fazenda Macário, que tem provocado problemas diversos às famílias do entorno, e a dinâmica populacional local. Já a Sociologia enfocará os conceitos de território e territorialidade quilombola.

Expectativas

“Esperamos este ano de 2018 concluir os trâmites para a construção da proposta e autorização do Conselho para implantação em 2019 com o objetivo de atender nossos alunos que são oriundos de comunidade quilombolas em uma perspectiva social contextualizada, fazendo valer a Lei 10.639, mas, também, dinamizando o currículo no processo de vivência que o educando se insere para compreensão do macro”, analisou o professor Jociel Góes, diretor da escola Vasconcelos.

Profa. Esp. Eliana Alcântara
Para a professora de filosofia Eliana Alcântara, que é especialista em Educação para as Relações Étnico-raciais e quilombola da Comunidade de Bacabal, “é muito importante o movimento que está acontecendo na escola Vasconcelos, que tem uma considerável clientela vinda dos quilombos, e isso vai contribuir na formação humana dos jovens quilombolas e não-quilombolas, tornando-se agentes transformadores e críticos”.