EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
COPIR REALIZA FORMAÇÃO PARA ELABORAÇÃO CURRICULAR QUILOMBOLA EM SALVATERRA
Em Salvaterra , Marajó, Pará a Copir se fez presente para a construção da II Etapa do Processo de Elaboração do Conteúdos para Educação Escolar Quilombola, ocorrido no período de 31 de janeiro a 02 de fevereiro de 2017, no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição. Na ocasião estiveram presentes, professores, gestores, representantes de comunidades quilombola, um representante da Malungo, Sr. Aurélio, além dos Técnicos da SEMED local e das Especialistas em Educação da COPIR, Professoras Kátia Simone Araújo e Márcia Helena Alves.
Inicialmente no primeiro dia do encontro ocorreu a reunião nas dependências da Secretária de Educação local, com as Especialista da COPIR e os Técnicos da Semed de Salvaterra - Pa, com a participação do Secretário de Educação, Profº. Naudir Modesto de Assis e a Coordenadora da Educação Quilombola, Profª. Joélia Silva. Neste encontro foram discutidos estratégias para a construção da elaboração da Estrutura Curricular e do Plano de Ação que subdsiaríam os trabalhos dos educaçãores da disciplina Educação Escolar Quilombola, instituída pelo munícipio, para atender alunos de escolas localizadas em comunidades quilombolas do referido munícipio.
A partir do segundo dia, já no Salão Paroquial da Igreja Matriz, foi traçado um plano de estratégia de encaminhamento dos primeiros trabalhos realizados para composição da estrutura e do plano de ação. Neste momento foi apresentado a todos os presentes, os projetos executados pela COPIR no munícipios paraenses, bem como, as atividades que ocorreriam no dia. Posteriormente, iniciou-se com a projeção do Tela Negra, com os seguintes curtas: Trilha Afro amazônica e seus símbolos (Museu Paraense emílio Goeldi) e Educação anti-racista e Idendidaes Afro brasileira, seguindo da Roda de conversa, onde foram debatidos temas gerados a partir da exposição dos filmes assistidos.
Posteriormente deu-se a apresentação do Projeto “Semana Integrada de Combate ao Racismo”, executado em sua 7ª edição. O projeto foi apresentado pelo seu coordenador, professor Vinicíus Darlan Silva Andrade. Na oportunidade o professor fez um relato de sua experiência exitosa, onde ele pode apresentar de forma dialógica e dimâmica os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores das Escolas Estaduais dos munícipios de Salvaterra e Soure, Ademar Nunes de Vasconcelos e Gasparino Batista, e sua experiência em receber a prêmiação nacional pelo projeto do CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade.
Por fim, os participantes reunidos em GTs, dialogaram sobre a elaboração de planos de ação envolvendo 4 temáticas a saber: Sabere e Tecnológias, Relações Ambientais, Memória e Cultura e Promoção da Igualdade Racial e Renêro. Em seguida houve exposição dos grupos com sugestões para ações futuras.
Fotos: Simone Araújo e Alan Canel
Texto: Márcia do Carmo
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Publicada Resolução do CONANDA - Crianças e Adolescentes de Povos Tradicionais
No dia 26 de dezembro/16, foi publicado, no Diário Oficial da União, a
Resolução nº. 181 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (CONANDA), que trata dos "parâmetros para interpretação dos
direitos e adequação dos serviços relacionados ao atendimento de
Crianças e Adolescentes pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais
no Brasil.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Caderno de Debates – Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana
Este Caderno de Debates foi produzido a partir da compilação e
sistematização de materiais resultantes de encontros de promoção de
diálogo e participação social, cujo marco temporal insere-se no período
entre 2011 e 2014. Tais encontros, resultantes de reuniões, seminários e
oficinas, tiveram como cerne dos debates o conceito de Povos
Tradicionais de Matriz Africana e a relação dessa população com o Estado
brasileiro na perspectiva do acesso às políticas públicas e da promoção
da igualdade racial. Pretende-se, com esta publicação, que sejam lidas
as vozes das lideranças tradicionais de matriz africana que discutiram e
refletiram sobre o conceito em voga.
CADERNO_DE_DEBATES.pdf
— 15822 KB
Fonte: SEPPIR
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Estudantes do Tapanã descobrem cultura dos povos em jogos africanos e indígenas
Trezentos estudantes do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental da
Escola Estadual Padre Francisco Berton, do bairro do Tapanã,
participaram neste sábado(21) do I Torneio de Jogos Africanos e
Indígenas, organizado pelo professor Guilherme Piedade. A atividade
correspondeu à quarta avaliação de Educação Física na escola e serviu
para que meninos e meninas conhecessem um pouco mais da função social e
das características do jogo Mancala (Kalah) e do Jogo da Onça.quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Semana da Consciência Negra na EEEM Pedro Amazonas Pedroso
O projeto pensado e coordenado pelas professoras Flora Scantlebury, Madalena Correa e Socorro César teve como objetivo mostrar aos alunos da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, a importância de saber combater o racismo.
Através de rodas de conversas, oficinas de turbante, de leitura e produção de texto e de etnicomatemática, os alunos puderam ter melhor entendimento de sua ancestralidade.
O Evento que teve inicio no dia 12 de dezembro se encerra na próxima quinta feira, dia 15 com um bate papo em alusão aos 100 anos do samba.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
A união faz a força
Conectadas pelas redes sociais, elas formam um novo movimento
contra o racismo. Conheça as histórias de mulheres negras bem-sucedidas,
que lidam com o preconceito desde que nasceram
Além de Mylene, apresentamos a seguir as histórias da jornalista e consulesa da França em São Paulo Alexandra Loras; da filósofa Djamila Ribeiro; das advogadas Zilá Ferreira e Mayara de Souza; da cantora Yzalú; e da estudante e ativista Stephanie Ribeiro. Todas têm casos de intolerância para contar. “Juntas, enxergamos que todas nós, mulheres intelectuais, antes de nos conhecermos, estávamos sozinhas em universos monocromos brancos. Não tínhamos amigas negras”, explica a francesa Alexandra Loras. “Estamos nos unindo, nos conhecendo e promovendo iniciativas para as mulheres negras terem voz.”
Segundo Eunice Prudente, professora doutora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o Brasil ainda vive os papéis sociais formados antes do século 19: o homem negro no estereótipo de homem sexualmente hiperativo, violento e pouco inteligente, com a função de “carregar o piano”, e a negra exercendo funções manuais pesadas, e também hiperssexualizada. Para a professora, falta investir em educação e no ensino de história africana para todos. “Respeitamos o que conhecemos”, diz. “Pelo forte conteúdo afro na cultura brasileira e pelo tamanho da população afrodescendente, isso deveria ser mais cuidada”, diz. Alexandra atesta: “Precisamos acabar com os clichês. Precisamos ver nas novelas juízas negras, governadoras e não apenas a mulher serviçal, submissa e inferiorizada. Precisamos mudar”.
—–
O doce desafio de reinventar-se
Alexandra Loras, 39 anos: a ex-apresentadora de TV e esposa de um diplomata francês encontrou no Brasil um espaço propício para defender os direitos das mulheres negras
Leia a entrevista aqui!
—–
Defensora dos trabalhadores
Mylene Ramos, 51 anos: juíza se inspira na história dos pais para melhorar a vida de trabalhadores e minorias
Com bolsa de estudos parcial e trabalhando em bicos, a menina nascida no bairro de Campo Grande, Zona Sul de São Paulo, formou-se advogada. Prestou vários concursos até alcançar o posto de juíza do trabalho, em 1994. Entre 1997 e 1999 fez mestrados nas faculdades de direito das universidades de Columbia e Stanford (EUA). Hoje é juíza diretora do Fórum Trabalhista da Zona Sul de São Paulo e se destaca em casos de discriminação, trabalho escravo e acidentes de trabalho.
O que mais inspirou Mylene a buscar essa área foram as injustiças sofridas por seus pais. A mãe, doméstica, trabalhava de domingo a domingo. O pai era mecânico de máquinas pesadas e teve um derrame aos 36 anos, após passar dias trabalhando sem descanso nas obras do metrô de São Paulo. “Sabia que poderia desenvolver um bom trabalho por causa da minha experiência pessoal”, diz.
Ser uma autoridade pública não poupa Mylene de passar por situações discriminatórias. Ela conta que é comum ser ignorada em restaurantes ou lojas, ou ainda que um vendedor insinue que ela não teria dinheiro para comprar um produto. Nada disso a abala. “O negro tem de se fortalecer e não abaixar a cabeça. Podemos ser o que quisermos”, diz.
—–
Militância de berço
Djamila Ribeiro, 36 anos: filósofa faz a diferença na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, levando atendimento para populações vulneráveis
Em maio deste ano, tornou-se secretária adjunta de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Desde criança Djamila enfrentou situações de racismo, como colegas de escola evitarem dançar com ela na festa junina e meninas do bairro impedirem-na de brincar porque as bonecas eram brancas. “Criança negra lida com racismo desde muito cedo”, diz.
Entre as ações da Secretaria, ela destaca a implantação de Centros de Cidadania LGBT e do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes e o atendimento a mães cujos filhos foram mortos por ações policiais. Djamila ainda vive situações embaraçosas, quando as pessoas demoram a entender que ela é a secretária esperada para uma reunião. “Isso mostra o quanto temos de evoluir”, afirma.
—–
Espaço garantido
Zilá Ferreira, 36 anos: ela advoga em favor de oportunidades reais para a parcela negra da sociedade
Ela também defende a participação negra na moda. Foi uma das organizadoras do desfile-protesto contra a ausência de modelos afrodescendentes nas passarelas da São Paulo Fashion Week, em 2007, que originou um Termo de Ajuste de Conduta para o evento cumprir cotas raciais.
Há dois anos, Zilá trabalha com Alexandra Loras, até agosto consulesa da França em São Paulo. “Ela transcendeu seu cargo, tem voz e espaço em lugar onde muita mulher nem imagina chegar. Porque sofreu aqui situações piores do que no exterior, e trata esse tema – que incomoda – de uma forma muito elegante.”
A própria Zilá viveu a agressividade do racismo quando trabalhava em uma grande multinacional. Enviada para dar treinamento na Bahia, de início surpreendeu por ser mulher, negra e ocupar aquele cargo. Mas o verdadeiro choque aconteceu ao ouvir os gritos de um funcionário de alto nível hierárquico, que se recusava a fazer o treinamento com ela: “Sua macaca, saia daqui com as suas macaquices”. Zilá reportou o ocorrido ao escritório de São Paulo e abriu um boletim de ocorrência. “Ele foi demitido e eu fui convidada para participar da diretoria. Uma postura louvável da empresa. Ninguém é obrigado a não ser racista, mas as pessoas precisam ser educadas.”
—–
Porta-voz das injustiças
Yzalú, 33 anos: cantora dá voz às discriminações sofridas pelas mulheres negras
Mas Yzalú, nascida em uma família humilde de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, estava habituada a superar obstáculos. Um problema congênito fez com que sua perna não se desenvolvesse e ela precisasse usar prótese desde criança. A mãe se desdobrava em mais de um emprego para sustentar sozinha a moça e o irmão. Formada em marketing na Faculdade Metodista, Yzalú dedicou-se ao trabalho, mas percebeu que, para ascender, demoraria muito mais tempo do que os colegas. “Não havia nenhuma mulher negra em cargos executivos na empresa”, diz.
Depois de oito anos de multinacional, decidiu seguir sua paixão: a música. Lançou em março deste ano seu primeiro disco, Minha Bossa É Treta, em um estilo que define como música periférica brasileira, que inova ao unir o violão ao rap e leva a influência de jazz, samba, afrobeat e MPB. A letra de “Mulheres Negras”, que Yzalú lançou em 2012 e se tornou um divisor de águas na sua carreira, é uma bandeira feminista e antirracista: “Não fomos vencidas pela anulação social / Sobrevivemos à ausência na novela, no comercial / O sistema pode até me transformar em empregada / Mas não pode me fazer raciocinar como criada”.
—–
Sem medo de enfrentamento
Stephanie Ribeiro, 23 anos: ativista com 30 mil seguidores e aluna de arquitetura, ela denuncia a discriminação e ganha notoriedade na internet
Stephanie não vem tendo uma experiência boa na universidade. “Sempre me senti isolada. Como bolsista do Prouni, recebo tratamento diferenciado”, diz. Depois do episódio da vaga, ela denuncia no Facebook casos de discriminação. Seus relatos ganharam repercussão, o que incomodou gente dentro e fora da faculdade. “Picharam meu armário e recebi mensagens anônimas como ‘preta fedida, volta para a África’”, afirma.
Já ouviu que merecia apanhar, por defender uma colega acusada de provocar uma briga entre dois rapazes. E porque negros “cheiram mal”. Um colega perguntou se aceitavam macacos para estágio. Stephanie denunciou as agressões à faculdade, que abriu uma sindicância, considerada “inconclusiva”.
Cursando o último ano, Stephanie superou os problemas de baixa autoestima do passado, pensa em seguir nos estudos e prepara um livro de ficção. “A violência psicológica contra os negros não é muito considerada no Brasil”, afirma.
—–
Resgate pela poesia
Mayara Silva de Souza, 23 anos: a advogada e poeta trabalha pela autoestima de meninas e quer que as conquistas das mulheres negras sejam vistas como algo normal
Hoje, aos 23 anos, além de poeta e ativista social, Mayara é bacharel em direito, com título da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). E também gestora e conselheira do Plano de Menina, projeto para empoderar crianças das comunidades do Grajaú (onde cresceu e mora até hoje) e do Capão Redondo, em São Paulo.
Toda a dedicação é para que as conquistas das mulheres negras deixem de ser vistas como um feito extraordinário. “Quando digo que sou advogada, escuto uma interjeição de surpresa. Quantas amigas brancas são advogadas e ninguém se surpreende? Quero que nosso cabelo e nossa cor deixem de ser polêmica”, diz. E vai mais fundo: “As pessoas precisam entender que, quando estiver bom para a mulher negra, estará bom para todos.”
fonte: Revista Planeta
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
SARAU CABAÇA DA EXISTÊNCIA - Consciência Negra 2016
A Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial - COPIR, da Secretaria Adjunta de Ensino da Secretaria de Estado de Educação do Pará - SAEN/SEDUC, promove, em parceria com o Serviço de Educação - SEC - do Museu Paraense Emílio Goleldi - Parque Zoobotânico, o SARAU CABAÇA DA EXISTÊNCIA.
O evento será no dia 20 de novembro, domingo, com início às 9h, no prédio "Castelinho".
A abertura será com as palavras da Profa.
Creusa Trindade - Coordenadora da
COPIR/SEDUC e Profª Lúcia
Santana - Coordenadora de Serviço de Educação (SEC) do Museu
Paraense Emílio Goeldi - Parque Zoobotânico.
Posteriormente
dar-se-á o Ato-show
com atrações da cultura afro-brasileira com o Projeto Sarau Cabaça
da Existência.
A
programação
seguirá até as 13h30 com diversas atrações, conforme relação
abaixo:
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO
|
INSTITUIÇÃO
|
TEMPO
|
09h00-09h10
|
Pronunciamento
da Profª Lúcia Santana
|
SEC/MPEG
|
10min
|
09h15-09h30
|
Pronunciamento
da Creusa Batista
|
COPIR/SEDUC
|
15min
|
09h35-10h10
|
Escola
Galdêncio Ramos: Dança Afro brasileira
|
SEDUC
|
30min
|
10h15-10h30
|
Relato
de experiência da Escola Temístocles de Araújo
|
SEDUC
|
15min
|
10h35-11h05
|
Apresentação
de Cobra Venenosa: Carimbó e Poesia
|
Cobra
Venenosa
|
30min
|
11h10-11h20
|
Relato
de experiência com o Prof. Vinicíus Darlan
|
SEDUC
|
10min
|
11h25-11h35
|
Pronunciamento
de Andrey Fábio Santos Sales do Grupo de Estudos de Religiões de
Matrizes Africanas
|
GERMAA
|
10min
|
11h4012h00
|
Coletivo
Casa Preta: Musicalidade e dança
|
Instituto
Casa Preta
|
20min
|
12h05-12h15
|
Relato
de Experiência com a Profª Antonia Brioso
|
SEDUC
|
10min
|
12h20-12h30
|
Relato
de experiência prof. Guilherme Trindade da Escola Francisco
Berton
|
SEDUC
|
10min
|
12h35-12hh45
|
Grupo
de pesquisas Saberes e práticas Educativas de populações
Quilombola
|
UEPA
|
|
12h50-13h20
|
Tambor
de Crioula Filhos amigos de Cururupu
|
Terra
Firme
|
30mim
|
ATENÇÃO:
- Oficina de Jogos Africanos com os alunos da EEEFM Francisco Berton
No
decorrer da programação ocorrerá :
- Pronunciamento da COPIR, Museu Emílio Goeldi e GERMAA (10min de tempo para os pronunciamentos a serem distribuídos no decorrer da programação).
Obs.:
A programação está aberta a alterações conforme acordo entre
coordenação da Copir e convidados relacionados.
ORGANIZAÇÃO:


Assinar:
Postagens (Atom)







































