EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Saúde da População Negra corre o risco de permanecer negligenciada no Ministério da Saúde
por Ana Flávia Magalhães Pinto
Foi
ampla a repercussão do anúncio do projeto de lei de cotas para negros
no serviço público feito pela presidenta Dilma Rousseff na abertura da
III Conapir, em 5 de novembro. Ocorre que outra medida não menos
esperada também foi apresentada, sem, entretanto, receber muita atenção:
“Nós vamos criar, no Ministério da Saúde, inclusive por grande demanda
da Seppir [Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial], uma
instância específica para coordenar as ações voltadas para a população
negra”, afirmou a presidenta.
Desde que a
Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) foi
aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 2006, e oficializada
pelo Ministério da Saúde (MS), em 2009, por meio da Portaria n. 992/09,
ativistas e especialistas da área têm lutado e dialogado com o MS para
que a implementação aconteça. Os resultados, porém, praticamente
inexistem; e boa parte da explicação repousa no fato de que essa agenda
nunca foi incorporada como prioridade pelo Ministério. Apesar de 70% dos
usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) serem negros (pretos e
pardos), a PNSIPN não tem sido tratada como uma ação estratégica pelas
secretarias do Ministério e algo indispensável para que a missão do SUS
se concretize. Em vez disso, a quase totalidade das ações que tratam da
saúde da população negra está sob a responsabilidade do Departamento de
Apoio à Gestão Estratégica e Participativa (DAGEP), parte da Secretaria
de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP).
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Seminário Educação Escolar Quilombola: Conquistas e Desafios
Convite
O
Cedenpa tem a honra de convidar a todos os interessados para o
Seminário Educação Escolar Quilombola. O evento realizar-se-á nos dias
12 e 13
de dezembro, na CNBB/Regional Norte II.
Esperando poder contar com a presença de todos. As inscrições podem ser enviadas para o email educacaoquilombola@cedenpa. org.br
Ficha de Inscrição - Seminário Educação Escolar Quilombola
Ficha de Inscrição - Seminário Educação Escolar Quilombolasexta-feira, 6 de dezembro de 2013
MANDELA - um exemplo para todas as gerações de todos os países
Data: 06/12/2013
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da
República (SEPPIR/PR) lamenta o falecimento de Nelson Mandela, ocorrido
ontem, 05 de dezembro, aos 95 anos completados em junho, na cidade de
Pretória (África do Sul).
Madiba - apelido de Nelson Mandela, um homem à frente do seu tempo e da história
Mandela é reconhecidamente uma das mais importantes lideranças na luta contra o
apartheid em seu país, onde se tornou o primeiro presidente negro, nas eleições de 1994. A
luta contra o racismo está para sempre vinculada à militância antiapartheid do primeiro
presidente negro da África do Sul.
Sequelas - Desde dezembro de 2012, Mandela havia sido internado em quatro ocasiões,
vítima das recorrentes infecções pulmonares que sofria há muitos anos, relacionadas às
sequelas da tuberculose contraída durante o tempo em que esteve encarcerado na ilha de
Robben, onde passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid. Nascido
numa pequena vila chamada ‘Qunu’ e formado em Direito, “Madiba” se tornou não só um
importante líder político, mas verdadeiramente um heroi em seu país.
Tragetória - Ainda estudante, ele se opôs fortemente ao regime de segregação racial que existiu na África do Sul e obrigava os negros a viverem separados dos brancos (este é o significado da palavra apartheid, “vidas separadas”) – sendo que os políticos brancos não só controlavam o poder, como negavam ao restante da população vários direitos políticos, econômicos e sociais. Em 1942, aos 24 anos, Mandela ingressou no Congresso Nacional Africano (CNA), movimento que fazia oposição ao apartheid. Dois anos depois, participou da fundação da Liga Jovem do CNA.
O Massacre de Sharpeville - Nos anos 50, ele participou da divulgação da famosa Carta
da Liberdade, documento que propunha um programa para o fim do regime
segregacionista. Mandela defendeu a luta pacífica contra o apartheid até 21 de março de
1960, data do episódio que ficou para sempre conhecido como “O Massacre de
Sharpeville”, quando policiais sul-africanos mataram 69 pessoas negras que faziam
manifestação pacífica contra a chamada Lei do Passe, que obrigava os negros a portarem
uma caderneta na qual estava escrito onde eles podiam transitar. Depois do massacre,
passou a defender a luta armada.
Mandela e a SEPPIR - 21 de março - acabou se tornando uma data importante para o mundo inteiro, um marco na luta contra o racismo, e não por acaso foi a data escolhida para a criação da SEPPIR, em 2003. Também foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar anualmente o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.
Cárcere - Em 1961, um ano após o massacre, Mandela se tornou comandante do braço
armado do CNA, conhecido como Lança da Nação, sendo preso em 1962 e condenado a
cinco anos por motivos como “incentivo a greves” e “viagem ao exterior sem autorização”.
Em 1964, foi julgado novamente e condenado à prisão perpétua por planejar ações
armadas. Mandela viveu encarcerado de 1964 até 1990, tempo em que consolidou sua
imagem como símbolo da luta antiapartheid na África do Sul.
Pressão internacional - Sua prisão não impediu que ele estimulasse a luta pelo fim da
segregação racial e, mesmo na cadeia, Mandela passou a receber ainda mais apoio de vários
segmentos sociais e governos do mundo todo. Com a pressão internacional, o então
presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, sua
libertação e a retirada da ilegalidade do CNA. Os dois viriam a dividir o Prêmio Nobel da
Paz, em 1993, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.
Mandela’s Day - Desde 2010, celebra-se em seu aniversário, 18 de julho, o Dia
Internacional de Nelson Mandela (Mandela’s Day). A data foi definida pela Assembleia
Geral da ONU como homenagem por sua luta. Entre outros trabalhos, Nelson Mandela
deixou publicados os livros Nelson Mandela - A Luta da minha vida (1989),
Conversas que tive comigo (2010) e Vencer é Possível (1998).
Coordenação de Comunicação da SEPPIR
Assinar:
Postagens (Atom)

.png)







