EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

sexta-feira, 11 de maio de 2018

"África, Diásporas e o Diálogo Sul-Sul" é tema de congresso internacional

O XIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais e 2º Congresso da Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas de Língua Portuguesa, que terá lugar na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo - EFLCH/UNIFESP, na cidade de Guarulhos/SP (Brasil), cujo tema proposto é África, Diásporas e o Diálogo Sul-Sul: Descolonizando as Ciências Sociais e Humanas, queremos articular estudos e pesquisas que redimensionem o lugar das perspectivas/cosmologias críticas do Sul global.

Serviço

28 de julho a 1 de agosto de 2018

São Paulo - SP
UNIFESP
 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Terra e poder quilombola no Pará. Veja vídeo de apoio.

Em solidariedade à realização da VIII Semana de Combate ao Racismo no Marajó, evento que mobiliza as escolas estaduais "Prof. Gasparino Batista" e "Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos", respectivamente, dos municípios de Soure e Salvaterra, em atividades pedagógicas antirracistas, a Comunidade Quilombola de São José, de Acará, enviou um vídeo apoiando o tema a ser abordado: territorialidade e empoderamento quilombola.
A Semana Integrada de Combate ao racismo no Marajó acontece no dias 10 e 11 de maio, encerrando com as Marchas de Empoderamento Negro. Reivindica o 13 de maio não como dia da "abolição da escravatura" ou da "Lei Áurea", mas sim como o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.


sábado, 5 de maio de 2018

13 de Maio é Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

Prof. Vinícius Darlan e estudantes preparam a Semana de Combate ao Racismo

É difícil desconstruir no imaginário e nas práticas da sociedade as distorções e desigualdades de raça e etnia reproduzidos secularmente. O calendário brasileiro celebra nesse 13 de maio 130 anos de "abolição da escravatura" (1888). Contudo, essas celebrações estabeleceram uma perspectiva distorcida que dá protagonismo à Regente do Brasil, branca e elitista, e não debate as consequências de tal ato, nem reflete sobre o que se sucedeu a partir do dia 14 de maio de 1888 para as populações negras do país. Pois a Lei Áurea não se preocupou em reparar os anos de escravização, muito menos contribuiu para a inserção igualitária dos "ex-escravizados".
Estudantes da Escola Estadual "Gasparino", de Soure
Buscando refletir sobre estas questões que historicamente invisibilizaram e marginalizaram a negritude, a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Educação do Pará (COPIR/SEDUC) propõe às escolas da Rede Estadual que abordem 0 13 de maio de modo transdisciplinar como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Denúncia, sim! Pois, como citam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, “o 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, será tratado como o dia de denúncia das repercussões das políticas de eliminação física e simbólica da população afro-brasileira no pós-abolição, e de divulgação dos significados da Lei Áurea para os negros”.

Programação de 2018
Estudantes da Escola Estadual "Vasconcelos", de Salvaterra
O Projeto Semana Integrada de Combate ao Racismo é um projeto exitoso, coordenador pelo professor de história  Vinícius Darlan, vencedor de prêmio nacional de política de combate ao racismo, realizado simultaneamente em Soure e Salvaterra, respectivamente, nas escolas estaduais Prof. Gasparino Batista e Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos,  e que caminha para sua oitava edição neste ano, sempre trabalhando nas vésperas do 13 de maio com temáticas que tratam de propostas de superação do racismo e enfrentamento de outros modos de preconceitos e discriminações. 
A COPIR apoia este projeto e o ampliou para os municípios de Acará e Abaetetuba, além de Saoure e Salvaterra no Marajó. Logo, nesta semana de 07 a 11 de maio, haverá grande mobilização nas escolas, trazendo esse olhar crítico ao 13 de maio.

Soure e Salvaterrra
Tema: Territorialidade e empoderamento quilombola.
Local:  Escolas Estaduais Prof. Gasparino Batista e Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos.
10 de maio: Palestras diversas.
11 de maio: Marcha do Empoderamento Negro (de manhã em Soure e de tarde em Salvaterra).

Acará
07 de maio: Visita de articulação à Comunidade Quilombola de São José.
09 de maio: Atividades com a juventude e as crianças.
10 de maio: Palestras diversas (Auditório da Secretaria Municipal de Educação).
11 de maio: Telanegra (Auditório da Secretaria Municipal de Educação)

Se a sua escola está promovendo alguma ação, compartilhe a notícia conosco para publicarmos neste blog. Envie para o email copirseduc@gmail.com.

Racistas, não passarão!

Texto: Tony Vilhena
Fotos: Prof. Vinícius Darlan (Facebook)

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Campanha de construção da biblioteca do Quilombo do Cigano, em Tracuateua/PA


A Comunidade Quilombola do Cigano, de Tracuateua/PA, está em campanha para construção de sua biblioteca e pede contribuição para a realização deste sonho.

Você pode ajudar fazendo depósito bancário na conta da Associação Remanescente Quilombola do Cigano - ARQUIC.
Banco do Brasil
Conta corrente: 34566-0
Agência: 0253-4

A coordenação da ARQUIC é da senhora Antônia do Socorro Pimentel e do senhor Oscimar Hermínio Ribeiro. Contatos para mais informações: (91) 984551556 / 984579026.

Imagens do atual estágio da obra.



quarta-feira, 28 de março de 2018

Interessantíssimo! Site disponibiliza textos de intelectuais africanos traduzidos para o português.

https://filosofia-africana.weebly.com/
O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. Alguns destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação, sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado pelas feridas coloniais. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Trilha Afro-Amazônica no Museu Goeldi na luta contra a discriminação racial

 
Neste 21 de março, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, a COPIR e o Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi realizaram mais uma edição da Trilha Afro-Amazônica, no Parque Zoobotânico, com monitoria de Joubert Sabino. A Trilha é uma ação pedagógica proposta pela bolsista em educação do Goeldi Tainah Coutinho Jorge.
Foram recebidas as turmas de licenciatura de Ciências da Religião e Filosofia da Universidade do Estado do Pará (UEPA), acompanhadas pela professora Rosilene Quaresma. No auditório, as turmas primeiro assistiram o documentário sobre a Trilha, com sacerdotisas e sacerdotes de povos tradicionais de matriz africana explicando a relação entre a natureza e suas religiões e culturas. Posteriormente, abordou-se a necessidade de implementação da Lei 10.639/2003 para enfrentamento de todas as formas de racismos, inclusive o racismo religioso que tem atacado sistematicamente as religiões de terreiro, com a demonização de suas crenças e perseguição aos seus adeptos e suas adeptas.
A Trilha percorreu pelo menos por cinco símbolos sagrados da natureza que fazem parte da flora do Parque: o dendezeiro, a jaqueira, a momurama, o lago e a samaumeira, sob orientação do sociólogo da COPIR Tony Vilhena. Para quem quiser saber o que representa cada elemento e a importância dos valores civilizatórios que eles expressam para toda a sociedade, fica o convite para que realize a Trilha.
Em breve estaremos disponibilizando no blog da Copir informações sobre como sua escola, grupo, entidade ou outra modalidade de organização pode agendar datas de visitação para o segundo semestre.

Texto: Tony Vilhena
Fotos: Giovana Ferreira

quinta-feira, 8 de março de 2018

Reunião técnica entre COPIR e Setor de Educação do Museu Goeldi


Ana Cláudia, Simone Araújo, Deusilene Melo, Lúcia Santana, Hilma Guedes, Creusa Trindade e Márcia do Carmo
Na tarde deste 08 de março, Dia Internacional das Mulheres, as equipes técnicas da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) e do Setor de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi se reuniram para o planejamento de suas ações articuladas em 2018.
Entre diversos assuntos pautados destaca-se a busca de aproximação instituição entre a SEDUC e o Museu para garantir o atendimento mais acessível e inclusivo para a sociedade no Parque Zoobotânico, tendo em vista o Programa Nacional de Educação Museal, que tem como um dos princípios "assegurar, a partir do conceito de Patrimônio Integral, que os museus sejam espaços de educação, de promoção da cidadania e colaborem para o desenvolvimento regional e local, de forma integrada com seus diversos setores".
Um projeto em especial mereceu avaliação demorada e levantamento de propostas das equipes, a Trilha Afro-Amazônica, que que visa apresentar cultura, religiosidade, história e valores civilizatórios afro-brasileiros e africanos para a sociedade a partir da relação com a natureza (biologia, botânica, ecologia, etc.). Haverá uma sistematização para que as comunidades escolares que pretendam realizar a Trilha Afro-Amazônica sejam melhores orientadas e atendidas.
Outro assunto definido foi a participação do Setor de Educação do Museu Goeldi no estande da COPIR na XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, no mês de junho, em Belém, repetindo a exitosa parceria do ano passado.

Lúcia Santana e Hilma Guedes do MPEG na apresentação de kit educativo

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Convite Encontro Municipal de Educação Quilombola de Mocajuba


Eleição de representantes da sociedade civil na Coneppir/PA

Mesa de conferência dos documentos
No dia 20 de fevereiro de 2018, no Auditório da Casa Civil, ocorreu o processo eleitoral para a composição do Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Coneppir). O processo foi conduzido por Gustavo Américo Pinto da Silva - coordenador do Programa Raízes, Mãe Nalva Almeida - gerente de Promoção de Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (GEPIR/SEJUDH), e Márcio Nascimento - representante do Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombolas (Nupinq).
Para Salomão da Costa Santos, representante da Malungu e da Comunidade Quilombola de Médio Itacuruçá, em Abaetetuba, "apesar do Conselho não ser deliberativo, mas passam por ele todas as propostas de políticas públicas relacionadas aos quilombolas, aos afros e a todos os outros povos que estão incluídos nesta política".
Já para a Mametu Nangetu Nzambi, do Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, a expectativa do conselho "é de fortalecimento na busca de políticas públicas para os povos tradicionais". "Este Conselho respalda os povos tradicionais que antigamente sofriam muita intolerância, e continuam sofrendo, mas agora temos o direito garantido de tocar nossos tambores e cultuar os nossos Deuses", analisou Mametu Nangetu.
A gerente de Promoção de Igualdade Racial da SEJUDH Mãe Nalva Almeida projetou que após estas eleições o Conselho deve cumprir todas as formalidades legais para seu funcionamento. "Agora com o Conselho composto no rigor do decreto, a expectativa é que a gente faça o trabalho social. Nós pretendemos que o Conselho seja ativo, procurando fortalecer a parceria com a Copir e a Seduc e outros organismos para que a gente consiga realizar as políticas para nosso povo", concluiu Mãe Nalva.
As entidades da sociedade civil que se fizeram representadas foram:
Aciyomi
Associação Afrodescendente, Africana e Cultural (Arfuojy)
Associação Afrorreligiosa Cultural e Social Iloyany
Associação Afrorreligiosa e Cultural Amigo do Marajó
Associação Afrorreligiosa e Cultural Morada de Oxóssi (Amorode)
Associação Cultural e Esportiva de Negros na Amazônia (Acena)
Associação de Consciência Negra Quilombola (Asconq)
Associação de Moradores e Produtores Quilombola do Abacatal
Associação dos Filhos e Amigos Ile Iya Omi Ase Ofa (Afaia)
Associação Movimento Cultural e Religioso de Ananindeua
Associação Religiosa Abassa Afrobrasileiro
Associação Religiosa Afro Cultural de São Benedito (Irmandade São Benedito)
Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa)
Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu)
Instituto Afrobrasileiras Imaculada Conceição (Iabic)
Instituto Bamburucema
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Inzo Ia Mukongo Ua Nzambe
Mocambo