Um relatório foi apresentado, nesta quarta-feira
(31/05), pela Comissão de Direitos Humanos e Direitos do Consumidor da
Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) sobre intolerância
religiosa contra os povos de matriz africana. De 2015 a 2017, foram
assassinadas sete lideranças afro-religiosas no Pará, o que resultou na
criação de um grupo de trabalho para acompanhar as investigações dos
casos e em vários encaminhamentos para tentar combater o racismo
institucional e religioso no Estado. A apresentação do relatório foi
feita durante Audiência Pública que debateu a intolerância religiosa e
que foi realizada a partir de requerimento do deputado estadual Dirceu
Ten Caten (PT). A reunião foi a segunda atividade realizada na
programação da entrega da Comenda Mãe Doca, que será entregue nesta
quinta-feira (1/06). A abertura da programação foi realizada nesta
terça-feira (30/05), no hall do prédio da Alepa, com a abertura da
exposição "Imagem do Sagrado", que colocou à mostra parte dos símbolos
religiosos dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana.
EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Cultura afro e a importância da leitura são destaques no estande da Seduc
Durante a tarde desta quarta-feira (31), no estande da Seduc,
foram apresentados projetos desenvolvidos e executados pela
Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir),
da Secretaria, em parceria com diferentes órgãos, como o Museu Paraense
Emílio Goeldi (MPEG).
Segundo a chefe do serviço educativo do MPEG, Lúcia Santana, desde o ano passado, a Seduc e o Museu estão realizando um projeto de consciência negra que consiste na realização de uma trilha afro, dentro do Parque Zoobotânico do Goeldi, direcionado para alunos de escolas da rede.
Concebida com a participação de pais e mães de santos, a trilha nasceu a partir da identificação e contextualização de determinadas árvores existentes no interior do parque com importante valor simbólico para o candomblé africano. “A trilha serve, portanto, para discutir com os estudantes a questão da matriz africana e a importância negra para a nossa formação como brasileiros e como grupo de resistência cultural”, explicou Lúcia.
Apenas no ano passado, a trilha africana atendeu 30 escolas e, neste ano, o projeto deve continuar, apenas com o aperfeiçoamento de alguns elementos pedagógicos, como a inclusão de banners. “Como, até então, o debate era feito mais de modo oral, achamos que seria interessante incluir banners e fotografias, no intuito de fazer as crianças e jovens compreenderem com mais facilidade esse conteúdo, já que se trata de um tema ainda um pouco distante da maioria deles”, avaliou.
Para ela, a parceria com a Seduc é fundamental na medida em que, junto com os técnicos da Secretaria, são desenvolvidos projetos para a discussão de temas como o direito a ter memória, seja ela africana, indígena, de mulheres ou de idosos. “Historicamente, esses são grupos esquecidos ou colocados ainda à margem da sociedade. Queremos trabalhar com as crianças e jovens a lógica da inclusão em vez da exclusão”, frisou.
Leitura – Na ocasião, também foi apresentado o projeto “Bairro de Leitores”, desenvolvido pelo professor de História Raimundo Oliveira, das Escolas Estaduais Frei Daniel e Barão de Igarapé-Miri, do bairro do Guamá, em Belém. Raimundo, que também é coordenador do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, uma referência em leitura no bairro com cerca de 40 anos de história, conta que a ideia é ligar a história do bairro e os aspectos que ele ganhou ao longo do tempo com o desenvolvimento da leitura entre os alunos. “A leitura é um instrumento fundamental porque provoca a capacidade de transformar. E o ser humano é exatamente isso, um ser transformador. Estamos desenvolvendo o processo de aprofundamento da discussão do ler e ressignificar isso dentro das escolas, para que a escola também seja um centro de alegria, pois a leitura traz essa alegria”, observou.
Por Elck Oliveira
Fotos: Fernando Nobre
Ascom/Seduc
sexta-feira, 19 de maio de 2017
Semana dos Museus no Goeldi
15ª Semana de Museus
Museu Paraense Emílio Goeldi
Museu Paraense Emílio Goeldi
Tema: “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”
PROGRAMAÇÃO
Informações: (91) 3182-3210/3244 | eventos.seedu@museu-goeldi.br
07/05 a 31/05/2017 – 09:00 às 16:30
EXPOSIÇÃO de Kits produzidos nos anos de 2015/2016 pelas turmas do Clube do Pesquisador Mirim com rodas de conversa com ex-alunos e mediação realizada pelos pesquisadores mirins.
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
11/05/2017 a 12/05/2017 - 09h às 12h
OFICINA de Educação Ambiental para autores de fato: "Se liga na lei cidadão(ã)"Público: autores de fato.
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
15/05/2017 - 09h às 11h
VISITA Conhecendo a flora e a fauna do Parque Zoobotânico. Visita especial com a curadoria dos setores da Fauna e Flora, onde será possível conhecer o manejo feito nestes setores.
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
Inscrições: eventos.seedu@museu-goeldi.br
16/05/2017 - 14h às 16h
VISITA Conhecendo a flora e a fauna do Parque Zoobotânico.Visita especial com a curadoria dos setores da Fauna e Flora, onde será possível conhecer o manejo feito nestes setores.
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
Inscrições: eventos.seedu@museu-goeldi.br
16 e 30/05/2017 – 09:00 às 16:00
PROJETO Consciência Negra: Uma atitude Diária: Visa proporcionar experiência pedagógica em diversas áreas do componente curricular que possam subsidiar uma educação antirracista diária na escola. Parceria com COPIR/SEDUC.
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
17/05/2017 - 09h às 12h
VISITA Guiada e roda de conversa com os curadores das 03 exposições: "Transformações: A Amazônia e o Antropoceno", "O Museu e você (150 anos do Museu Goeldi)" e "Origens: Amazônia Cultivada".
Local: “Rocinha”, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
21/05/2017 - 09h às 11h
MOSTRA das ações do Projeto “Potencialização e Valorização do Saber do Idoso” e Programa Natureza que é Semelhante a um programa de auditório comandado pelo Macaco Ximbica e sua turma, com temática relacionada à fauna, à flora, o ambiente e o homem da Amazônia.
Local: Bambuzal, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
22/05/2017 - 09h às 12h
RODA DE CONVERSATrabalho de estagiários em museus: ações e desafios. Roda de conversa sobre o trabalho de estagiários nos museus da Cidade de Belém.
Local: Bambuzal, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz
Inscrições: eventos.seedu@museu-goeldi.br
24/05/2017 a 26/05/2017 - 09h às 12h
SEMINÁRIO Museu Goeldi e Ponto de Memória da Terra Firme-Comunidade: diálogo, troca de saberes e direito à memória.
Local: Campus de Pesquisa, Auditório Paulo Cavalcante
Quilombolas discutem luta por direitos em Belém
Em sua 5ª edição, o Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas
ocorrerá de 22 a 26 de maio, com o objetivo de manter a articulação
entre as comunidades na luta pela manutenção dos direitos já garantidos e
por novas conquistas.
É com o rufar dos tambores que vai ter início o 5º Encontro Nacional
das Comunidades Quilombolas, que ocorrerá de 22 a 26 de maio, em
Belém-PA. Representantes de todas as comunidades em que a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) está
presente vão discutir os diversos aspectos envolvidos no tema “Terra
Titulada: Liberdade Conquistada e Nenhum Direito a Menos”.
Confira aqui a programação completa!
A intenção é manter a articulação entre as comunidades que se
autodeclaram quilombolas na manutenção de direitos já conquistados e na
luta por novos reconhecimentos. Para Célia Cristina Pinto, da comunidade
Acre, município de Cururupu, no Maranhão, e integrante da coordenação
executiva da Conaq, “é um momento para análise e discussão de
estratégias para o fortalecimento da luta quilombola no país e da CONAQ
como instrumento de representatividade política e na construção de uma
verdadeira democracia no Brasil.”
Os quilombolas discutirão sobre direitos territoriais, agricultura
familiar, meio ambiente e ensino superior com pesquisadores e
especialistas convidados. Haverá, ainda, Grupos de Trabalho voltados a
temas específicos, como Protagonismo das Mulheres, Empoderamento da
Juventude, Saúde da População Negra, entre outros.
O 5ª Encontro Nacional também terá programação cultural, com
apresentação de grupos de música e dança, exposição fotográfica, e feira
com produtos feitos nas comunidades quilombolas.
Direitos e lutas
Entre as principais reivindicações do movimento quilombola está a
titulação de seus territórios. Assegurada no Artigo 68 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988, a
titulação é um processo complexo que ainda caminha a passos lentos.
De acordo com dados do Incra, atualmente, há mais de 1.500 processos
em curso, e 92% das famílias quilombolas ainda esperam pela titulação.
Até hoje, 165 terras quilombolas foram regularizadas. Em 2016, um
território foi titulado no Brasil.
Além do território, são preocupações dos quilombolas, o acesso ao
ensino superior, o ensino da história africana e afro-brasileira no
ensino básico, conforme estabelece a Lei 10.639 de 2003, atenção
específica na saúde e na assistência social.
Histórico
Os Encontros Nacionais e Estaduais de Quilombolas são espaços máximos
de deliberação do movimento. É o local onde é possível afirmar a
presença e a identidade quilombola e aprimorar a participação das
comunidades nos processos de tomada de decisão sobre as reivindicações a
serem conquistadas.
Em 21 anos de existência, a Conaq realizou quatro encontros
nacionais: o 1º ocorreu de 17 a 20 de novembro de 1995, em Brasília –
DF; o 2º, de 29 de novembro a 2 de dezembro de 2002, em Salvador – BA; o
3º, de 3 a 7 de dezembro de 2003, em Recife – PE; e o 4º Encontro
Nacional de 3 a 6 de agosto de 2011, no Rio de Janeiro – RJ.
O 5º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas é uma realização
da Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
(Conaq), que representa a maioria dos quilombolas no Brasil, presente em
23 estados (Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás,
Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará,
Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rio
de Janeiro, Rondônia, Sergipe, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins),
em conjunto com a Coordenação das Associações das Comunidades
Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu).
Serviço:
5º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas
Data: de 22 a 26 de maio de 2017
Local: Hotel Gold Mar. Rua Prof. Nelson Ribeiro, 132. Bairro Telégrafo. Belém-PA
Inscrições:
– Encerradas para ouvintes!
– Interessados em expor/vender produtos na feira: https://goo.gl/forms/diJp9Jo4YdC9PRZv1
"Nós de Aruanda, artistas de terreiros" 2017
A
exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiros", estará no Centro
Cultural da Justiça Eleitoral a partir da próxima terça-feira, dia 23 de
maio de 2017, na Rua João Diogo, 254 em Belém/PA.
Será o início da quinta versão do projeto iniciado em 2013 pelos Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé e Grupo de Estudos Afro-Amazônico/ GEAM (NEAB) da UFPA.
Na programação da abertura, teremos apresentação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru, e feira de quitutes da culinária afro-brasiliera, que serão vendidos à preços acessíveis.
Neste ano serão mais de 50 artistas e grupos de artistas expondo seus trabalhos artísticos http://radioexu.com/evento/27398/belempa-exposicao-nos-de-aruanda-artistas-de-terreiro-no-centro-cultural-da-justica-eleitoral
Será o início da quinta versão do projeto iniciado em 2013 pelos Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé e Grupo de Estudos Afro-Amazônico/ GEAM (NEAB) da UFPA.
Na programação da abertura, teremos apresentação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru, e feira de quitutes da culinária afro-brasiliera, que serão vendidos à preços acessíveis.
Neste ano serão mais de 50 artistas e grupos de artistas expondo seus trabalhos artísticos http://radioexu.com/evento/27398/belempa-exposicao-nos-de-aruanda-artistas-de-terreiro-no-centro-cultural-da-justica-eleitoral
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Mostra “Circulação de saberes como práticas educativas em arqueologia”
Agência Museu Goeldi - A Mostra é um circuito que
propõe a interação de seus visitantes com materiais educativos sobre
arqueologia. Esses materiais consistem em um encarte sobre o Museu e
educação, um carro de leitura, quatro banners informativos e sete kits educativos produzidos pelo Clube do Pesquisador Mirim ao longo dos seus 20 anos de existência.
O público-alvo da Mostra inclui escolas de ensino fundamental e médio e estudantes de licenciaturas.
Como participar? - Para participar, é necessário que
o responsável pela turma agende visitas com o Núcleo de Visitas
Orientadas (NUVOP) do Museu Goeldi. O número para contato é 3182-3219 e
funciona durante o horário comercial.
Clique aqui
para baixar o cartaz especial elaborado pelos educadores do Museu
Goeldi com mais detalhes sobre o projeto e os conteúdos disponíveis.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Semana de combate ao racismo no Marajó reflete sobre feminismo e livre orientação sexual
![]() |
| Professora Simone Araújo (COPIR/SAEN) fala sobre questões raciais |
Na programação, em todos os momentos houve participação interessada e comprometida de estudantes. Inclusive, um dos maiores destaques desta ação é perceber que o projeto pedagógico tem uma dinâmica que incentiva o envolvimento dos alunos em todas as fases, desde a confecção de faixas, bandeiras e cartazes, até nas intervenções durante as palestras e na Marcha, que é o ponto alto da Semana.
A COPIR esteve representada pela professora Simone Araújo e pelo sociólogo Tony Vilhena que apresentaram o Projeto Tele Negra, uma mostra de filmes etnográficos que abordam as questões raciais. O destaque ficou para o curta "Pretas" (assista aqui), produzido em Belém do Pará e que mostra o drama da história de mãe e filha negras e o racismo. Ficou a proposta de no próximo ano acontecerem oficinas para que os estudantes possam produzir seus filmes e projetarem sua realidade através do cinema.
Pelo Instituto Ramagem, a cientista da religião Giovana Ferreira abordou a temática do racismo religioso, pois as produções das populações negras foram historicamente perseguidas, "demonizadas" e até mesmo criminalizadas, como o samba, a capoeira, o carimbó e as religiões de matrizes africanas, entretanto, enquanto outras expressões de africanidade foram incorporada pela "cultura brasileira", as regiões de matriz africana (Tambor de Mina, Candomblé, Angola, Umbanda, entre outras) continuam sofrendo intolerância e violência contra seus espaços de culto.
A professora Paulyane Ramos, coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, trabalhou o tema do "Feminismo e empoderamento feminino". Sua ênfase foi mostrar a importância do papel das mulheres na luta por uma sociedade igualitária, mas como a persistência do machismo e do racismo violentam as mulheres. A estudante da escola "Vasconcelos" Jheniffer Campos disse estar emocionada com o debate pois aprendeu o que é o preconceito racial e aprendeu a ter "muito orgulho" do seu "cabelo black".
Representando a Gerência de Proteção à Livre Orientação Sexual (GLOS) da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), Beto Paes, seu gerente, ministrou oficinas de combate a LGBTfobia, que é o preconceito ou aversão às pessoas ou grupos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis. Explicou que ao considerar a população LGBT surgem dois conceitos importantes: orientação sexual e identidade de gênero. Dentro da sigla LGBT, lésbicas, gays e
bissexuais são abrangidos pelo conceito de orientação sexual, enquanto
travestis e transexuais se enquadram no conceito de identidade de gênero. No Brasil, é assustador os dados sobre violência contra as pessoas LGBT. Segundo o Relatório
da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e
Interssexuais (ILGA), apenas em 2016, o país teve 343 homicídios
de LGBTs. As principais vítimas são os transexuais e travestis. A escola é espaço de educar pessoas para o respeito à diversidade.
Durante a programação também houve apresentação de grupos de pesquisa da escola "Vasconcelos" com temas sobre religiões de matriz africana, danças com temática afro-brasileira e apresentações musicais.
A culminância do projeto foi na sexta-feira, dia 12 de maio, com a Marcha do Empoderamento Negro.
Pela manhã, a Marcha saiu de frente da escola "Gasparino Silva", em
Soure; e de tarde, saiu de frente da escola "Ademar
Nunes", em Salvaterra. Bandeiras de arco-íris e faixas contra o machismo, o racismo e LGBTfobia coloriram as ruas e chamaram a atenção da sociedade. Outras escolas se juntaram na caminhada, além de movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Taila Carvalho, do grupo feminista Mulheres do Fim do Mundo, que é marajoara, considerou o evento um "lindo acontecimento que tem dado certo". Para ela, "o papel da escola é de conscientizar e empoderar as pessoas para que o machismo possa ser superado para que as mulheres possam seguir livres e de cabeça em pé".
Para o diretor da escola "Gasparino", professor João Santos, a promoção da Semana de Combate ao Racismo leva às escolas temas relevantes para toda a sociedade. "Pois nossos jovens, adolescentes e crianças tomam consciência da importância da valorização e do respeito à igualdade, sendo que a escola vai socializar estes conhecimentos", reflete Santos.
Já para o professor Jociel Góes, diretor da escola "Vasconcelos", ser gestor diante de um evento com esta grandeza é desafiante. "Essas temáticas são importantes, a sociedade presencia ainda a intolerância e o preconceito, e a escola deve assumir o papel de conscientizar, mas o resultados estão presentes, contando com a adesão da comunidade escolar e o reconhecimento da sociedade", concluiu Góes.
Saiba mais sobre a Semana Integrada de Combate ao Racismo
O
dia 13 de Maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. É
importante ressaltar que esta é uma releitura nascida no seio do
movimento negro brasileiro como crítica às “comemorações” da assinatura
da Lei Áurea, que pretensamente “libertou” os escravos em 13 de maio de
1888, entretanto, não se preocupou em reparar os séculos de escravidão e
outras violências sofridas pela população negra no Brasil.
A execução do projeto "Semana Integrada de Combate
ao Racismo" destacou o Pará no 7º Prêmio Educar para a Igualdade Racial
e de Gênero: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em
ambiente escolar. O projeto é desenvolvido em parceria com as escolas públicas estaduais
Ademar de Vasconcelos, do município de Salvaterra, e Gasparino Batista,
do município de Soure, na Ilha do Marajó. A experiência será colocada
num catálogo com as 2.300 práticas vencedoras.
A premiação foi na categoria "Professor de Educação Escolar
Quilombola", coordenado pelo professor Vinicius Darlan da Silva Andrade,
que foi premiado em São
Paulo, numa cerimônia promovida pelo Centro de Estudos de Relações do
Trabalho e Desigualdades (CEERT), o organizador da premiação.
COMBATE AOS PRECONCEITOS MOBILIZA JUVENTUDE EM SALVATERRA
Cerca de dois mil jovens das cidades de Salvaterra e Soure,
participaram do encerramento da sétima edição da Semana de Combate ao
Racismo.O evento é promovido pelas escolas públicas estaduais de Salvaterra, escola Ademar de Vasconcelos e de Soure, escola Gasparino Batista. Com o objetivo de debater todas as formas de preconceitos, incluindo a LGBTfobia, o preconceito religioso e ainda defenderem o empoderamento negro e feminino na sociedade.
A marcha que ocorreu na tarde desta sexta feira 12, teve concentração em frente a escola Ademar de Vasconcelos, com banda de fanfarra, muitas faixas, cartazes, bandeiras do movimento LGBT e gritos de guerra usados por todo percurso, através de um carro som que animava a manifestação com músicas variadas.
O historiador Vinícius Darlan, que coordena o evento, avalia positivamente a realização da semana de debates, acreditando que a intervenção pedagógica feita, este ano, marca um momento importante na construção da vida dos jovens que participaram. "Nós levamos eles a refletirem um pouco mais sobre alguns valores e as relações humanas. Propondo uma reavaliação das posturas e buscando que pratiquem mais a tolerância e o respeito pelas diferenças" afirmou o professor de história.
Fonte (texto e fotos): Prof. Dário Pedrosa
terça-feira, 9 de maio de 2017
Escolas estaduais de Soure e Salvaterra mobilizam a sociedade contra o racismo
A Semana Integrada de Combate ao Racismo é um projeto pedagógico de mobilização e sensibilização da comunidade escolar para superação do racismo. O período escolhido para a Semana está em sintonia com as atividades que aludem o dia 13 de Maio como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Sua realização envolve as escolas estaduais “Gasparino Batista da Silva” e “Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos”, respectivamente, dos municípios de Soure e Salvaterra, da Região do Marajó.
Esta será sua 7ª edição e terá o tema “Empoderamento feminino e combate à LGBTfobia” e acontecerá dias 11 a 12 de maio de 2017. A culminância do projeto será na sexta-feira, dia 12 de maio, com a já tradicional Marcha do Empoderamento Negro, com saída pela manhã, as 9h, de frente da escola "Gasparino Silva", em Soure; e de tarde, com saída as 15h30, de frente da escola "Ademar Nunes", em Salvaterra.
O Projeto
O dia 13 de Maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. É importante ressaltar que esta é uma releitura nascida no seio do movimento negro brasileiro como crítica às “comemorações” da assinatura da Lei Áurea, que pretensamente “libertou” os escravos em 13 de maio de 1888, entretanto, não se preocupou em reparar os séculos de escravidão e outras violências sofridas pela população negra no Brasil.
O dia 13 de Maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. É importante ressaltar que esta é uma releitura nascida no seio do movimento negro brasileiro como crítica às “comemorações” da assinatura da Lei Áurea, que pretensamente “libertou” os escravos em 13 de maio de 1888, entretanto, não se preocupou em reparar os séculos de escravidão e outras violências sofridas pela população negra no Brasil.
A execução do projeto "Semana Integrada de Combate
ao Racismo" destacou o Pará no 7º Prêmio Educar para a Igualdade Racial
e de Gênero: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em
ambiente escolar. O projeto é desenvolvido em parceria com as escolas públicas estaduais
Ademar de Vasconcelos, do município de Salvaterra, e Gasparino Batista,
do município de Soure, na Ilha do Marajó. A experiência será colocada
num catálogo com as 2.300 práticas vencedoras.
A premiação foi na categoria "Professor de Educação Escolar
Quilombola", coordenado pelo professor Vinicius Darlan da Silva Andrade,
que foi premiado em São
Paulo, numa cerimônia promovida pelo Centro de Estudos de Relações do
Trabalho e Desigualdades (CEERT), o organizador da premiação.
A Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR) está presente em mais uma edição da Semana, participando rodas de diálogo e desenvolvendo o Projeto Tela Negra, que envolve a exibição de filmes etnográficos seguidos de debates.
Para saber mais
É só falar com o coordenador do Projeto, Prof. Esp. Vinícius Darlan da Silva Andrade.
Facebook/Vinícius Darlan Andrade
Fone: (91)991881920
terça-feira, 2 de maio de 2017
Informativo da Copir: maio de 2017
Compartilhe o informativo da COPIR.
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