EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mostra “Circulação de saberes como práticas educativas em arqueologia”

Agência Museu Goeldi - A Mostra é um circuito que propõe a interação de seus visitantes com materiais educativos sobre arqueologia. Esses materiais consistem em um encarte sobre o Museu e educação, um carro de leitura, quatro banners informativos e sete kits educativos produzidos pelo Clube do Pesquisador Mirim ao longo dos seus 20 anos de existência.

O público-alvo da Mostra inclui escolas de ensino fundamental e médio e estudantes de licenciaturas.

Como participar? - Para participar, é necessário que o responsável pela turma agende visitas com o Núcleo de Visitas Orientadas (NUVOP) do Museu Goeldi. O número para contato é 3182-3219 e funciona durante o horário comercial.

Clique aqui para baixar o cartaz especial elaborado pelos educadores do Museu Goeldi com mais detalhes sobre o projeto e os conteúdos disponíveis.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Semana de combate ao racismo no Marajó reflete sobre feminismo e livre orientação sexual

Professora Simone Araújo (COPIR/SAEN) fala sobre questões raciais
A 7ª edição da Semana Integrada de Combate ao Racismo no Marajó ocorreu nos dias 11 e 12 de maio de 2017, simultaneamente, em Salvaterra, na escola "Ademar Nunes de Vasconcelos", e em Soure, na escola "Gasparino Batista". O tema deste ano foi "Empoderamento feminino e combate à LGBTfobia”.
Na programação, em todos os momentos houve participação interessada e comprometida de estudantes. Inclusive, um dos maiores destaques desta ação é perceber que o projeto pedagógico tem uma dinâmica que incentiva o envolvimento dos alunos em todas as fases, desde a confecção de faixas, bandeiras e cartazes, até nas intervenções durante as palestras e na Marcha, que é o ponto alto da Semana.
A COPIR esteve representada pela professora Simone Araújo e pelo sociólogo Tony Vilhena que apresentaram o Projeto Tele Negra, uma mostra de filmes etnográficos que abordam as questões raciais. O destaque ficou para o curta "Pretas" (assista aqui), produzido em Belém do Pará e que mostra o drama da história de mãe e filha negras e o racismo. Ficou a proposta de no próximo ano acontecerem oficinas para que os estudantes possam produzir seus filmes e projetarem sua realidade através do cinema.
Pelo Instituto Ramagem, a cientista da religião Giovana Ferreira abordou a temática do racismo religioso, pois as produções das populações negras foram historicamente perseguidas, "demonizadas" e até mesmo criminalizadas, como o samba, a capoeira, o carimbó e as religiões de matrizes africanas, entretanto, enquanto outras expressões de africanidade foram incorporada pela "cultura brasileira", as regiões de matriz africana (Tambor de Mina, Candomblé, Angola, Umbanda, entre outras) continuam sofrendo intolerância e violência contra seus espaços de culto.
A professora Paulyane Ramos, coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, trabalhou o tema do "Feminismo e empoderamento feminino". Sua ênfase foi mostrar a importância do papel das mulheres na luta por uma sociedade igualitária, mas como a persistência do machismo e do racismo violentam as mulheres. A estudante da escola "Vasconcelos" Jheniffer Campos disse estar emocionada com o debate pois aprendeu o que é o preconceito racial e aprendeu a ter "muito orgulho" do seu "cabelo black".
Representando a Gerência de Proteção à Livre Orientação Sexual (GLOS) da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), Beto Paes, seu gerente, ministrou oficinas de combate a LGBTfobia, que é o preconceito ou aversão às pessoas ou grupos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis. Explicou que ao considerar a população LGBT surgem dois conceitos importantes: orientação sexual e identidade de gênero. Dentro da sigla LGBT, lésbicas, gays e bissexuais são abrangidos pelo conceito de orientação sexual, enquanto travestis e transexuais se enquadram no conceito de identidade de gênero. No Brasil,  é assustador os dados sobre violência contra as pessoas LGBT. Segundo o Relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Interssexuais (ILGA), apenas em 2016, o país teve 343 homicídios de LGBTs. As principais vítimas são os transexuais e travestis. A escola é espaço de educar pessoas para o respeito à diversidade.
Durante a programação também houve apresentação de grupos de pesquisa da escola "Vasconcelos" com temas sobre religiões de matriz africana, danças com temática afro-brasileira e apresentações musicais.
 
A culminância do projeto foi na sexta-feira, dia 12 de maio, com a Marcha do Empoderamento Negro. Pela manhã, a Marcha saiu de frente da escola "Gasparino Silva", em Soure; e de tarde, saiu de frente da escola "Ademar Nunes", em Salvaterra. Bandeiras de arco-íris e faixas contra o machismo, o racismo e LGBTfobia coloriram as ruas e chamaram a atenção da sociedade. Outras escolas se juntaram na caminhada, além de movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Taila Carvalho, do grupo feminista Mulheres do Fim do Mundo, que é marajoara, considerou o evento um "lindo acontecimento que tem dado certo". Para ela, "o papel da escola é de conscientizar e empoderar as pessoas para que o machismo possa ser superado para que as mulheres possam seguir livres e de cabeça em pé".
Para o diretor da escola "Gasparino", professor João Santos, a promoção da Semana de Combate ao Racismo leva às escolas temas relevantes para toda a sociedade. "Pois nossos jovens, adolescentes e crianças tomam consciência da importância da valorização e do respeito à igualdade, sendo que a escola vai socializar estes conhecimentos", reflete Santos.
Já para o professor Jociel Góes, diretor da escola "Vasconcelos", ser gestor diante de um evento com esta grandeza é desafiante. "Essas temáticas são importantes, a sociedade presencia ainda a intolerância e o preconceito, e a escola deve assumir o papel de conscientizar, mas o resultados estão presentes, contando com a adesão da comunidade escolar e o reconhecimento da sociedade", concluiu Góes.

Saiba mais sobre a Semana Integrada de Combate ao Racismo

O dia 13 de Maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. É importante ressaltar que esta é uma releitura nascida no seio do movimento negro brasileiro como crítica às “comemorações” da assinatura da Lei Áurea, que pretensamente “libertou” os escravos em 13 de maio de 1888, entretanto, não se preocupou em reparar os séculos de escravidão e outras violências sofridas pela população negra no Brasil.
A execução do projeto "Semana Integrada de Combate ao Racismo" destacou o Pará no 7º Prêmio Educar para a Igualdade Racial e de Gênero: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em ambiente escolar. O projeto é desenvolvido em parceria com as escolas públicas estaduais Ademar de Vasconcelos, do município de Salvaterra, e Gasparino Batista, do município de Soure, na Ilha do Marajó. A experiência será colocada num catálogo com as 2.300 práticas vencedoras.
A premiação foi na categoria "Professor de Educação Escolar Quilombola", coordenado pelo professor Vinicius Darlan da Silva Andrade, que foi premiado em São Paulo, numa cerimônia promovida pelo Centro de Estudos de Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), o organizador da premiação.
Texto e fotos: Simone Araújo e Tony Vilhena
Obs: Algumas fotos foram retiradas das redes sociais
 
























COMBATE AOS PRECONCEITOS MOBILIZA JUVENTUDE EM SALVATERRA


Cerca de dois mil jovens das cidades de Salvaterra e Soure, participaram do encerramento da sétima edição da Semana de Combate ao Racismo.
O evento é promovido pelas escolas públicas estaduais de Salvaterra, escola Ademar de Vasconcelos e de Soure, escola Gasparino Batista. Com o objetivo de debater todas as formas de preconceitos, incluindo a LGBTfobia, o preconceito religioso e ainda defenderem o empoderamento negro e feminino na sociedade.
A marcha que ocorreu na tarde desta sexta feira 12, teve concentração em frente a escola Ademar de Vasconcelos, com banda de fanfarra, muitas faixas, cartazes, bandeiras do movimento LGBT e gritos de guerra usados por todo percurso, através de um carro som que animava a manifestação com músicas variadas.
O historiador Vinícius Darlan, que coordena o evento, avalia positivamente a realização da semana de debates, acreditando que a intervenção pedagógica feita, este ano, marca um momento importante na construção da vida dos jovens que participaram. "Nós levamos eles a refletirem um pouco mais sobre alguns valores e as relações humanas. Propondo uma reavaliação das posturas e buscando que pratiquem mais a tolerância e o respeito pelas diferenças" afirmou o professor de história.

Fonte (texto e fotos): Prof. Dário Pedrosa

terça-feira, 9 de maio de 2017

Escolas estaduais de Soure e Salvaterra mobilizam a sociedade contra o racismo


A Semana Integrada de Combate ao Racismo é um projeto pedagógico de mobilização e sensibilização da comunidade escolar para superação do racismo. O período escolhido para a Semana está em sintonia com as atividades que aludem o dia 13 de Maio como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Sua realização envolve as escolas estaduais “Gasparino Batista da Silva” e “Prof. Ademar Nunes de Vasconcelos”, respectivamente, dos municípios de Soure e Salvaterra, da Região do Marajó.
Esta será sua 7ª edição e terá o tema “Empoderamento feminino e combate à LGBTfobia” e acontecerá dias 11 a 12 de maio de 2017. A culminância do projeto será na sexta-feira, dia 12 de maio, com a já tradicional Marcha do Empoderamento Negro, com saída pela manhã, as 9h, de frente da escola "Gasparino Silva", em Soure; e de tarde, com saída as 15h30, de frente da escola "Ademar Nunes", em Salvaterra.
O Projeto
O dia 13 de Maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. É importante ressaltar que esta é uma releitura nascida no seio do movimento negro brasileiro como crítica às “comemorações” da assinatura da Lei Áurea, que pretensamente “libertou” os escravos em 13 de maio de 1888, entretanto, não se preocupou em reparar os séculos de escravidão e outras violências sofridas pela população negra no Brasil.
A execução do projeto "Semana Integrada de Combate ao Racismo" destacou o Pará no 7º Prêmio Educar para a Igualdade Racial e de Gênero: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em ambiente escolar. O projeto é desenvolvido em parceria com as escolas públicas estaduais Ademar de Vasconcelos, do município de Salvaterra, e Gasparino Batista, do município de Soure, na Ilha do Marajó. A experiência será colocada num catálogo com as 2.300 práticas vencedoras.
A premiação foi na categoria "Professor de Educação Escolar Quilombola", coordenado pelo professor Vinicius Darlan da Silva Andrade, que foi premiado em São Paulo, numa cerimônia promovida pelo Centro de Estudos de Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), o organizador da premiação.
A Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR) está presente em mais uma edição da Semana, participando rodas de diálogo e desenvolvendo o Projeto Tela Negra, que envolve a exibição de filmes etnográficos seguidos de debates.

Para saber mais
É só falar com o coordenador do Projeto, Prof. Esp. Vinícius Darlan da Silva Andrade.
Facebook/Vinícius Darlan Andrade
Fone: (91)991881920
 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Informativo da Copir: maio de 2017


Compartilhe o informativo da COPIR.
Cole no mural de avisos de sua escola, entidade ou instituição social.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números – e-Book

Geledés apresenta a pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números, realizada com apoio do edital Fundo Fale Sem Medo 2016, uma iniciativa do Instituto Avon e ELAS Fundo de Investimento Social. É uma produção que se une às reivindicações das mulheres negras por políticas públicas que revertam sua primazia nos dados estatísticos sobre homicídio de mulheres.

Os relatos de mulheres negras e não negras que utilizam Centros de Defesa e de Convivência da Mulher – CDCMs revelaram as dinâmicas já demonstradas em outros estudos sobre a violência doméstica: machismo, violências física e sexual; conflitos intrafamiliares, questões socioeconômicas, disputas patrimoniais etc. Porém contribuiu para desnudar as dinâmicas diferenciadas da violência psicológica, onde a cor da pele é um importante instrumento simbólico utilizado para a submissão, humilhação, desumanização e preservação do controle e do poder sobre os corpos e mentes de mulheres negras. Suas contribuições também salientaram as diversas restrições para o acesso e a utilização dos equipamentos voltados para o enfrentamento da violência contra a mulher.


Fonte: Geledés 

terça-feira, 21 de março de 2017

Em dia internacional, ONU pede que países combatam discursos de ódio

Estudantes da escola estadual "Ademar de Vasconcelos", em Salvaterra/PA
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o chefe de direitos humanos das Nações Unidas disse que governos do mundo todo têm a obrigação legal de acabar com o discurso e os crimes de ódio, e pediu que pessoas de todos os lugares “defendam os direitos de alguém”.
“Políticas de divisão e retórica de intolerância estão tendo como alvo minorias raciais, étnicas, linguísticas e religiosas, além de migrantes e refugiados. As palavras que incitam medo e ódio podem, e conseguem, ter consequências reais”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o chefe de direitos humanos das Nações Unidas disse que governos do mundo todo têm a obrigação legal de acabar com o discurso e os crimes de ódio, e pediu que pessoas de todos os lugares “defendam os direitos de alguém”.
“Políticas de divisão e retórica de intolerância estão tendo como alvo minorias raciais, étnicas, linguísticas e religiosas, além de migrantes e refugiados. As palavras que incitam medo e ódio podem, e conseguem, ter consequências reais”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
O comentário foi feito na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, lembrado anualmente em 21 de março. O tema deste ano é o fim do “perfilamento racial” e o incitamento ao ódio, incluindo as atitudes das pessoas em relação à migração.
Na Cúpula para Migrantes e Refugiados em setembro de 2016, Estados-membros adotaram uma declaração que condenava fortemente atos e manifestações de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância.
A cúpula também lançou uma campanha para mudar percepções e atitudes negativas em relação a migrantes e refugiados.
Em comunicado, Zeid disse que os Estados não podem autorizar a disseminação do racismo e da xenofobia, tendo a “obrigação legal de proibir e eliminar a discriminação racial, para garantir o direito de todos, não importa a raça, cor, nacionalidade ou origem étnica, a serem tratados igualmente perante a lei”.
Ele pediu que os governos adotassem legislação que proíba expressamente o racismo e o discurso de ódio, incluindo a disseminação de ideias baseadas na superioridade racial ou no ódio, no incitamento à discriminação racial e ameaças ou incitamento à violência.
“Não se trata de um ataque à liberdade de expressão ou de silenciar ideias controvérsias ou críticas, mas de um reconhecimento de que o direito à liberdade de expressão carrega consigo deveres e responsabilidades especiais”, disse Zeid.

Discriminação racial perpetua desigualdades

Em comunicado, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse que a discriminação racial é um veneno que enfraquece os indivíduos e as sociedades, perpetua a desigualdade e alimenta a raiva, a amargura e a violência.
“A luta contra o racismo e todas as formas de discriminação é um pilar da paz e da coesão social, especialmente nas nossas sociedades cada vez mais diversas”, declarou Bokova.
Na ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a UNESCO convidou todos os Estados-membros e parceiros a intensificarem seus esforços para construir um mundo mais inclusivo, generoso e justo.
“Um dos baluartes contra a discriminação racial é educação, consciência acerca da debilidade das pseudoteorias raciais e o conhecimento dos crimes cometidos em nome desses preconceitos ao longo da história. Nesse espírito, a UNESCO trabalha com professores, museus e editoras para buscar combater estereótipos que estigmatizam indivíduos e povos por causa da sua cor de pele, origem ou filiação.”
Segundo Bokova, não basta reconhecer os efeitos nocivos do racismo. “Nós também precisamos das ferramentas e instintos para combatê-lo e condená-lo onde quer que ele ocorra, sob qualquer forma, desde a mais mesquinha e cotidiana humilhação até a violência agravada”, declarou.
“Essa luta começa na mente de cada um de nós e deve ser transmitida de todas as formas possíveis.”

Fone: ONU

Estudantes discutem a questão racial em projeto da Seduc



Alunos do ensino fundamental menor, com crianças de 6 a 10 anos, da Escola Estadual Rui Barata, receberam nesta segunda-feira (20) o projeto Tela Negra, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nas escolas da região metropolitana de Belém. Com o uso de filmes e documentários, a iniciativa leva para instituições de ensino discussões sobre as relações étnicas e raciais, objetivando fomentar o estudo da cultura africana e a promoção da igualdade racial.

Após assistirem aos filmes, os alunos têm um momento de reflexão e discussão, liderados por especialistas em educação da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir). Para Hilda Cristina Ribeiro, da Copir, o projeto tem papel importante na luta contra o racismo e o preconceito, pois as crianças passam a entender desde cedo que não devem tratar os colegas de forma diferente em função da cor.

"O maior objetivo é combater o racismo. Trabalhar a história africana com essas crianças é muito importante. Conhecer a sua identidade e cultura é primordial para esses pequenos, pois a maioria do povo brasileiro não conhece a própria história, então os estudantes precisam aprender e disseminar sua cultura", enfatizou Hilda Ribeiro.

Os estudantes assistiram ao filme "Pode me chamar de Nadir e vista a minha pele", que retrata o preconceito contra crianças negras e a forma como são tratadas na sociedade, e ao documentário "Disque Quilombola", que aborda a história do povo quilombola, as diferenças e realidades de um grupo que foi morar na cidade e outro que permaneceu no quilombo. A história é contada por crianças que se comunicam por meio de um telefone feito de lata e barbante. A aluna Izabel Ferreira, 9 anos, assistia a tudo com muita atenção. "Estou gostando muito", disse.

Formação – O ensino de História e Cultura Africanas e Afro-Brasileiras, obrigatório nas escolas do país, foi instituído em 2013 pela Lei 10.639. O Conselho Nacional de Educação aprovou as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas a serem executadas pelos estabelecimentos de ensino de diferentes níveis e modalidades, cabendo aos sistemas de ensino orientar e promover a formação de professores e supervisionar o cumprimento das diretrizes.

A Copir, da Seduc, tem promovido a formação inicial e continuada de professores da rede pública, além de trabalhar diretamente com o aluno, em projetos como o Tela Negra. As principais ações voltadas para a formação de professores são a Afro-Pará, que trabalha a formação inicial e continuada de professores da rede pública de ensino da capital e interior, e a Etnicidade, que foca na formação de professores e alunos quilombolas em diversos municípios do Estado. O projeto Tela Negra ocorre durante o ano e culmina no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Por Eliane Cardoso - Ascom/Seduc
Fotos: Paulo Lobo - Ascom/Seduc

quinta-feira, 9 de março de 2017

EQUIDADE RACIAL: educação quilombola em perspectiva.



Filmado em Tracuateua/PA,. Vencedor do Premio "Melhor Filme" pelo Júri Popular, Festival Internacional de Cinema do Caeté (FICCA), 2016, em Bragança/PA.

Uma produção com direção do professor Danilo Gustavo Aps