EXPOSIÇÃO "ÁFRICA: OLHARES CURIOSOS", Hilton Silva

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Projeto A Cor da Escola se faz presente na Semana Pedagógica da EEEFM Presidente Costa e Silva

 
Nos dias 18,19 e 21 de Fevereiro de 2013, a Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR), participou da Semana Pedagógica da EEEFM Presidente Costa e Silva, Cujo tema foi: “A nossa escola tem cor: Valorizando a Diversidade Etnicorracial no Contexto Escolar”.
 
 As Especialistas em educação Deusilene Lisboa e Renata Fonseca, deram início às atividades do Projeto “A Cor da Escola”, explanando acerca da lei 10.639/03 e da necessidade dos professores envolverem a temática no currículo escolar, assim como desenvolverem projetos que contribuam para o combate ao preconceito racial nas escolas, houve a apresentação do documentário “A Cor da cultura- África no currículo escolar”, travando um diálogo com os educadores que estavam presentes, relativo a questões atuais, a exemplo das cotas para estudantes negros.
 
  No dia 19, a COPIR levou até a escola, convidados como a Professora Jacilene Teixeira (historiadora especialista em Relações Etnicorraciais), que tratou sobre a “História da África- Porque estudar o continente africano no currículo das escolas brasileiras” e a Professora Drª Marilu Campelo (UFPA), que abordou a questão da “Religiosidade e Cultura Afro Brasileira”. Já no dia 20, o convidado a se fazer presente foi o Professor Tony Vilhena (cientista social especialista em Ciências da Religião), discutindo sobre a questão do racismo e direitos humanos, finalizando a participação da COPIR nesta Semana Pedagógica.
A COPIR/SEDUC agradece a Escola Estadual Presidente Costa e Silva pela iniciativa de envolver na sua Semana Pedagógica uma temática tão pertinente para atualidade e com a participação do Projeto “A Cor da Escola”, desenvolvido por esta coordenação.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Violência Racial & Policial


Entidades protestam contra ordem racista da PM em Campinas

Reginaldo Cruz,
Campinas (SP)

Com a palavra de ordem “sou negro, sou suspeito”, diversas entidades dos movimentos negro e popular, reunidas no Fórum de Luta Contra o Racismo, realizaram um ato na manhã deste domingo (17), em Campinas (SP), para protestar contra a Ordem de Serviço (OS) nº 8 BPMI 822/20/12, da 2ª Companhia da Polícia Militar, orientando que nas ações de patrulhamento na região do Taquaral fosse focada a abordagem “especialmente em indivíduos de cor parda e negra, com idade entre 18 e 25 anos em grupos de três a cinco indivíduos”.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

I Seminário sobre Pesquisas em HIV & I Seminário sobre Gênero e Raça na UFPA






Em 2012 organizamos o I SEMINÁRIO SOBRE PESQUISAS EM HIV para comunicar as pesquisas que o Programa de Pós-Graduação em Psicologia  (PPGP/UFPA) realizam no campo em Belém e no municipio de Barcarena e dialogar com algumas instituições que atuam na prevenção e tratamento do HIV, entre elas o Hospital Universitario João de Barros Barreto e a SESPA.

Em 2013, o II SEMINÁRIO SOBRE PESQUISAS EM HIV é realizado em conjunto com o I SEMINÁRIO SOBRE GÊNERO E RAÇA NA UFPA, pois as questões desta temática em relação à mulher negra adolescente em contexto da Unidade Básica de Saúde serão focalizadas no bienio 2012-2014 pelo Núcleo de Pesquisas Fenomenológicas NUFEN. 

Realização:  Dias 21 e 22 de fevereiro no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

Os eventos contam com a participação de pesquisadores da UNIFESP/SANTOS; UFPA: PSICOLOGIA E CASA BRASIL ÁFRICA – CIÊNCIAS SOCIAIS E e profissionais que atuam nas instituições de saúde municipais e estaduais

INSCRIÇÕES : As inscrições serão realizadas somente a tarde das 14 as 18 hs

Local: SECRETARIA DO MESTRADO EM PSICOLOGIA COM AS BOLSITAS DO NUFEN: MILENA, MARCIA, E O MESTRANDO WARLINGTON LOBO NO VALOR SIMBÓLICO DE  R$ 10,00 (DEZ REAIS)
SERÁ EMITIDO CERTIFICADO.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Jovens negros: o massacre das principais vítimas do Brasil

Com baixa expectativa de vida, jovens negros são as principais vítimas do Brasil

Em quase todos os países, assim como no Brasil, as principais causas de mortes entre as pessoas são doenças como as cardíacas, isquêmicas, acidentes vasculares cerebrais, câncer, diarreias e HIV. Mas outro fator vem ganhando as primeiras posições nas últimas décadas: o da violência. Segundo dados da Vigilância de Violências e Acidentes do Sistema Único de Saúde (Viva SUS 2008-2009), o homicídio tem ficado em terceiro lugar do ranking de causas de mortes dos brasileiros e, estratificando-se pela faixa etária de 1 a 39 anos, este número alcança a primeira posição.
Ratificando este índice, de acordo com a pesquisa Global Burden of Disease (GBD) – Carga Global de Doença, em português, publicada neste mês pela revista inglesa The Lancet e organizada pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, o Imperial College, de Londres, e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fator violência é apontado como a principal causa de mortes entre jovens no Brasil e Paraguai. Entre os países da América Latina, a Argentina, Chile e Uruguai têm os assassinatos em 12ª colocação, enquanto na Europa Ocidental, que inclui países como Inglaterra, França e Espanha, as mortes violentas ficam em 50ª lugar.
jovens negros brasil
Além de idade, as vítimas têm cor. Jovens negros são as principais vítimas do Brasil

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Chamada para participar do projeto “ARTISTAS DE TERREIRO”


    O Grupo de Estudos e Pesquisa “Rodas de Axé”, com apoio do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos e da Casa Brasil África da UFPA, convida você, membro de Comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém e cidades vizinhas para participar do Projeto “Artistas de Terreiro”, e para produzir arte, sentidos e sentimentos afro-amazônicos que falem da cosmologia dos Orixás, Inkisses, Voduns, Cabocos, Espíritos e Encantados, e dos valores preservados pelas tradições afro-brasileiras na Amazônia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ONU lança guia para denúncias de discriminação étnico-racial



A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou no final de 2011 um guia para auxiliar a denúncia de discriminação étnico-racial. O documento apresenta o conjunto de instrumentos nacionais e internacionais que garantem a igualdade étnico-racial, bem como informações sobre o marco legal brasileiro e internacional, além de endereços dos órgãos de atendimento à população nos estados e capitais.
Guia de orientação das Nações Unidas no Brasil para denúncias de discriminação étnico-racia
O “Guia de Orientação das Nações Unidas no Brasil para Denúncias de Discriminação Étnico-racial” responde a uma série de demandas da sociedade civil identificadas durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR), realizada em 2009.

Para ler o Guia na íntegra clique aqui

Workshop de cantigas infantis indígenas


COMBATE AO RACISMO É VALORIZADO NO MARAJÓ


O historiador Vinicius Darlan
O historiador Vinicius Darlan

Já não é mais novidade o compromisso de escolas escolas “Ademar de Vasconcelos” de Salvaterra e “Gasparino Batista” de Soure com uma Educação voltada para as Relações Étnico-Raciais na ilha do Marajó. As duas instituições uniram forças com o propósito de mudar o olhar e o agir dos jovens sobre as diferenças de cor de pele, gênero, religiosa e ideológica.
O ano de 2012 foi tão produtivo para estas duas escolas, que o reconhecimento da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), para o ano de 2013, virá em recurso financeiro para a continuidade do projeto pedagógico que virou referência, e visa promover a superação do racismo no ambiente escolar.
ÁFRICA BRASIL LOGOMARCAOutro importante reconhecimento foi a escolha do Prof. Esp. Vinícius Darlan, coordenador do projeto nestas duas escolas, para contribuir com a equipe de facilitadores da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) no Programa de Formação Continuada de Professores, o “AFROPARÁ” idealizado pelo Prof. Amilton Sá Barretto, coordenador da COPIR, com suporte pedagógico do Professor Tony Vilhena.
Vinícius Darlan, que é historiador, também foi convocado para participar do processo de validação do material de apoio pedagógico integrante do Projeto Brasil/África: Histórias Cruzadas da UNESCO – Ensino Fundamental II, com apoio do MEC/SECADI e coordenado pelo Programa Ações Afirmativas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Esse processo contribuirá para análise crítica e aperfeiçoamento do material que em breve estará nas escolas de todo o Brasil, e tem como principal fonte os 08 volumes da coleção História Geral da África, financiada pela UNESCO, e com tradução para o português financiada pelo MEC. As obras visam ampliar o universo sociocultural, e a partir daí promover o exercício da tolerância e eliminar toda e qualquer forma de perseguição sócio-política.
“A educação das relações étnico-raciais deverá ser um dos eixos estruturantes do projeto político pedagógico e do currículo das escolas, e isto além de um dever de lei, é um dever moral.” afirma Vinícius Darlan. Os caminhos para as ações de educação para as relações étnico-raciais, em 2013, já começam a ser trilhados com uma tendência natural e necessária à interdisciplinaridade, e envolvimento cada vez maior da comunidade, nestas escolas. A culminância da validação ocorrerá nesta terça feira, 05 de fevereiro, numa tele-conferência com a participação de professores de outros estados e representantes da UNESCO e do MEC.

Fonte: Dário Pedrosa

"Um bilhão que se ergue" - Protesto global para acabar com a violência contra mulheres e meninas

um bilhao se ergue

"Um bilhão que se ergue" - Protesto global para acabar com a violência contra mulheres e meninas http://ow.ly/hsg3D


Indicação de Reinaldo Bulgarelli

O "Um bilhão que se ergue" (One billion rising) é um protesto global para acabar com a violência contra mulheres e meninas. Terá sua 1a edição em São Paulo, Sábado, dia 16 de Fevereiro de 2013 no Museu de Arte de São Paulo (MASP) das 14:00 às 18:00hrs. A data oficial costuma ser o dia 14, mas foi mudada em Sampa devido a atividades realizadas durante a semana (trabalho, escola, etc), que impossibilitavam alguns de comparecer no evento.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Contra o racismo e pela ancestralidade africana



Contra o racismo e em defesa da ancestralidade africana no Brasil
Por Silvany Euclênio
No dia 21 de janeiro de 2000, morria a Iyálorisa Gildásia dos Santos e Santos, vítima fatal da violência que incide sobre a ancestralidade africana no Brasil. Sua foto foi utilizada pelo jornal “Folha Universal”, edição nº 39, para ilustrar matéria com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”, cujo conteúdo agredia violentamente as tradições de matriz africana, malevolamente mistificadas com práticas charlatãs. Com o choque, ela, que era hipertensa, sofreu um ataque cardíaco e faleceu.